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Evolução Política em Atenas

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Ficha informativa
Assunto: A ordem democrática: o caso ateniense .

Evolução Política em Atenas
1. Monarquia (até ao séc. VII A.C) -regime político no qual o rei governa a cidade com todos os poderes: político, militar e religioso.
2. Aristocracia / Oligarquia (séc. VII A.C) -regime em que o poder pertence a um pequeno número de famílias ricas e poderosas.
3. A acção dos Reformadores:
3.1. Drácon (621 A.C) -A revolução draconiana não foi só o estabelecimento de normas válidas para todos: ela visou também a exigência da publicidade dos julgamentos. Doravante o poder tradicional que continuava nas mãos dos nobres, teria de explicar publicamente as decisões judiciárias, o que equivalia ao aparecimento do logos. Foi o triunfo da linguagem comum.
3.2. Sólon (594-593 A.C) -medidas:
* Decretou a libertação dos camponeses que tinham sido escravizados por dívidas;
* Impôs limites às propriedades agrárias;
* Reformou o sistema monetário e fomentou o comércio e as atividades artesanais, dando a muitos metecos a oportunidade de enriquecerem;
* Repartiu os cidadãos em 4 classes conforme as suas posses.
3.3. Tirania (séc.VI A.C) -regime político em que o poder é usurpado pela força e é exercido por um homem [tirano] apoiado numa pequena parte do povo sem atender às instituições tradicionais.
3.4. Reformas de Pisístrato (560-572 A.C) :
* Procedeu a uma reforma agrária, confiscando terras aos nobres e distribuindo-as pelo campesinato;
* Assegurou o abastecimento de trigo, fundação de feitorias comerciais e colónias;
* Mandou embelezar a cidade iniciando a construção dos templos da Acrópole: o Pártenon, o templo de Zeus, etc.;
* Organizou festas e cultos religiosos .
* Ordenou a compilação dos Poemas Homéricos
3.5. Reformas de Clístenes (508-507 A.C) :
* Toda a Ática dividida em 100 demos, circunscrições territoriais, de dimensões semelhantes, agrupados em 10 tribos.
* Cada tribo incluiria, obrigatoriamente, demos da cidade [Atenas e arredores], da costa e do interior [montanha e planície], de modo a misturarem-se os vários grupos sociais e evitar-se o desenvolvimento de interesses regionais que prejudicassem a comunidade.
* Todos os homens nascidos livres na Ática seriam cidadãos beneficiando da igualdade perante a lei [isonomia] e de iguais direitos políticos [isocracia].
* O cidadão ateniense passaria a designar-se pelo nome do demos onde vivia, no qual devia registar-se, e não mais pelo da família [patronímico].
* De todas as tribos retirar-se-iam, em igual número, os magistrados e os membros das assembleias.
* A fim de evitar qualquer forma de tirania estabeleceu o ostracismo: a assembleia do povo podia expulsar da cidade, por 10 anos, qualquer pessoa que demonstrasse ambição pessoal.
Conclusão: De futuro, todo o indivíduo, nascido livre no território de Atenas, identificar-se-ia social e politicamente, não pela sua classe, mas pelo demos que habitava.
3.6. Reformas de Péricles:
* As mistoforias -remunerações para os cargos de juiz, depois extensíveis aos de buleuta e de arconte, assim como à participação nos trabalhos da Eclésia.


 

A sociedade europeia nos séculos IX a XII

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1 Caracteriza a sociedade tripartida da Idade Média.
A sociedade medieval estava dividida em três grupos sociais (sociedade tripartida), tendo cada um deles uma função específica: a nobreza defendia, o clero rezava pela protecção divina e o povo trabalhava para o sustento de todos

2 Distingue os três grupos sociais quanto a funções e privilégios.
Havia um pequeno número de privilegiados porque possuíam a maior parte das terras e dispunha de muitos direitos e regalias, nomeadamente a isenção de impostos: era a nobreza e o clero.
O  povo era o grupo de não-privilegiados, constituída sobretudo por camponeses (colonos e servos), que trabalhavam nas terras da nobreza e do clero. Pagavam impostos ao rei e rendas aos proprietários das terras.

