Evolução Política em Atenas
A sociedade europeia nos séculos IX a XII
A Europa Cristã e o Islão nos séculos VI a IX
1. Quem eram os Germanos?
A Europa e o Mundo no limiar do século XX
Nos finais do século XIX, inícios do XX, a Europa dominava o mundo. A sua superioridade estava patente em quase todos os aspectos.
ECONÓMICO
- Metade da produção industrial do mundo era Europeia.
- As principais potencias industriais situavam-se na Europa: Inglaterra, Alemanha e França.
- Ficavam também na Europa os mais significativos centros financeiros.
- Possuía bons meios de comunicação. Os principais portos situavam-se na Europa-, o que lhe permitia controlar o comércio mundial.
- Localizavam-se, na Europa, as maiores cidades e as mais populosas.
- Cerca de um quarto da população mundial era europeia.
- Os europeus emigravam para as diversas regiões do globo.
- A Europa revelava superioridade tecnológica e cientifica.
- A cultura e as línguas europeias eram divulgadas pelos europeus nos outros continentes.
- Na Europa situavam-se as universidades mais famosas, museus e bibliotecas mais importantes.
A Reconquista e a formação de Portugal
Em 1086, Afonso VI, rei de leão e Castela, conquistou aos mouros a importante cidade de Toledo. Aflitos, estes procuraram o auxilio seus aliados do Norte de África, os Almorávidas .Pouco tempo depois, um poderoso exército muçulmano vence Afonso VI, em Zalaca. É então a sua vez de apelar para a ajuda da Europa cristã. Em seu socorro vêm muitos cavaleiros - entre eles um nobre francês, Henrique de Borgonha. Em troca da sua valentia, o rei concede-lhe a mão de sua filha, D. Teresa, e uma terra para governar - o Condado Portucalense.
A terra concedida a D. Henrique correspondia sensivelmente ao Norte de Portugal, até Coimbra, onde então se situava a fronteira entre o Norte cristão e o Sul muçulmano.
Foi o filho de D. Henrique e de D. Teresa, Afonso Henriques, que fundou o reino de Portugal. Para isso teve que quebrar a vassalagem que devia ao rei de Leão e Castela, seu senhor. Em 1179, o Papa Alexandre III reconheceu, através de um documento escrito _ a Bula Manifestis Probatum - , o reino de Portugal.
Entretanto, D. Afonso Henriques foi travando importantes batalhas contra os muçulmanos, a fim de alargar os seus territórios para Sul. Os seus sucessores continuaram esta luta, conquistando definitivamente o Alentejo e o Algarve (século XIII). Portugal, como é hoje, existe, pois, há cerca de 700 anos.
Os avanços da ciência e da técnica. O Iluminismo
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| François Marie Arouet (Voltaire) um dos grandes intelectuais do Iluminismo francês. |
Nos séculos XVII e XVIII, verificaram-se importantes progressos na Astronomia, Física, Matemática, Medicina e Química.
2. Como se explicam esses avanços da ciência?
A ciência gozou nos séculos XVII e XVIII de condições favoráveis para o seu desenvolvimento, tais como o apoio dos monarcas (interessados no progresso dos seus países), o empenho de membros do Clero e da Nobreza (motivados pela realização de experiências) e a acção das universidades e das academias (preocupadas com o fomento e divulgação dos saberes).
3. Qual era , segundo Condorcet, a condição essencial para o progresso da Humanidade?
De acordo com Condorcet, a Humanidade para progredir deviria acabar com as desigualdades entre as nações, estabelecer a igualdade dentro de cada povo e buscar o aperfeiçoamento real do Homem.
4. Identifica o movimento cultural surgiu na Europa do século XVIII.
O movimento cultural que surgiu na Europa foi o Iluminismo e, por essa razão, o século XVIII ficou conhecido como o "século das luzes".
5. Indica o nome dos Iluministas que mais se destacaram.
Voltaire, Rousseau e Montesquieu.
6. Quais eram os princípios defendidos pelos Iluministas?
- Crença no valor da razão;
- A ideia de progresso;
- O direito à felicidade;
- O espírito de tolerância;
- O estabelecimento de uma nova sociedade;
- Um novo regime politico baseado na sabedoria popular e separação de poderes.
