Os Gregos no século V a.C.- Perguntas & Respostas

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
1. Situa no espaço a Grécia Antiga.

A Grécia fica situada na península Balcânica e é banhada a ocidente pelo mar Jónico, a oriente pelo mar Egeu e a sul Pelo mar Mediterrâneo.
   A Grécia Antiga tinha um território mais extenso do que hoje: Era constituída pelo território continental, por inúmeras ilhas, por uma faixa costeira na Ásia Menor e por inúmeras colónias espalhadas pelo Mediterrâneo e Mar Negro.

2. Define Pólis.

Pólis era uma comunidade de homens livres, com leis e órgãos de governo próprios.

3. Indica as partes constituintes de uma cidade-estado.


O seu território abrangia três partes bem distintas:

  • a acrópole - parte alta da cidade, era o centro da vida religiosa e servia de refugio às populações em caso de necessidade.
  • a zona urbana - parte baixa da cidade, onde vivia a população e ficava a ágora ou praça pública. Na ágora localizavam-se os principais edifícios públicos e estabelecimentos comerciais. 
  • a zona rural - Constituída por áreas de cultivo, de pastoreio ou bosques. 
4. Indica as actividades económicas praticadas pelos atenienses assim como os produtos produzidos em cada uma dessas actividades. 


  • agricultura - trigo, cevada, vinho e azeite.
  • pecuária - criação de gado especialmente cabras e ovelhas.
  • artesanato - vasos cerâmicos, estátuas, armas e navios.
5. Justificar a afirmação: " A economia ateniense era mercantil, marítima e monetária."

A economia ateniense era mercantil porque o comércio era a principal actividade, monetária porque usavam a moeda (dracma) e marítima devido à importância das actividades marítimas.

6. Caracteriza a sociedade ateniense. 

A sociedade era constituída por três grupos sociais bem distintos:

  • os cidadãos - homens livres, com mais de 18 anos, filhos de pai e mãe atenienses. Possuíam terras, tinham direitos políticos e constituíam uma minoria da população.
  • os metecos - estrangeiros que viviam na cidade-estado de Atenas. Eram homens livres, mas sem direitos políticos, estavam sujeitos ao serviço militar e pagamento de impostos. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato.
  • os escravos - homens não livres, ocupados de tarefas variadas. Eram prisioneiros de guerra ou pessoas raptadas pelos piratas. . Constituíam 1/3 da população.
7. Explica a seguinte afirmação: " A sociedade ateniense era esclavagista e governada por uma minoria."

A sociedade ateniense era esclavagista porque utilizava a mão-de-obra escrava que assegurava o trabalho indispensável à cidade e  era governada por uma minoria porque apenas os cidadãos participavam na vida política da cidade. As mulheres , os metecos e os escravos estavam proibidos)

8. Identifica os regimes políticos que existiram em Atenas até ao século V a.C..
 Atenas, como as demais cidades gregas, foi ao longo dos tempos governada por reis (monarquia), nobreza ( oligarquia) e por tiranos (tirania). No século V a.C., estabeleceu-se em Atenas o Regime democrático.

9. Refere os órgãos de governo da Pólis de Atenas no século V a.C. e as suas funções.

  •  Assembleia do povo ou Eclésia, constituída por todos os cidadãos, aprovava as leis, decidia da paz ou da guerra, elegia as magistraturas e votava o ostracismo.
  • Bulé , concelho de 500 membros sorteados entre as tribos, elaborava as leis a aprovar pela Eclésia.
  • Helieu, tribunal composto por 6000 cidadãos, que julgava os casos de não cumprimento das leis da cidade.
10. Explica porque razão a Democracia ateniense é considerada  uma democracia directa.

A democracia ateniense é directa, pois todos os cidadãos deviam participar nela, ficando mal vistos se não o fizessem. Votava-se de braço no ar, a menos que os cidadãos exigissem voto secreto.

11. Distingue democracia directa de democracia indirecta.

Democracia directa - Regime político em que  os cidadãos exercem directamente   o seu direito de participar no governo da cidade , votando, escolhendo e participando o exercício de todos os cargos políticos.
Democracia indirecta-  Regime político em que os cidadãos delegam o seu poder em representantes que tomam todas as decisões.