3 Descreve a organização dos domínios senhoriais.
Os domínios senhoriais estavam divididos em duas partes: a reserva (explorada directamente pelo senhor) e os mansos (exploradas pelos camponeses)
Em troca da exploração da terra, os camponeses estavam sujeitos a uma série de obrigações: rendas em dinheiro, em géneros e a prestação de corveias (trabalho gratuito na reserva do senhor)
4 Justifica as relações de dependência estabelecidas no domínio senhorial.
Os camponeses estavam na total dependência dos proprietários das terras porque dependiam do trabalho da terra para a sua sobrevivência.

5 Descreve as relações de dependência existentes entre a nobreza.
Entre os grupos privilegiados, havia relações de vassalagem, ou seja, laços de entreajuda e de dependência entre o senhor mais poderoso (o suserano) e os nobres menos poderosos (os vassalos)

6 Descreve as etapas do contrato de vassalagem.
O contrato de vassalagem celebrava-se através das seguintes cerimónias: homenagem (o vassalo colocava-se na dependência do senhor); o juramento de fidelidade e de obediência por parte do vassalo e a investidura, na qual o suserano recompensava o vassalo com um benefício (dinheiro, cargo ou terra)

7 Diz em que consiste a pirâmide feudal.
Devido às relações de vassalagem entre nobre mais importantes e menos importantes, vai estabelecer-se uma hierarquia de dependências. À hierarquia ou cadeia de dependências é costume chamar-se pirâmide feudal. O rei é o suserano dos suseranos.
 

A Europa Cristã e o Islão nos séculos VI a IX

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 1. Quem eram os Germanos?
Os Germanos, a quem os Romanos chamavam Bárbaros (porque não tinham a mesma cultura que os Romanos, não falavam latim, não tinham os mesmos costumes, ...), invadiram a Europa, conduzindo à queda do Império Romano do Ocidente, em 476.
2. Identifica os povos bárbaros que invadiram a Europa no século V e as regiões conquistadas.
Os Ostrogodos invadiram a Península Itálica, os Francos a Gália, os Visigodos e os Suevos a Península Ibérica e os anglo-saxões a Britânia.
3. Quais foram as consequências políticas das invasões bárbaras?
O Império Romano do Ocidente desagregou-se e formaram-se novos reinos, iniciando-se um período que é costume designar-se Idade Média (do século V ao século XV): o dos Suevos e dos Visigodos na Península Ibérica; o dos Francos em França, o dos Anglo-Saxões na Grã-Bretanha, o dos Ostrogodos na Península Itálica e  dos Vândalos no Norte de África.
4. Descreve a importância da Igreja na época.
Nesta época, o prestígio da Igreja Católica aumentou, graças à cristianização dos bárbaros e ao facto de, muitas vezes, terem sido os bispos a organizar a defesa das cidades.
5. Descreve as consequências económicas das invasões bárbaras.
Devido às invasões bárbaras, vivia-se um clima de insegurança e de medo.
O clima de insegurança provocou a regressão económica: o comércio enfraqueceu, as cidades diminuíram de tamanho e perderam a sua importância, e a economia ruralizou-se, ou seja, a principal atividade económica passou a ser a agricultura. Em vez de uma economia mercantil, urbana e monetária, passa a existir uma economia de subsistência, isto é, as pessoas sobreviviam à custa daquilo que produziam. A posse da terra passa a ser sinónimo de poder e de riqueza.
6. Identifica os povos invasores durante a 2ª vaga de invasões.
Os povos que invadiram a Europa numa 2ª vaga (séculos IX a XI) foram os Vikings (todo o litoral da Europa), os Muçulmanos ( litoral da Europa Mediterrânica) e os Húngaros (Europa de leste)
7. Descreve as principais ideias do Islamismo
As principais ideias do Islamismo são:
- Considerando-se portador da palavra de Deus (profeta), Maomé deu origem a uma nova religião monoteísta: o Islamismo (=submissão à vontade de Deus)
- O livro sagrado dos muçulmanos (= crentes) é o Alcorão.
- A religião assenta nos cinco pilares da fé (as obrigações religiosas que todos os Muçulmanos têm de cumprir, nomeadamente o jejum durante o Ramadão e a peregrinação à cidade de Meca)
- A Hégira consiste na fuga de Maomé de Meca para Medina.
8. Descreve a expansão política e comercial dos muçulmanos nos séculos VII a IX.
Os califas (=chefes religiosos e políticos) iniciaram o movimento de expansão, formando um grande Império, que ia da Península Ibérica ao rio Indo, na Ásia, ocupando todo o Norte de África e o Médio Oriente. Em todo o Império, os muçulmanos desenvolveram uma vasta rede de rotas comerciais.
9. Indica alguns contributos da civilização islâmica.
Os Muçulmanos, entre os séculos VII a IX, desenvolveram uma cultura extremamente rica e criativa, nomeadamente no domínio da ciência, da literatura e da arte. Foram eles os responsáveis pela numeração árabe e o aparecimento do número zero
 