7. Como se difundiram as ideias iluministas?
Difundiram-se através da acção de instituições (clubes, cafés, salões, academias, maçonaria) e através dos jornais e livros ( como a Enciclopédia).
8. Explica o sentido da afirmação: "As criticas dos filósofos iluministas puseram em causa o Antigo Regime."
Os filósofos iluministas pretendiam uma sociedade mais justa e mais esclarecida, a busca de uma maior igualdade e o combate à superstição e à ignorância puseram em causa o regime político ( absolutismo) e a sociedade do Antigo Regime (sociedade de ordens).
A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
- O Rio de Janeiro substituiu Lisboa como sede do governo;
- foram construídos hospitais, escolas, tribunais, industrias e estradas;
- o comércio do Brasil com o estrangeiro desenvolveu-se muito, porque os portos brasileiros foram abertos, não sendo, assim, necessário comprar e vender tudo através de Portugal.;
- Houve um grande desenvolvimento da cultura e da ciência.
A INSTAURAÇÃO DA MONARQUIA LIBERAL
- preparou as eleições para que os Portugueses escolhessem os deputados que iam formar as Cortes Constituintes (estas foram as primeiras eleições feitas em Portugal);
- exigiu o regresso do rei D. João VI que estava no Brasil.
A Revolução Liberal De 1820
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| A Revolução Liberal, no Porto |
Depois das Invasões Francesas, Portugal ficou numa situação económica e política muito difícil.
A população estava descontente porque:
- a agricultura, o comércio e a industria estavam arruinados, ou seja , o país atravessava uma grave crise económica.
- a família real continuava no Brasil.
- O governo do país era controlado pelos ingleses que dominavam também os grandes negócios, prejudicando os comerciantes portugueses.
- a população vivia sobrecarregada de impostos.
O Antigo Regime português – A sociedade de ordens
UMA SOCIEDADE ESTRATIFICADA E HIERARQUIZADA
A sociedade europeia dos séculos XVII e XVIII era uma sociedade de ordens fortemente estratificada e hierarquizada, com base no nascimento e na função social de cada individuo desempenhava. As principais ordens ou estratos eram o clero, a nobreza e o povo . esta sociedade regia-se pela desigualdade dos estatutos sociais e jurídicos conferidos a cada ordem.
OS PREVILEGIADOS
O Clero e a Nobreza, apesar de representarem apenas cerca de 2% da população, impunham-se pelos privilégios e riquezas que possuíam.
Em Portugal, O Clero possuía grande parte das terras. Dividia-se em alto clero e baixo clero, conforme as funções exercidas e o nível de vida. Muitos elementos dos clero eram filhos deserdados da nobreza que, não dispondo de bens próprios, seguiam a vida religiosa. Apesar da perda de privilégios, devido à centralização do poder, O Clero continuava a não pagar impostos e a ser julgado em tribunal próprio.
Quanto à Nobreza, o seu prestígio aumentava cada vez mais. Gozava de privilégios como isenção de impostos e leis próprias. Os Nobres eram também proprietários de terras e alguns recebiam lucros da sua participação no comércio. Existiam também na Nobreza diferentes categorias.
OS NÃO PREVILEGIADOS
No Terceiro Estado, também existiam vários estratos. O mais importante era o da alta burguesia, constituído por homens de negócios, banqueiros e letrados que exerciam altos cargos na administração e possuíam grande poder económico. Muitos deles eram cristãos-novos, o que fez com que fossem alvo de perseguições por parte da Inquisição. Distinguiam-se ainda a média e pequena burguesias, constituídas por pequenos proprietários, comerciantes e artífices. Nos estratos inferiores da sociedade situavam-se os camponeses, artesãos, pedintes e escravos, vivendo muitos deles em condições miseráveis.