12. Enuncia as limitações /imperfeições da democracia ateniense.

   Apesar de todo o cuidado posto na igualdade de cidadãos a democracia ateniense era imperfeita.
  • 1/3 da população era constituída por escravos. A existência de escravos não está de acordo com a igualdade, principio básico da democracia. 
  • muitos habitantes da cidade eram considerados estrangeiros - metecos - mesmo que tivessem nascido em Atenas. 
  • às mulheres não eram reconhecidos quaisquer direitos. 
  • Apenas um pequeno conjunto de homens, filhos de pai e mãe atenienses, eram considerados cidadãos e podiam participar no governo.
 

O Império Português e a concorrência internacional

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
1. Refere as causas que motivaram a crise do Império Português.


2. Indica os factores que permitiram o apogeu do Império Espanhol.


3. Distingue os conceitos de mare clausum e mare liberum.


4. Justifica o enriquecimento da Holanda durante o século XVII.


5. Enumera os territórios que faziam parte do Império Holandês.


6. Explica o objectivo da criação de Companhias Comerciais pela Holanda.


7. Mostra em que consistia a Bolsa de Valores.


8. Indica o nome da cidade holandesa que se tornou um centro financeiro mundial.


9. Explica em que contribuiu o «Acto de Navegação» para o progresso da marinha inglesa.


10. Justifica a viragem de Portugal para o Brasil.


11. Salienta o papel dos bandeirantes no território brasileiro.



Verifica as tuas respostas:

1. As viagens eram muito perigosas, muito dispendiosas e demoradas; a existência de corrupção na administração dos territórios portugueses; pirataria e naufrágios que causavam elevadas perda; concorrência de rotas terrestres; encerramento da feitoria portuguesa em Antuérpia.


2. Sevilha é um importante centro económico nesta época; Espanha detém uma vasta extensão territorial e poder comercial, possui minas de ouro e prata na América e controla a Rota de Manila.


3. Mare Clausum: apenas Portugal e Espanha tinham o direito de navegar nas zonas marítimas a eles atribuídas pelo tratado de Tordesilhas;
   Mare Liberum: liberdae de navegação, para todos os países.


4. Desenvolvimento da construção naval; incremento das manufacturas e da agricultura; forte dinamismo comercial; tolerância religiosa.


5. A Holanda ocupou possessões portuguesas em África ( Arguim, Mina e Luanda) e no Brasil (nordeste brasileiro). Fixou-se também em África do Sul ( Cabo), América do Norte ( Nova Amesterdão - actual Nova Iorque) e nas ilhas da Indonésia.


6. Melhor organização do comércio colonial; possibilidade de se reinvestirem os lucros obtidos com a actividade comercial.


7. As bolsas eram mercados onde se negociavam acções pertencentes a  companhias comerciais e outros títulos. Despertam o interesse para a participação em actividades capitalistas.


8. Amesterdão.


9. Permitiu o incremento da construção naval e o desenvolvimento da marinha marcante inglesa.


10. Esta viragem surge na sequência da crise do império português do Oriente, trazendo alguma prosperidade a Portugal.


11. Os Bandeirantes exploram o interior do Brasil, encontrando minas de ouro e prata e permitiram delimitar as fronteiras brasileiras. 
 

A Monarquia Absoluta no tempo de D. João V

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

HGP - 5º ano_Reconquista Cristã

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

O Regime Nazi

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

Ficha de trabalho
O Regime Nazi

 

HGP - 5º ano -Os Muçulmanos na Península Ibérica

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF


Ficha de avaliação
Os Muçulmanos na Península Ibérica

 

HGP-Ficha de avaliação 5º ano

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

Ficha de avaliação
O ambiente natural e primeiros povos

 

A Contra- Reforma católica

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
A CONTRA-REFORMA CATÓLICA

   A expansão do protestantismo provocou uma reacção na Igreja Católica conhecida por Contra- ReformCONCÍLIO DE TRENTOa. Um dos acontecimentos mais importantes foi a convocação, pelo Papa Paulo III, de um concílio para debater e tomar decisões sobre os assuntos de organização e doutrina da Igreja. Do Concílio de Trento (1545-63) saíram duas orientações fundamentais: a reafirmação das posições do catolicismo postas em causa pelos protestantes e a necessidade de renovação interna da Igreja.
   Com a reforma Católica apareceram novas ordens religiosas destacando-se a Companhia de Jesus, oficializada pelo Papa III em 1540. Os Jesuítas destacaram-se no ensino e na consolidação e expansão da fé cristã através da missionação, quer na Europa quer nos territórios dos impérios.
   Para combater a difusão do protestantismo, a Igreja Católica também usou instrumentos repressivos: O Índex, catálogo regularmente actualizado Sessão de um tribunal da Inquisição em Espanhade livros proibidos que não podiam ser impressos, vendidos ou mesmo lidos; a Inquisição, um tribunal religioso, mas sujeito à vontade régia, que investigava a vida daqueles que eram suspeitos de actos contra a fé católica.