Invasões Bárbaras

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A Sociedade Europeia nos séculos IX a XII

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A Sociedade Europeia nos séculos IX a XII

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As-Sociedades-Recolectoras

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Processo Hominização

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A Europa e o Mundo no limiar do século XX

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A EUROPA DOMINA O MUNDO

   Nos finais do século XIX, inícios do XX, a Europa dominava o mundo. A sua superioridade estava patente em quase todos os aspectos.

ECONÓMICO



  • Metade da produção industrial do mundo era Europeia.
  • As principais potencias industriais situavam-se na Europa: Inglaterra, Alemanha e França.
  • Ficavam também na Europa os mais significativos centros financeiros.
  • Possuía bons meios de comunicação. Os principais portos situavam-se na Europa-, o que lhe permitia controlar o comércio mundial.
SOCIAL E DEMOGRÁFICO

  • Localizavam-se, na Europa, as maiores cidades e as mais populosas.
  • Cerca de um quarto da população mundial era europeia.
  • Os europeus emigravam para as diversas regiões do globo.
CULTURAL

  • A Europa revelava superioridade tecnológica e cientifica.
  • A cultura e as línguas europeias eram divulgadas pelos europeus nos outros continentes.
  • Na Europa situavam-se as universidades mais famosas, museus e bibliotecas mais importantes.

   A superioridade europeia sobre as vastas regiões dos outros continentes ficava a dever-se ao domínio político e controlo económico que exercia, em particular, nos continentes africano e asiático.
   Na transição do século XIX para o XX vivia-se, na Europa, um clima de prosperidade, desenvolvimento e bem-estar.
   É a chamada "belle époque". As pessoas, particularmente da burguesia, frequentavam a opera, o teatro, o cinema, cafés-concerto, descobriram os banhos de mar como benéficos para a saúde e as zonas de praia para férias e lazer. Interessavam-se pela vida ao ar livre e pelo desporto.
   Desenvolveram-se os meios de sociabilidade. 



 

A Reconquista e a formação de Portugal

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    O movimento da Reconquista da Península pelos Cristãos foi organizado a partir das montanhas das Astúrias, a norte. Aí se haviam refugiado os últimos cavaleiros visigodos que, pouco a pouco, foram alargando o seu pequeno reino, em direcção a sul. A reconquista durou cerca de oito séculos, durante os quais se formaram os reinos de Leão e Castela, Navarra, Aragão e Portugal.
   Em 1086, Afonso VI, rei de leão e Castela, conquistou aos mouros a importante cidade de Toledo. Aflitos, estes procuraram o auxilio seus aliados do Norte de África, os Almorávidas .
   Pouco tempo depois, um poderoso exército muçulmano vence Afonso VI, em Zalaca. É então a sua vez de apelar para a ajuda da Europa cristã. Em seu socorro vêm muitos cavaleiros - entre eles um nobre francês, Henrique de Borgonha. Em troca da sua valentia, o rei concede-lhe a mão de sua filha, D. Teresa, e uma terra para governar - o Condado Portucalense.


   A  terra concedida a D. Henrique correspondia sensivelmente ao Norte de Portugal, até Coimbra, onde então se situava a fronteira entre o Norte cristão e o Sul muçulmano.


   Foi o filho de D. Henrique e de D. Teresa, Afonso Henriques, que fundou o reino de Portugal. Para isso teve  que quebrar a vassalagem que devia ao rei de Leão e Castela, seu senhor. Em 1179, o Papa Alexandre III reconheceu, através de um documento escrito _ a Bula Manifestis Probatum - , o reino de Portugal.

   Entretanto, D. Afonso Henriques foi travando importantes batalhas contra os muçulmanos, a fim de alargar os seus territórios para Sul. Os seus sucessores continuaram esta luta, conquistando definitivamente o Alentejo e o Algarve (século XIII). Portugal, como é hoje, existe, pois, há cerca de 700 anos.
 