ESTRATOS, FUNÇÕES E PRIVILÉGIOS DO CLERO E DA NOBREZA
| CLERO | NOBREZA | ||
| Estratos | Funções | Estratos | Funções |
| Alto Clero (arcebispos, bispos e abades) | Religiosas e políticas | Nobreza de espada | Cargos na corte, no exército e na administração ultramarina |
| Baixo Clero (monges, frades e párocos) | Religiosas e ensino | Nobreza da província | Administração dos domínios senhoriais |
| Nobreza de toga | Altos funcionários e magistrados | ||
| PRIVILÉGIOS | |||
| Isenção de impostos e de serviço militar. Tribunal próprio | Isenção de Impostos. Posse de propriedades e jurisdição sobre os moradores. Altos cargos administrativos. | ||
O antigo regime português – o mercantilismo
Os Romanos na Península Ibérica
O grande Império dos Romanos incluía também a península Ibérica. A sua conquista não foi fácil, tendo demorado quase dois séculos. Entre as tribos que mais resistiram ao domínio Romano conta-se a dos Lusitanos , povo de pastores que habitava a Norte do Tejo. Comandados por Viriato, os Lusitanos distinguiram-se pela sua bravura e determinação.
Depois de pacificada a Península, os romanos puderam desenvolver livremente a sua acç
ão civilizadora (romanização). As populações fixaram-se nas planícies, onde passaram a dedicar-se à agricultura e ao comércio. Depressa surgiram cidades que, ligadas por uma notável rede de estradas, deram à Península Ibérica, sobretudo a Sul, onde a romanização foi mais intensa, o carácter urbano e comercial que marca a civilização romana.
Em território peninsular podemos ainda ver vestígios do domínio romano, que durou cerca de seis séculos: ruínas de cidades, estradas, pontes, aquedutos, templos e muitos outros. Mas o mais importante de todos é a nossa língua, o português, que tem origem no latim, a língua dos Romanos.
O Mundo Romano No Apogeu Do Império -II
URBANISMO E ARTE – RELIGIÃO E LITERATURA – INSTITUIÇÕES POLÍTICAS
Urbanismo e arte
As cidades eram planificadas. Na arquitectura, os Romanos imitaram a arte grega, se bem que os seus monumentos fossem maiores e de pendor utilitário, pois achavam que tudo o que era belo também devia ser útil.
O fórum era um lugar de encontros políticos e negócios. As termas eram muito frequentadas como lugares de lazer, leitura ou ginástica. os teatros ou coliseus, lugares de espectáculos. Os templos, lugares de oração, e os arcos de triunfo, manifestavam as vitórias alcançadas.
“Todos os caminhos vão dar a Roma.”, máxima que ainda hoje se usa, significava que todas as cidades do Império estavam ligadas por boas estradas, pontes e aquedutos.
Na arte, os Romanos foram práticos e funcionais, optando pela robustez (durabilidade) e realismo, sendo bustos, estátuas e pinturas muito parecidos com os originais.
Usaram o relevo c
omo elemento decorativo e também narrativo ao servir para perpetuar as suas vitórias e feitos. Foi uma arte universalista que se espalhou por um vasto império.
Religião e literatura
Politeístas, os Romanos foram aceitando os deuses dos povos conquistados, como por exemplo, os dos Gregos, a quem apenas mudaram o nome: a deusa do amor chamava-se Afrodite na Grécia e Vénus em Roma. Praticavam o culto familiar a uns deuses caseiros e um culto público aos grandes deuses.
No período imperial praticavam culto ao imperador. Com a aparecimento do cristianismo, uma vez mais alteraram os princípios religiosos.
Porque saber falar em assembleia e convencer pela palavra era muito importante, os Romanos desenvolveram a retórica e a oratória. Na literatura, destacaram-se Horácio, Ovídio e Virgílio, e na História, Tito Lívio. Na filosofia, Séneca e Marco Aurélio deixaram obra de grande relevo.
Instituições políticas
Inicialmente, Roma foi governada por reis – era uma Monarquia.
Em 509 a. C., passou a ser governada por um grupo de magistrados, que recebiam conselhos de um senado (antigos magistrados) e era eleito pelo povo em comícios. Era uma República.
No século I a. C., por questões de eficácia, após algumas lutas internas, o regime alterou-se. Surgiu o Império.