O CASO PENINSULAR




   A posição geográfica periférica da Península Ibérica em relação aos focos da Reforma e a acção das autoridades religiosas e políticas explicam a quase ausência de movimentos religiosos reformistas.
   Em 1478, em Espanha, os Reis Católicos reactivaram a Inquisição como reacção à poderosa comunidade judaica.Perseguidos pelas diferenças religiosas, mas também económicas, os judeus foram expulsos ou forçados a converter-se ao Cristianismo.
    Em Portugal, em 1496, D. Manuel I ordenou a expulsão dos judeus que não se convertessem à fé católica. os que optaram pela conversão forçada eram chamados cristãos novos. Estes foram perseguidos e sistemáticaAuto-de-fémente acusados pela Inquisição, introduzida por D. João III em 1536, de continuarem a praticar rituais judaicos. Assim, milhares de cristãos novos foram presos, torturados e muitos deles condenados à fogueira em autos-de-fé.
A censura da Inquisição estendeu-se à cultura e muitas obras foram alteradas ou proibidas e humanistas como Damião de Góis perseguidos. Nesta acção de vigilância da moral e da fé, os monarcas contaram também com o apoio da Companhia de Jesus. A acção destas instituições contribuiu para uma forte estagnação cultural.

CONCEITOS:

Contra - Reforma Movimento da Igreja Católica de reacção ao avanço do protestantismo e de reorganização interna da Igreja.
Concílio – Assembleia de bispos, convocada pelo Papa, para análise de problemas dos cristãos. Estes concílios tomavam o nome da cidade onde se realizavam.
Inquisição  ( Tribunal do Santo Ofício) – Criado no séc. XIII, por Gregório IX, para combater a heresia albigense. Tinha poderes para inquirir, confiscar bens e punir todos os suspeitos de heresia e praticantes de feitiçaria.
Cristãos- novos – Judeus convertidos ao Cristianismo. Esta expressão foi utilizada para distinguir estes novos membros da Igreja dos chamados cristãos –velhos.

VERIFICA O QUE SABES:

1.  Apresenta as medidas adoptadas pela Igreja Católica em resposta à Reforma protestante.
2. Avalia  impacto da acção da Inquisição na Península Ibérica.
 

A Reforma protestante

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
LUTERO E A QUESTÃO DAS INDULGÊNCIAS

  Martinho Lutero Em 1513, o Papa Leão X ordenou uma nova concessão de indulgências ( perdão pelas penas devidas pelos pecados) aos fiéis que contribuíssem para a conclusão da Basílica de São Pedro, em Roma. Martinho Lutero, um monge alemão que considerava esta prática como um simples negócio que nada tinha a ver com a missão espiritual da Igreja, exprimiu publicamente o seu desacordo em relação às indulgências num documento ( As Noventa e Cinco Teses contra as Indulgências) que afixou a 31 de Outubro de 1517, na porta da Catedral de Vitemberga (Alemanha). Naquele documento, Lutero recusava ao a capacidade de perdoar os pecados, declarando que tal poder pertencia exclusivamente a Deus.

OS MOVIMENTOS PROTESTANTES


   Lutero foi excomungado e expulso da Igreja em 1521, como resposta à sua critica. Valeu-lhe a protecção e apoio de alguns príncipes alemães desejosos de maior independência face ao papado.
   O Luteranismo defendia a fé como único caminho para alcançar a vida eterna, o contacto directo com a palavra de Deus ( a Bíblia foi traduzida para diversas línguas nacionais) e a desvalorização dos rituais. Para Lutero, a Igreja também não deveria possuir bens materiais, o que levou muitos príncipes alemães a apoiarem as suas ideias com o fim de se apropriarem dos bens da Igreja Católica. Estas ideias deram origem ao protestantismo.
   EM 1536, na Suíça, João Calvino inicia um movimento – Calvinismo – caracterizado por uma doutrina mais radical, defendendo a predestinação. Segundo esta teoria, cada homem, quando nasce, já está predestinado por Deus à salvação ou à condenação.
   Em Inglaterra, O rei Henrique VIII, pretende anular os eu casamento com Catarina de Aragão para desposar Ana Bolena e perante a recusa do Papa, rompe com Roma através do Acto de Supremacia (1534). O rei torna-se então o chefe espiritual da Igreja submetendo-a à sua autoridade. O anglicanismo assemelha-se ao catolicismo na forma e ao calvinismo nos  conteúdos.
   Nalguns países, a oposição entre católicos e protestantes levou ao desencadear de guerras em que as ambições políticas se misturavam com ideias religiosas.
    A Adesão de diversos soberanos cristãos à Reforma protestante significou a perda de influência de Roma sobre vastas regiões da Europa.