Os avanços da ciência e da técnica. O Iluminismo

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François Marie Arouet (Voltaire) um dos
grandes intelectuais do Iluminismo francês.
1. Em que domínios científicos houve mais progressos nos séculos XVII e XVIII?

Nos séculos XVII e XVIII, verificaram-se importantes progressos na Astronomia, Física, Matemática, Medicina e Química.

2. Como se explicam esses avanços da ciência?

A ciência gozou  nos séculos XVII e XVIII de condições favoráveis para o seu desenvolvimento, tais como o apoio dos monarcas (interessados no progresso dos seus países), o empenho de membros do Clero e da Nobreza (motivados pela realização de experiências) e a acção das universidades e das academias (preocupadas com o fomento e divulgação dos saberes).

3. Qual era , segundo Condorcet, a condição essencial para o progresso da Humanidade?

De acordo com Condorcet, a Humanidade para progredir deviria acabar com as desigualdades entre as nações, estabelecer a igualdade  dentro de cada povo e buscar o aperfeiçoamento real do Homem.

4. Identifica o movimento cultural surgiu na Europa do século XVIII.

O movimento cultural que surgiu na Europa foi o Iluminismo e, por essa razão, o século XVIII ficou conhecido como o "século das luzes".


5. Indica o nome dos Iluministas que mais se destacaram.


Voltaire, Rousseau e Montesquieu.

6. Quais eram os princípios defendidos pelos Iluministas?

- Crença no valor da razão;
- A ideia de progresso;
- O direito à felicidade;
- O espírito de tolerância;
- O estabelecimento de uma nova sociedade;
- Um novo regime politico baseado na sabedoria popular e separação de poderes.

7. Como se difundiram as ideias iluministas?

Difundiram-se através da acção de instituições (clubes, cafés, salões, academias, maçonaria) e através dos jornais e livros ( como a Enciclopédia).

8. Explica o sentido da afirmação: "As criticas dos filósofos iluministas puseram em causa o Antigo Regime."


Os filósofos iluministas pretendiam uma sociedade mais justa e mais esclarecida, a busca de uma maior igualdade e o combate à superstição e à ignorância puseram em causa o regime político ( absolutismo) e a sociedade do Antigo Regime (sociedade de ordens).
 

A Civilização Romana

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A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

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Como se tornou independente o Brasil?


   No período em que o rei e a corte portuguesa estiveram no Brasil - 13 anos -, neste território verificaram-se muitas mudanças:


  • O Rio de Janeiro substituiu Lisboa como sede do governo;
  • foram construídos hospitais, escolas, tribunais, industrias e estradas;
  • o comércio do Brasil com o estrangeiro desenvolveu-se muito, porque os portos brasileiros foram abertos, não sendo, assim, necessário  comprar e vender tudo através de Portugal.;
  • Houve um grande desenvolvimento da cultura e da ciência. 
   Quando D. João VI regressou a Portugal, deixou o seu filho, D. Pedro, como regente do Brasil.

   Entretanto, as Cortes Constituintes decidiram retirar ao Brasil muitos dos privilégios que lhe tinham sido dados. O Brasil, que em 1815 tinha sido elevado à categoria de Reino, voltou a ser uma colónia de Portugal. Esta Nova situação provocou o descontentamento dos portugueses residentes no Brasil. 

   Esse descontentamento motivou uma revolta no Brasil contra as exigências das Cortes Constituintes de Lisboa, que tinham anulado todos os poderes do príncipe-regente D. Pedro. 

   Apoiada pelas populações revoltosas, D. Pedro declarou a independência do Brasil. Nas margens do rio Ipiranga gritou: " Independência ou morte! ".

   Este episódio ficou conhecido como a Revolta do Ipiranga (7 de Setembro de 1822). 

   Portugal só viria a reconhecer essa independência três anos depois, mas o Brasil é, de facto, um pais independente desde 1822. 
 