O primeiro Imperador foi Octávio, que, embora mantivesse os órgãos anteriores, retirou-lhes o poder, concentrando-o na sua pessoa: assumiu-se Pontífice Máximo, passou a receber culto e adoptou o sobrenome só dado a deuses – Augusto. Recebeu o nome de Octávio César Augusto.
Passou a ser considerado uma figura sagrada, venerada por todos os habitantes.
O Império foi dividido em províncias, cuja administração podia depender directamente do Imperador ou do senado, dando origem às Províncias Imperatoriais ou Senatoriais.
O mundo romano no apogeu do Império
ROMA E A EXPANSÃO – ECONOMIA- SOCIEDADE – A VIDA QUOTIDIANAROMA E A EXPANSÃO
Roma, uma cidade pobre, fundada no século VIII a. C., na Península Itálica, conseguiu dominar um Império que se estendia por todo o Mediterrâneo, Norte de África e Europa, numa área de mais de três milhões de quilómetros quadrados de extensão.
Os Romanos eram um povo guerreiro, ambicioso e disciplinado, como provam os seus exércitos de voluntários constituído por legiões que chegavam a ter mais de 6000 homens.
Habituados a defenderem-se dos ataques dos povos vizinhos, a ganância levou-os à conquista de territórios que lhes proporcionassem grande riqueza. Por dominarem as duas margens do Mediterrâneo, tornando-o um lago interior, chamaram-lhe Mare Nostrum.
ECONOMIA
INICIALMENTE, OS ROMANOS DEDICAVAM-SE À AGRO-PECUÁRIA. DEPOIS, INTERESSARAM-SE PELA ACTIVIDADE COMERCIAL, POIS ERAM MUITOS E VARIADOS OS PRODUTOS QUE VINHAM
SOCIEDADE
A sociedade Romana estava dividida em dois grandes estratos: o estrato superior, constituído pela ordem senatorial ( senadores), ordem equestre (cavaleiros) e decuriões, que se distinguia pela riqueza, o poder e cargos administrativos; o estrato inferior, constituído pela plebe urbana e rural (povo), pelos libertos e pelos escravos. A liberdade e a ocupação estabeleciam as diferenças. os membros deste estrato viviam do trabalho ou mesmo à custa do Estado ou dos homens ricos.
A VIDA QUOTIDIANA
O modo de vida dependia da riqueza. Os ricos viviam nas domus, grandes mansões nos arredores das cidades, ou nas villae, se preferiam a vida no campo.
Para os pobres havia as insulae (ilhas), grandes aglomerados habitacionais, sem comodidades.
A 1ª República
D: Manuel II, na tentativa de se opor à crescente força republicana tentou formar governos compostos por elementos de vários partidos monárquicos; porém, a sua falta de preparação para reinar, as constantes manifestações populares o número crescente de simpatizantes do Partido Republicano faziam prever o fim próximo da Monarquia.
Com efeito, na madrugada de 4 de Outubro de 1910, iniciou-se em Lisboa a Revolução Republicana, quando os militares republicanos e os populares pegaram em armas e grande parte se concentrou na Rotunda, actual Praça Marquês de Pombal.
A marinha de guerra bombardeou Palácio das Necessidades, onde se encontrava o rei.
Embora as tropas fiéis à Monarquia fossem em número superior, não conseguiram organizar-se para acabar com a revolta. A Revolução saiu vitoriosa.
Na manhã de 5 de Outubro de 1910 foi proclamada a República, pondo assim fim à Monarquia que, em Portugal, durou quase oito séculos .
Após a proclamação da República foi criado um governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga, até
Durante este governo foram tomadas, entre outras, as seguintes medidas:
- aboliram-se os títulos da nobreza ( conde, duque, barão, etc.);
- autorizou-se o divórcio;
- decretou-se o direito à greve;
- concedeu-se maior liberdade de imprensa;
- adoptou-se uma nova bandeira;
- o hino nacional passou a ser A Portuguesa;
- a moeda portuguesa passou a ser o escudo em vez do real.
Verifica se compreendeste:
1. Indica quem foi o presidente do governo provisório.
2. Refere três medidas tomadas por este governo que consideres muito importantes. Justifica.
3. Explica, por palavras tuas, o que se passou no dia de Outubro de 1910.



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