VARIANTES DA RELIGIÃO CRISTÃ
vARIANTES DA rELIGIÃO cRISTÃ
clica na imagem para ampliar

CONCEITOS:


PROTESTANTISMO –  Conjunto de doutrinas religiosas resultantes da cisão com Roma. Inicialmente, chamaram-se protestantes aos luteranos que protestaram contra as medidas do Imperador Carlos V, em 1529, que desejava restabelecer a unidade religiosas na Alemanha. Mais tarde, todas as Igrejas que se afastaram da obediência ao Papa foram também chamadas protestantes.


VERIFICA O QUE SABES:

1. Explica a oposição de Lutero em relação às indulgências.
2. Justifica o apoio dos príncipes alemães a Lutero.
3. Distingue os princípios doutrinários do catolicismo e dos movimentos protestantes.
 

Os sinais de crise e as críticas à Igreja

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
OS SINAIS DA CRISE
   A crise na Igreja católica aumentava de proporções desde o século XIV. Entre estes sinais da crise podemos destacar três:

  • O Grande Cisma do Ocidente ocorreu entre 1378 e 1417 devido à eO Grande Cisma do Ocidentexistência de dois Papas, em Avinhão e em Roma, contribuindo para a perda de prestígio da Igreja. Este conflito só terminou com a eleição do Papa Martinho V, que restabeleceu Roma como único centro espiritual do catolicismo. 

  • Os conflitos entre o papado e os reis resultavam da disputa do poder temporal. Os Papas, chefes espirituais, pretendiam um maior protagonismo político face ao poder dos monarcas. Os rendimentos obtidos por toda a Europa católica eram utilizados pelos Papas na luxuosa corte papal de Roma e no seu exército, que enviavam contra reis e governantes cristãos.

  • O comportamento de uma parte do clero era alvo de criticas pela comunidade cristã. Os cardeais, os bispos e os abades descuravam os aspectos espirituais, vivendo no luxo e comprando e acumulando cargos políticos. Muitos monges e padres não possuíam conhecimentos no campo religioso e levavam uma vida afastada dos valores cristãos e evangélicos.

AS CRÍTICAS À IGREJA

     Nos séculos XIV e XV, face a esta crise moral e religiosa, surgiram no interior da própria Igreja focos de contestação, destacando-se o padre checo João Huss e o monge dominicano de Florença, Savonarola. Estes homens defendiam a ideia de que os cristãos deviam basear a sua prática religiosa na Bíblia. Ao porem em causa a autoridade do Papa, a riqueza e a ostentação da Igreja e a amoralidade do clero, foram considerados heréticos e condenados à morte pela fogueira.
   Os humanistas também contribuíram para a reflexão sobre a Igreja: fazendo traduções exactas dos Evangelhos e a partir dos textos originais, criticando algumas práticas que consideravam mais próximas da superstição do que da religião e defendendo a renovação da Igreja.
   Por outro lado, a Imprensa  permitiu uma maior difusão dos textos bíblicos e uma maior participação dos leigos na vida religiosa gerando a ideia de que era necessário realizar uma reforma à Igreja. Esta Reforma teria como objectivo reconduzir a Igreja à pureza original do Cristianismo, tal como este tinha sido pregado e vivido por Jesus e pelos primeiros Cristãos.

CONCEITOS:

Reforma – Movimento religioso de renovação da Igreja, iniciado por Lutero no século XVI e que conduziu à divisão da Igreja Católica Romana. É nesta altura que surgem As igreja reformadas ( luterana, calvinista e angelicana)

VERIFICA O QUE SABES:
1. Explica por que se pode falar de crise na Igreja no século XV.
2. Justifica porque motivo João Huss e Savonarola foram condenados à fogueira.
3. Refere o contributo dos humanistas para a reforma da Igreja.
 

Os gregos no século v a. C.