A INSTAURAÇÃO DA MONARQUIA LIBERAL

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   Após a Revolução de 1820, os Ingleses foram afastados de chefia do reino e o governo entregue a uma Junta Provisional. Este Governo provisório tomou as seguintes medidas:


  • preparou as eleições para que os Portugueses escolhessem os deputados que iam formar as Cortes Constituintes (estas foram as primeiras eleições feitas em Portugal);
  • exigiu o regresso do rei D. João VI que estava no Brasil. 
   Em 1822 ficou pronta a  primeira Constituição Portuguesa. Esta foi marcada pelas ideias liberais, vindas da Revolução Francesa. Estabelecia que a lei era igual para todos; acabava com os privilégios do Clero e da Nobreza; e instituía a divisão de poderes (legislativo, executivo e judicial).

   Estava, assim, instaurada em Portugal a Monarquia Liberal ou Constitucional

Quais as diferenças entre uma Monarquia Absoluta e uma Monarquia Constitucional?



 

A Revolução Liberal De 1820

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   Em 1820 foi organizada, no Porto, uma revolução que pôs fim ao Absolutismo e instaurou um um novo regime político - a Monarquia Constitucional. 


A Revolução Liberal, no Porto
QUE RAZÕES LEVARAM À REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820?


    Depois das Invasões Francesas, Portugal ficou numa situação económica e política muito difícil.
    A população estava descontente porque:



  • a agricultura, o comércio e a industria estavam arruinados, ou seja , o país atravessava uma grave crise económica. 
  • a família real continuava no Brasil.
  • O governo do país era controlado pelos ingleses que dominavam também os grandes negócios, prejudicando os comerciantes portugueses. 
  • a população vivia sobrecarregada de impostos. 
   Devido a este ambiente de crise, muitos portugueses sentiram-se atraídos pelas ideias de liberdade e de igualdade que os soldados franceses foram divulgando durante as invasões. 

   Assim, o descontentamento da população, a ausência do rei e as ideias liberais trazidas pelos soldados franceses levaram a que um grupo de portugueses preparasse uma revolução. 

   Em 1818, formou-se, no Porto, uma associação secreta - o Sinédrio.Esta associação, dirigida por Manuel Fernandes Tomás, tinha como objectivo preparar uma revolução.
   
  No dia 24 de Agosto de 1820 iniciou-se , no Porto, a Revolução Liberal.
  Nos dias seguintes a revolta estendeu-se a Lisboa e ao resto do país. A população aderiu à Revolução apoiando os Revolucionários. 

 

O Antigo Regime português – A sociedade de ordens

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UMA SOCIEDADE ESTRATIFICADA E HIERARQUIZADA

   A sociedade europeia dos séculos XVII e XVIII era uma sociedade de ordens fortemente estratificada e hierarquizada, com base no nascimento e na função social de cada individuo desempenhava. As principais ordens ou estratos eram o clero, a nobreza e o povo . esta sociedade regia-se pela desigualdade dos estatutos sociais e jurídicos conferidos a cada ordem.

  

OS PREVILEGIADOS

   O Clero e a Nobreza, apesar de representarem apenas cerca de 2% da população, impunham-se pelos privilégios e riquezas que possuíam.

   Em Portugal, O Clero possuía grande parte das terras. Dividia-se em alto clero e baixo clero, conforme as funções exercidas e o nível de vida. Muitos elementos dos clero eram filhos deserdados da nobreza que, não dispondo de bens próprios, seguiam a vida religiosa. Apesar da perda de privilégios, devido à centralização do poder, O Clero continuava a não pagar impostos e a ser julgado em tribunal próprio.

   Quanto à Nobreza, o seu prestígio aumentava cada vez mais. Gozava de privilégios como isenção de impostos e leis próprias. Os Nobres eram também proprietários de terras e alguns recebiam lucros da sua participação no comércio. Existiam também na Nobreza diferentes categorias.

OS NÃO PREVILEGIADOS

   No Terceiro Estado, também existiam vários estratos. O mais importante era o da alta burguesia, constituído por homens de negócios, banqueiros e letrados que exerciam altos cargos na administração e possuíam grande poder económico. Muitos deles eram cristãos-novos, o que fez com que fossem alvo de perseguições por parte da Inquisição. Distinguiam-se ainda a média e pequena burguesias, constituídas por pequenos proprietários, comerciantes e artífices. Nos estratos inferiores da sociedade situavam-se os camponeses, artesãos, pedintes e escravos, vivendo muitos deles em condições miseráveis.

 

ESTRATOS, FUNÇÕES E PRIVILÉGIOS DO CLERO E DA NOBREZA

 

CLERO
NOBREZA
Estratos
Funções
Estratos
Funções
Alto Clero
(arcebispos, bispos e abades)
Religiosas e políticas
Nobreza de espada
Cargos na corte, no exército e na administração ultramarina
Baixo Clero
(monges, frades e párocos)
Religiosas e ensino
Nobreza da província
Administração dos domínios senhoriais
Nobreza de toga
Altos funcionários e magistrados
PRIVILÉGIOS
Isenção de impostos e de serviço militar.
Tribunal próprio
Isenção de Impostos.
Posse de propriedades e jurisdição sobre os moradores.
Altos cargos administrativos.
 

O antigo regime português – o mercantilismo

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A AGRICULTURA E O COMÉRCIOABSOLUTISMO E MERCANTILISMO

      A economia do Antigo Regime caracterizou-se pelo predomínio das actividades agrícola e mercantil.  A produtividade agrícola era fraca devido às técnicas e aos instrumentos utilizados ( tradicionais e rudimentares) e ao regime senhorial de exploração da terra. Nos séculos XVII e XVIII, a actividade mercantil tornou-se mais lucrativa e dinâmica. Portugal, como outros países que possuíam domínios ultramarinos, praticava a política de exclusivo colonial. Assim se desenvolveu um crescente tráfico colonial entre a Europa, a África e a América, mas a maioria do nosso comércio externo era realizado por mercadores estrangeiros.
   O valor das nossas importações não era integralmente coberto pelas exportações, o que fazia a balança comercial portuguesa apresentar sucessivamente saldos negativos, mas as vendas dos géneros comerciais permitiam sustentar as importações dos produtos manufacturados. A partir de 1670 os preços dos géneros coloniais ( como o açúcar e o tabaco) começaram a baixar, pois os rendimentos das exportações desceram a níveis muito inferiores às elevadas importações, dando origem a uma crise comercial agravada pelo facto de os compradores habituais de açúcar e tabaco passarem não só a produzi-los nas suas colónias como a procurarem outros mercados.

A POLÍTICA MERCANTILISTA
   Por essa altura,  a  politica dominante na Europa era o mercantilismo , em que os governantes procuravam que a balança dos seus países fosse positiva através do proteccionismo das actividades nacionais. Colbert, em França, tomou um conjunto de medidas que foram adoptadas por outros Estados Europeus. Em Portugal destacaram-se as medidas do conde de  Ericeira: fundação e protecção de manufacturas, nomeadamente da indústria têxtil; vinda de técnicos estrangeiros especializados; monopólio de produtos; aumento de taxas alfandegárias sobre produtos concorrentes à produção nacional e publicação das pragmáticas.
   A partir de 1699 o ouro brasileiro começa a achegar a Portugal, abandonando-se muitas das restrições impostas com a doutrina mercantilista e a política proteccionista. Tal agravou de novo o défice da balança comercial sendo os pagamentos em ouro, principal meio de pagamento da época, a compensar esse défice. Por outro lado a industria têxtil seria ainda mais prejudicada com o Tratado de Methuem em 1703, entre Portugal e Inglaterra, com o objectivo de garantir um mercado certo para os vinhos portugueses e o fim do contrabando dos têxteis ingleses.

CONCEITOS A  COMPREENDER E RELACIONAR:
ANTIGO REGIME – Período histórico que vai do século XVII até às revoluções liberais.
BALANÇA COMERCIAL – Relação entre o valor total de importações e de exportações efectuadas por um país.
CRISE COMERCIAL – Desequilíbrio acentuado da Balança comercial.
MERCANTILISMO -  Doutrina politica e económica aplicada na Europa nos séculos XVII e XVIII que defendia que a riqueza dos Estados consistia na posse de metais preciosos. Para tal, aumentavam-se as exportações e restringiam-se as importações.
PROTECCIONISMO- Política económica que visa proteger e desenvolver a industria nacional.
PRAGMÁTICAS –  Leis que proibiam a exibição de artigos de luxo, na sua maioria importados, e o uso de tecidos que não fossem de produção nacional.
 

Os Romanos na Península Ibérica

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  O grande Império dos Romanos incluía também a península Ibérica. A sua conquista não foi fácil, tendo demorado quase dois séculos. Entre as tribos que mais resistiram ao domínio Romano conta-se a dos Lusitanos , povo de pastores que habitava a Norte do Tejo. Comandados por Viriato, os Lusitanos distinguiram-se pela sua bravura e determinação.

 

   Depois de pacificada a Península, os romanos puderam desenvolver livremente a sua acçEstrada Romanaão civilizadora (romanização). As populações fixaram-se nas planícies, onde passaram a dedicar-se à agricultura e ao comércio. Depressa surgiram cidades que, ligadas por uma notável rede de estradas, deram à Península Ibérica, sobretudo a Sul, onde a romanização foi mais intensa, o carácter urbano e comercial que marca a civilização romana.

 

Templo romano de Évora

   Em território peninsular podemos ainda ver vestígios do domínio romano, que durou cerca de seis séculos: ruínas de cidades, estradas, pontes, aquedutos, templos e muitos outros. Mas o mais importante de todos é a nossa língua, o português, que tem origem no latim, a língua dos Romanos.

 

O Mundo Romano No Apogeu Do Império -II

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URBANISMO E ARTE – RELIGIÃO E LITERATURA – INSTITUIÇÕES POLÍTICAS

 

Urbanismo e arte

Coliseu de Roma (70 – 82 d.C.) Roma, Itália

   As cidades eram planificadas. Na arquitectura, os Romanos imitaram a arte grega, se bem que os seus monumentos fossem maiores e de pendor utilitário, pois achavam que tudo o que era belo também devia ser útil.

 

   O fórum era um lugar de encontros políticos e negócios. As termas eram muito frequentadas como lugares de lazer, leitura ou ginástica. os teatros ou coliseus, lugares de espectáculos. Os templos, lugares de oração, e os arcos de triunfo, manifestavam as vitórias alcançadas.

    “Todos os caminhos vão dar a Roma.”, máxima que ainda hoje se usa, significava que todas as cidades do Império estavam ligadas por boas estradas, pontes e aquedutos.

   Na arte, os Romanos foram práticos e funcionais, optando pela robustez (durabilidade) e realismo, sendo bustos, estátuas e pinturas muito parecidos com os originais.

   Usaram o relevo carte-romanaomo elemento decorativo  e também narrativo ao servir para perpetuar as suas vitórias e feitos. Foi uma arte universalista que se espalhou por um vasto império.

 

 

 

 

 

Religião e literatura

Altar doméstico para culto particular

  Politeístas, os Romanos foram aceitando os deuses dos povos conquistados, como por exemplo, os dos Gregos, a quem apenas mudaram o nome: a deusa do amor chamava-se Afrodite na Grécia e Vénus em Roma. Praticavam o culto familiar a uns deuses caseiros e um culto público aos grandes deuses.

   No período imperial praticavam culto ao imperador. Com a aparecimento do cristianismo, uma vez mais alteraram os princípios  religiosos.

   Porque saber falar em assembleia e convencer pela palavra era muito importante, os Romanos desenvolveram a retórica e a oratória. Na literatura, destacaram-se Horácio, Ovídio e Virgílio, e na História, Tito Lívio. Na filosofia, Séneca e Marco Aurélio deixaram obra de grande relevo.

 

Instituições políticas

 

   Octávio César Augusto Inicialmente, Roma foi governada por reis – era uma Monarquia.

    Em 509 a. C., passou a ser governada por um grupo de magistrados, que recebiam conselhos de um senado (antigos magistrados) e era eleito pelo povo em comícios. Era uma República.

   No século I a. C., por questões de eficácia, após algumas lutas internas, o regime alterou-se. Surgiu o Império.

   O primeiro Imperador foi Octávio, que, embora mantivesse os órgãos anteriores, retirou-lhes o poder, concentrando-o na sua pessoa: assumiu-se Pontífice Máximo, passou a receber culto e adoptou o sobrenome só dado a deuses – Augusto. Recebeu o nome de Octávio César Augusto.

   Passou a ser considerado uma figura sagrada, venerada por todos os habitantes.

   O Império foi dividido em províncias, cuja administração podia depender directamente do Imperador ou do senado, dando origem às Províncias Imperatoriais ou Senatoriais.

 

O mundo romano no apogeu do Império

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Legionário Romano ROMA E A EXPANSÃO – ECONOMIA- SOCIEDADE – A VIDA QUOTIDIANA


ROMA E A EXPANSÃO



   Roma, uma cidade pobre, fundada no século VIII a. C., na Península Itálica, conseguiu dominar um Império que se estendia por todo o Mediterrâneo, Norte de África e Europa, numa área de mais de três milhões de quilómetros quadrados de extensão.
   Os Romanos eram um povo guerreiro, ambicioso e disciplinado, como provam os seus exércitos de voluntários constituído por legiões que chegavam a ter mais de 6000 homens.
   Habituados a defenderem-se dos ataques dos povos vizinhos, a ganância levou-os à conquista de territórios que lhes proporcionassem grande riqueza. Por dominarem as duas margens do Mediterrâneo, tornando-o um lago interior, chamaram-lhe Mare Nostrum.


ECONOMIA



INICIALMENTE, OS ROMANOS DEDICAVAM-SE À AGRO-PECUÁRIA. DEPOIS, INTERESSARAM-SE PELA ACTIVIDADE COMERCIAL, POIS ERAM MUITOS E VARIADOS OS PRODUTOS QUE VINHAM Rotas ComerciaisDE TODO IMPÉRIO ( VINHO, CEREAIS, TECIDOS, AZEITE) E QUE SE NEGOCIAVAM. PORQUE SE APODERARAM DE MUITOS METAIS PRECIOSOS, AUMENTOU A CUNHAGEM E CIRCULAÇÃO DA MOEDA, DANDO  ORIGEM A UMA ECONOMIA MONETÁRIA E TAMBÉM URBANA, POIS ERAM AS CIADADES OS LOCAIS DE MAIOR COMÉRCIO E CONSUMO.

SOCIEDADE

   A sociedade Romana estava dividida em dois grandes estratos: o estrato superior, constituído pela ordem senatorial ( senadores), ordem equestre (cavaleiros) e decuriões, que se distinguia pela riqueza, o poder e cargos administrativos; o estrato inferior, constituído pela plebe urbana e rural (povo), pelos libertos e pelos escravos. A liberdade e a ocupação estabeleciam as diferenças. os membros deste estrato viviam do trabalho ou mesmo à custa do Estado ou dos homens ricos.

A VIDA QUOTIDIANA

   O modo de vida dependia da riqueza. Os ricos viviam nas domus, grandes mansões nos arredores das cidades, ou nas villae, se preferiam a vida no campo.
  Para os pobres havia as insulae (ilhas), grandes aglomerados habitacionais, sem comodidades.
 

A 1ª República

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O 5 de Outubroalegoria_repub2
  D: Manuel II, na tentativa de se opor à crescente força republicana tentou formar governos compostos por elementos de vários partidos monárquicos; porém, a sua falta de preparação para reinar, as constantes manifestações populares o número crescente de simpatizantes do Partido Republicano faziam prever o fim próximo da Monarquia.
   Com efeito, na madrugada de 4 de Outubro de 1910, iniciou-se em Lisboa a Revolução Republicana, quando os militares republicanos e os populares pegaram em armas e grande parte se concentrou na Rotunda, actual Praça Marquês de Pombal.
   A marinha de guerra bombardeou  Palácio das Necessidades, onde se encontrava o rei.
   Embora as tropas fiéis à Monarquia fossem em número superior, não conseguiram organizar-se para acabar com a revolta. A Revolução saiu vitoriosa.
  Na manhã de 5 de Outubro de 1910 foi proclamada a República, pondo assim fim à Monarquia que, em  Portugal, durou quase oito séculos .


Após a proclamação da República foi criado um governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga, atéTeófilo Braga, presidente do governo provisório ser eleito o primeiro Presidente da República. Deste governo fizeram também parte António José de Almeida ( ministro do Interior) e Afonso Costa (ministro da Justiça).
Durante este governo foram tomadas, entre outras, as seguintes medidas:
- aboliram-se os títulos da nobreza ( conde, duque, barão, etc.);
- autorizou-se o divórcio;bandeira monárquica
- decretou-se o direito à greve;
- concedeu-se maior liberdade de imprensa;
- adoptou-se uma nova bandeira;
- o hino nacional passou a ser A Portuguesa;
- a moeda portuguesa passou a ser o escudo em vez do real.  bandeira republicana

Verifica se compreendeste:
1. Indica quem foi o presidente do governo provisório.
2. Refere três medidas tomadas por este governo que consideres muito importantes. Justifica.
3. Explica, por palavras tuas, o que se passou no dia de Outubro de 1910.
 
 
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