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
A GRÉCIA – AS CIDADES- ESTADOS – A ECONOMIA ATENIENSE

    A Grécia é uma região montanhosa, de costa muito recortada, que se situa no Sul da Europa, junto do Mediterrâneo. Além do continente propriamente dito, fazem parte do mundo grego numerosas ilhas do Mar Egeu e  a zona costeira da Ásia Menor.
Grécia - um território montanhoso
   Apesar da pobreza do solo, esta região atraiu vários povos, que ai se fixaram. Durante o segundo milénio a.C., Aqueus, Eólios, Jónios e Dórios invadiram e ocuparam a Grécia. Com o passar dos séculos, as diferenças entre estes povos esbateram-se. Da sua união nasceu o povo grego ( ou heleno).
   A pobreza do solo e a atracção pelo mar levaram muitos Helenos a deixarem a sua terra e a espalharem-se por outras regiões do Mediterrâneo, onde fundaram novas cidades em tudo semelhantes às da Grécia – as colónias. Entre todas as colónias gregas sobressaíam, pela sua riqueza e importância, as colónias do Sul de Itália, designadas por Magna Grécia ( Grande Grécia).

AS CIDADES- ESTADOS

   Os Gregos habituaram-se a viver separados pelas montanhas, em cidades independentes, a que chamavam pólis ( cidade –estado).
   Cada pólis tinha o seu território, as suas leis, o seu governo. Embora se considerassem todos Helenos ( ou Gregos), os cidadãos de uma pólis sentiam-se estrangeiros em qualquer outra cidade- estado da Grécia.

A ECONOMIA ATENIENSE
   Atenas era a mais rica de todas as cidades- estados. No seu território, a Ática, cultivavam-se a vinha e a Oliveira, fabricava-se artesanato de grande qualidade ( vasos de cerâmica, armas) e exploravam-se ricas minas de prata. Muitos destes produtos eram carregados em Navios, também fabricados na cidade, e vendidos noutras paragens do Mediterrâneo. Atenas enriqueceu graças ao comércio marítimo.

A CIDADE E O ESPAÇO CÍVICO
  
Planta da cidade -estado

Se pudéssemos percorrer Atenas do século V a. C., distinguiríamos, com facilidade, três zonas:
1. a acrópole , a parte alta, onde se situavam o palácio e a maior parte dos templos, entre eles o da deusa Atena, protectora da cidade.
2. a ágora , ou praça pública, numa zona mais baixa. Era ai que os Atenienses se reuniam para tratar do governo da cidade, dos seus negócios ou para conversar. Em redor da ágora estavam as asas de habitação, simples e sem comodidades. A vida ateniense fazia-se muito ao ar livre, pois aí se comerciava, filosofava ou se faziam diversões;
3. os campos agrícolas, embora pobres, que circundavam estas duas zonas importantes.
 

O REINADO DE D. JOÃO V

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
D Joao V
A MONARQUIA ABSOLUTA


   No início do século XVIII, na Europa, têm grande difusão as ideias que defendem o poder absoluto do rei (absolutismo), ou seja, o governo do país dependia da vontade do rei, que tinha todos os poderes e mandava cada vez mais.
   D. João V vai seguir esta tendência política, governando Portugal  como rei absoluto – Monarquia Absoluta. Durante o seu reinado, de 44 anos (1706 – 1750), nunca reuniu as cortes.
   Graças às grandes quantidades de ouro e diamantes que vinham do Brasil, a que se juntavam os lucros obtidos no comércio do tabaco, açúcar, vinho e sal, D. João V detinha uma grande riqueza, com a qual conseguia manter a nobreza debaixo do seu domínio ( distribuindo cargos, pensões e títulos), assim como enviava riquíssimas embaixadas a vários países. 

A VIDA NA CORTE


   A Corte vivia com muito luxo e ostentação.
   O rei dava festas esplêndidas e os nobres vestiam, de acordo com a moda francesa, trajes riquíssimos.
   Os bailes, concertos, teatros e jogos divertiam e distraiam a Corte. Havia igualmente grandes banquetes.
   Procurando imitar a vida da Corte, a nobreza vai construir palácios (os solares) um pouco por todo o país.
   Entretanto, o povo vivia com muitas dificuldades: no campo, os que não emigravam para o Brasil continuavam a praticar uma agricultura de sobrevivência e tinham de pagar pesados impostos; na cidade, ocupavam-se das tarefas domésticas e de outro tipo de serviços como vendedores ambulantes, artesãos, criados, etc., não conseguindo obter grandes rendimentos.

UM TEMPO DE GRANDES CONSTRUÇÕES
Convento de Mafra 
   Durante o reinado de D. João V realizaram-se obras monumentais que reflectem a riqueza de que já falámos.
   Tal é o caso do Convento de Mafra, cuja construção se inicia em 1717 e só vai terminar em 1770.
   É igualmente deste período a construção do Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, da Igreja e Torre dos Clérigos, no Porto, da autoria de Nicolau Nazoni, da Biblioteca da Universidade de Coimbra e do Palácio de Queluz.

O BARROCO

IGREJA DE SANTA CLARA


   Nesta época surgiu um novo estilo artístico: o barroco.
   Caracteriza-se pela decoração muito rebuscada, com grande profusão de torneados, medalhões, curvas e contra curvas.
   No interior das igrejas e palácios vamos encontrar a talha dourada, os azulejos e os mármores.
   Este estilo é, também ele, resultante da grande quantidade de dinheiro disponível.





CONCEITOS:


Absolutismo – sistema de governo em que o rei concentra em si todos os poderes (legislativo, executivo e judicial) que considera recebidos directamente de Deus.
Barroco – estilo artístico que em Portugal está ligado à descoberta do ouro no Brasil.
Talha dourada – madeira trabalhada revestida por uma fina camada de ouro. Utilizada sobretudo nos altares das igrejas.

DATAS A DECORAR:


1706 – Início do reinado de D. João V
1717 – Início da construção do convento de Mafra.
1719 – Fundação da Real Academia da História.
1734 – Guerra com Espanha.
1750 – Morte de D. João V.

APLICA O QUE APRENDESTE


1. Identifica o tipo de monarquia que D. João V praticou em Portugal.
2. Indica os produtos brasileiros que permitiram ao rei a obtenção de grandes lucros.
3. Identifica o novo estilo artístico deste período.
4. Enumera dois elementos decorativos utilizados por este estilo.
 

Os Gregos no século V a.C.

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

Ficha de avaliação 5º ano- A formação de Portugal

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

Ficha de   avaliação 5º ano - A formação de Portugal

 

AS INVASÕES FRANCESAS

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
   Napoleão Bonaparte

  A REVOLUÇÃO FRANCESA

   Com o iluminismo, nascido em França no século XVIII, ganham cada vez mais adeptos as ideias de que os homens são iguais perante a lei; todos têm os mesmos direitos e deveres.
   Ora , estas ideias opõem-se aos valores da monarquia absoluta- origem divina do poder real e grandes diferenças entre os direitos e deveres dos diferentes grupos sociais. Não admira, por isso, que tais ideias estejam na base da Revolução Francesa, ocorrida em 1789, bem como na de várias revoluções liberais que se vão registar por toda a Europa.
   Sentindo-se em perigo, alguns reis absolutistas unem-se e declaram guerra à França. Essa guerra durou vários anos, até que o governo francês passou a ser chefiado por Napoleão Bonaparte.
Militar brilhante, Napoleão, em poucos anos, dominou quase toda a Europa.
Porém a Inglaterra demonstrou ser um inimigo muito difícil de vencer e, em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental 

Bloqueio Continental

AS INVASÕES FRANCESAS

   Portugal, que mantinha relações comerciais com a Inglaterra e era, além disso, um seu velho aliado, não aderiu ao Bloqueio.
  Em resposta a esta atitude portuguesa, Napoleão ordenou a invasão do país através de Espanha, com a qual se tinha aliado.
   Assim, num curto período de tempo, o nosso país vai ser invadido, por três vezes, pelos exércitos franceses. Invasões Francesas
   Aquando da primeira invasão, ocorrida em 1807 sob o comando do general Junot, a família real portuguesa retira-se para o Brasil ( a fim de salvaguardar a independência do país), ficando um Conselho de Regência a governar Portugal.
   Com o apoio das tropas Inglesas ( a quem pedimos auxilio) e sob o comando de Arthur Weellesley, o exército luso-inglês vence o exercito francês nas Batalhas de Roliça e do Vimeiro (1808). Os franceses têm então de assinar um tratado, aceitando a rendição – Convenção de Sintra – e são obrigados a retirar-se do país.
   Não se conformando com a derrota, Napoleão ordena a segunda invasão.
   Assim, em 1809, os exércitos franceses, desta vez comandados pelo marechal Soult, entram pelo Norte (chaves) e dirigem-se ao Porto. Contudo, são novamente derrotados pelo exército luso-inglês, não chegando a Linhas de Torres Vedraspassar o Douro.
  O exército português é reorganizado pelos ingleses e são construídas várias fortificações para defender Lisboa – São as designadas linhas de Torres Vedras.
Ainda assim, Napoleão não desiste e ordena uma terceira invasão, comandada pelo general Messena.
   Entrando, em 1810, pela Beira Alta, os franceses dirigem-se a Viseu, onde se instalam. As tropas luso-inglesas vão ao seu encontro, derrotando-os na batalha do Buçaco (1810). Apesar disso, os franceses caminharam para sul, na tentativa de conquistar Lisboa, mas não conseguiram passar as linhas de Torres Vedaras, retirando do nosso país, perseguidos pelo exército luso-inglês, em 1811.
   O rei, que se encontrava no Brasil, pressionado pelos burgueses brasileiros, autoriza que o comércio se faça directamente com outros países a partir dos portos brasileiros. Esta medida desagradou muito aos comerciantes portugueses, pois vão perder lucros e porque D. João VI não mostra desejo de regressar a Portugal.

Conceitos


Iluminismo - Movimento Cultural na Europa do século XVIII que defendia os valores de tolerância, liberdade e separação de poderes políticos.


Bloqueio Continental:- politica desenvolvida por Napoleão, na qual todos os países da Europa deveriam fechar os seus portos à Inglaterra e expulsar os comerciantes ingleses.
 

Revolução Liberal Portuguesa de 1820

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

As Invasões Francesas em Portugal

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

Ficha de Avaliação - 7º ano

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

Os Gregos no século V a.C.
 

Ficha de avaliação - 8º ano

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

                                  A crise do Império portugues - União Ibérica- Reforma protestante

 

A Formação de Portugal- ficha de trabalho

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
        A Península Ibérica é formada por dois países: _____________ e ____________.

  • Pela Península passaram muitos povos: _____________, _________________, _______________________, __________________, ___________________, ___________________ e ___________________.

·        O povo que mais desenvolveu a Península Ibérica foram os _____________. Eles deixaram muitos vestígios da sua passagem : _________________, ________________, _________________, ____________________, __________________.

·        Os Muçulmanos perseguiram os ________________ que fugiram para as ______________________. Aí as populações cristãs começaram a sua luta contra os ____________________ e formaram reinos. Esses reinos foram: ________________, ________________, ________________, ______________e ________________.

·        O rei de ______________, que se chamava _________________, pediu ajuda ao rei de __________________, que lhe mandou os ____________________________.

·        O cruzado ____________________foi muito valente e o rei de Leão deu-lhe como recompensa ________________________ e ____________________________.

·        D. ____________________ e Dona________________ tiveram um filho que se chamou _______________________________.

·        D. Henrique tinha o sonho de tornar o Condado Portucalense _______________mas não o conseguiu porque __________________.

·        D. Afonso Henriques lutou contra sua mãe na batalha de ________________e mais tarde contra o seu primo D. _______________________ para tornar o Condado Portucalense independente.

·        O Condado Portucalense tornou-se independente no ano de ___________, com um documento escrito chamado ______________________.

·        O Condado passou a chamar-se Reino de _____________________ e o 1º rei de Portugal foi ________________________________.

 

COMO SE FORMOU PORTUGAL?

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

         O território onde hoje fica Portugal é habitado desde há muito tempo. Mesmo antes da sua formação, viveram cá vários povos: Celtas, Iberos, Lusitanos, Romanos, Árabes, etc...
         Destes diferentes povos, existem ainda vestígios como por exemplo, algumas construções, instrumentos usados por esses povos e determinadas palavras que entraram na nossa língua portuguesa.

         à   COMO SE FORMOU PORTUGAL?

         Em 711, o povo cristão, refugiado no norte da Península Ibérica, organizou-se para lutar contra os Árabes que tinham invadido a Península.
         Nesta luta contra os árabes (Mouros), os cristãos foram reconquistando o território que tinham perdido. À medida que iam reconquistando outras terras iam-se formando novos reinos cristãos – Leão Castela e Navarra...
         Em 1086 D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, para continuar as reconquistas é auxiliado na luta contra os Mouros por cavaleiros que vieram de outros reinos da Europa. Entre estes, distinguiu-se D. Henrique que, como recompensa pela sua bravura, recebeu o condado Portucalense e a mão de D. Teresa, filha de D. Afonso VI, ficando obrigado a prestar serviços ao rei de Leão.
         O Conde D. Henrique procurou alargar os limites do Condado Portucalense e torná-lo um reino independente: mas morreu sem o conseguir.
         Depois da morte do conde D. Henrique, o governo do Condado ficou nas mãos de D. Teresa que se subordinou ao rei de Leão e Castela. D. Afonso Henrique, filho de D. Teresa e D. Henrique, não gostando que a sua mãe se tenha ligado a um fidalgo galego (rei de Leão e Castela), resolveu lutar contra ela, vencendo-a na Batalha de S. Mamede (1128) perto de Guimarães em que D. Afonso Henriques passou a governar o condado com apenas 17 anos.
         Pela luta se ter travado no Castelo de Guimarães se diz que Guimarães é o “berço da nacionalidade”. Seguindo os desejos do seu pai, Afonso Henriques lutou contra o rei de Castela e Leão para conseguir a independência do Condado Portucalense e alargar o território.
         Mas só em 1143 é assinado o Tratado de Zamora, em que o rei de Leão e Castela reconheceu D. Afonso Henriques como  rei. O Condado Portucalense passa a chamar-se Reino de Portugal e D. Afonso Henriques é o 1º rei de Portugal. A ele lhe foi atribuído a alcunha de «O Conquistador» por ter conquistado muitas terras aos mouros.

à COMO CRESCEU PORTUGAL?

D. Afonso Henriques, logo que conseguiu a independência do Condado Portucalense, procurou alargar o território para conquistar terras a Sul do rio Tejo, lutando contra os árabes (mouros). Conquistou cidades como Leiria, Santarém, Lisboa, Alcácer do Sal e Évora.
Nestas lutas, os portugueses foram ajudados pelos Cruzados, Nobreza, Clero e o Povo, que em nome da fé cristã combatiam os mouros.
Mas nestas batalhas, o rei foi perdendo algumas terras que havia conquistado porquue não havia ninguém para as habitar e defender.
As lutas entre portugueses e os mouros duraram muitos anos: umas vezes os portugueses conseguiam empurrar os mouros para o Sul, outras vezes os mouros empurravam os portugueses para o norte.
Mas só em 1249, no reinado de D. Afonso  III os Mouros foram expulsos definitivamente do território que é hoje Portugal, mais própriamente do Algarve.







PARA RECORDAR:

Ø O território onde hoje é habitado é Porrtugal foi habitado por diversos povos : Celtas, Lusitanos, Romanos, Bárbaros e Árabes (Mouros);

Ø Os Mouros tentaram conquistar toda a Península Ibérica mas alguns Cristãos conseguem esconder-se nas Astúrias e a partir daí recomeçam a reconquistar as suas terras com a ajuda de alguns fidalgos nobres franceses (Cruzados);


Ø Os cristãos conseguem reconquistar algumas terras e formam-se os reinos de Leão, Castela, Navarra.

Ø Por D. Henrique ter ajudado o rei de Leão e Castela nas lutas, é-lhe dado o Condado Portucalense e a sua filha D. Teresa em casamento.


Ø D. Henrique tenta a independência do seu condado mas morre sem o conseguir;

Ø D. Teresa assume o governo do reino mas continua a prestar vassalagem ao rei de Leão e Castela;

Ø D. Afonso Henriques, filho de D. Teresa e D: Henrique, revolta-se e com apenas 17 anos luta e vence as tropas de sua mãe na Batalha de S. Mamede, em Guimarães em 1128;

Ø Em 1143 é assinado o Tratado de Zamora depois de muitas lutas e reconquistas, o rei de Leão e Castela, reconhece D. Afonso Henriques como rei de Portugal e o Condado Portucalense como O REINO DE PORTUGAL,

Ø D. Afonso Henriques é então o 1º rei de Portugal em 1143;

Ø    Após a independência, D. Afonso Henriques, procura alargar o território, conquistando diversas cidades : Leiria, Santarém, Alcácer do Sal e Évora;

Ø Mas só em 1249, no reinado de d. Afonso III é que se conquista definitivamente o Algarve e expulsam-se os Mouros.



 


Datas a decorar:
711 à Início da reconquista por parte dos Cristãos, da Península Ibérica aos Mouros;
1086 à D. Afonso VI dá o Condado Portucalense a D. Henrique e a sua filha D. Teresa em casamento;
1128 à D. Afonso Henriques vence as tropas de sua mãe na Batalha de S. Mamede, em Guimarães e passa a governar o Condado Portucalense;
1143 à É realizado o tratado de paz ( Tratado de Zamora) entre D. Afonso Henriques e o rei de Leão e Castela D. Afonso VI. É igualmente reconhecido o Condado portucalense como reino independente e D. Afonso Henriques como rei;
1249 à Os Mouros são expulsos definitivamente do Algarve no reinado de D. Afonso III.

 
 
Copyright © 2013. HISTÓRIA VIVA - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger