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Os Gregos no século V a. C- Resumo

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*   
   Caracteriza a religião Grega.
Os Gregos adoravam vários Deuses. Eram, assim, Politeístas.

*      Enuncia os principais Deuses Gregos, bem como os seus atributos.

·         Zeus - Deus dos deuses e Senhor do Universo.
·         Posídon- Deus do Mar.
·         Hades - Deus dos mortos.
·         Apolo - Deus do Sol, da poesia, da música e da juventude.
·         Dioniso - Deus do vinho
·         Afrodite - Deusa do Amor.
·         Atena - Deusa da Sabedoria e padroeira da cidade de Atenas.

*      Indica o motivo pelo qual os Gregos prestavam culto aos seus Deuses.
Os Gregos prestavam culto aos Deuses para obter protecção e favores.

*      Refere os principais tipos de culto prestado pelos gregos aos seus deuses.
·         Culto doméstico - feito em casa, junto ao altar.
·         Culto cívico - dirigido por magistrados e sacerdotes, eram realizados em templos.
O culto cívico inclui o culto pan-helénico
*      Relaciona o aparecimento dos jogos Olímpicos com o culto pan-helénico.
Os jogos Olímpicos surgem associados a um importante culto pan-helénico que se realizava no Santuário de Zeus em Olímpia, onde de 4 em 4 anos se realizavam festas religiosas e desportivas - Os Jogos Olímpicos.

*      Explica a origem do teatro na Grécia.
O teatro nasceu no séc. VI a. C. em Atenas  e teve origem em danças e cânticos consagrados ao culto do Deus Dioniso.

*      Distingue tragédia de comédia, bem como os seus principais autores.
   Na tragédia os heróis - modelos dos valores familiares e cívicos da sociedade grega - lutavam contra a impiedade dos deuses e força do destino. Os principais autores são Ésquilo, Sófocles e Eurípides.
   Na comédia eram criticadas figuras da vida política da época e ridicularizados os vícios da sociedade. O Principal autor Aristófanes.

*      Descreve o aparecimento da História na Grécia antiga.
Entre os Historiadores gregos destaca-se Herodo - “Pai da História”, pois pela primeira vez no Ocidente alguém se preocupou em conhecer os acontecimentos do passado.
O primeiro historiador, de facto, foi Tucídides que na sua obra A Guerra do Peloponeso, narrou os acontecimentos com objectividade e explicou-os com imparcialidade.

*      Justifica o interesse dos gregos pela filosofia.
Os gregos interessavam-se pela Filosofia porque reflectiam sobre o mundo físico que os rodeava e sobre o destino do homem.

*      Caracteriza a arquitectura grega.
A arquitectura grega caracteriza-se pelo perfeito equilíbrio e harmonia que a compõem. Dá particular atenção aos edifícios religiosos e cívicos, como os templos e teatros.

*      Distingue quanto ao capitel as três ordens de arquitectura grega.
·         Ordem dórica - Capitel simples sem decoração.
·         Ordem Jónica - Capitel decorado com volutas.
·         Ordem Coríntia - Capitel sugere folhas de acanto e quatro espirais simétricas.

*      Caracteriza a escultura grega.
O tema por excelência da escultura grega é a figura humana, trabalhada com perfeição anatómica e as roupas esculpidas com elegância - naturalismo Obedeciam também a um ideal de beleza em que sobressaia a juventude e serenidade do rosto - idealismo.

*      Refere a importância da cerâmica enquanto documento da história do povo grego.
A importância da pintura grega é dada a conhecer pela cerâmica. Nos vasos os artistas pintavam cenas do dia a adia e da vida dos seus deuses e heróis. O que faz da cerâmica um documento histórico do povo grego.


 

Resumo 2º Guerra Mundial

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Quais foram os paços dados por Hitler para desrespeitar as decisões do Tratado de Versalhes?
»restabelecer o serviço militar obrigatório
»reconstituir uma poderosa frota de guerra e modernizar a aviação
»celebrar pactos militares com Itália e com Japão, reconstituindo uma aliança de regimes ditatoriais, eu ficou conhecida pelo”Eixo”
*Quais foram os passos de Hitler paté ao inicio da II Guerra Mundial(conquistas territoriais)?
Em 1936, Hitler ocupou a zona desmilitarizada da Renânia. Em 1938, foram anexados a Áustria a região dos Sudetas. Em 1939, as tropas alemãs ocuparam toda a Checoslováquia e exigiram á Polónia que cedesse territórios, A 1 de Set. De 1939, o exército alemão, invadiu a Polónia.
Justificar a posição da França e Inglaterra relativamente ao expansionismo alemão.
A  França e Inglaterra tinham seguido uma politica de apaziguamento em relação á Alemanha devido ao medo ou passividade não reagiam ás ousadias de Hitler.
*Caracterizar a guerra Relâmpago.
Caracteriza-se por ataques rápidos e surpresa apoiados na utilização maciça de colunas de carros blindados (divisões Panzer), na aviação, artilhada e infantaria motorizada
Descrever a posição da Inglaterra face á ofensiva Alemã.
Os Ingleses possuíam uma frota poderosa e apesar de os Alemães utilizarem uma aviação para atacar a Inglaterra, esta sai vitoriosa da Batalha de Inglaterra(canal da mancha)    LUFTWAFFE (força aérea Alemã), RAF(Força  Aérea Inglesa)
Justificar a entrada dos EUA na Guerra.
Os EUA tinham grande influência e poder no extremo Oriente e dificultavam através de embargos comerciais o rearmamento dos Japoneses. O Japão ataca, a base naval Americana de Pearl Harbor( 7 Dez. 1941) destruindo metade da frota americana no Pacifico. Estes ataques faz com que o presidente Roosevelt decida pela entrada dos EUA na Guerra.
Caracterizar a repressão nazi nos territórios ocupados.
Os Alemães pilharam bens, utilizaram a mão-de-obra local salienta-se a criação de campos de concentração, locais de trabalhos forçados, sofrimento e morte.
Explicar o Genocídio do povo Judeu descrevendo as condições dos campos de concentração.
As atrocidades ao povo Judeu eram justificadas pelos nazis, pelo povo não pertencer á raça dominante e prejudicar as economias dos países onde viviam, eram considerados seres inferiores, logo, podiam ser tratados e usados como objectos  obrigados a fazer trabalhos forçados, muitos morriam de fome e doenças. Pelo menos 2,5 milhões de pessoas foram mortas em câmaras de gás uma vez que não eram considerados aptos para trabalho, as crianças eram sempre enviadas para a morte.
Como é que os Aliados conseguiram derrotar os países do eixo?
Entre 1941 e 1943 travaram-se duros combates em várias frentes.
»Os EUA com os seus submarinos, radares e bombardeiros de longo alcance, obtiveram significativas vitórias na guerra submarina.
»Na região do mediterrâneo os EUA derrotaram as tropas do Eixo no Norte de África e as forças anglo-americanas venceram as tropas de Mussolini.
»Na URSS travam-se violentos combates entre os exercícios russos e alemães.
»1942 guerra submarina Inglaterra e USA venceram os Alemães
»Dia D.(6 Junho de 1994) as tropas Aliadas desembarcam na Normandia e iniciam a libertação da França e Bélgica.
»A URSS, a Oriente e Aliados a Ocidentes preparam-se para esmagar a Alemanha, que acaba por se render em Maio de 1945.
Consequências da II Guerra Mundial.
»Sociais:
mortes mutilados, desaparecidos
extermínio dos Judeus
Desrespeito pelos Direitos Humanos
»Económicas:
Cidades totalmente arrasadas
Instalações industriais, vias de comunicação e de transporte destruídas
»Politicas:
Vitória dos Aliados
Criação do tribunal internacional de Nuremberga para julgar os criminosos nazis
Criação da organização das Nações Unidas
Judeus reivindicaram a criação de um Estado na Palestina
Principais decisões tomadas nas conferências de Ialta e Potsdam.
»Perde todos os territórios conquistados
»Desmilitarização e desarmada
»Paga indemnizações ou reparações
»Dividida em 4 zonas de ocupação sob a responsabilidade dos EUA, França, Inglaterra, URSS
»Desnazificação

Quais os objectivos da ONU
»Manter a paz no mundo e segurança Internacional
»Defender o direito á  autodeterminação dos povos
»Promover a cooperação Internacional na resolução dos problemas económicos, sociais e culturais
»Apelar á defesa dos direitos humanos

Fim da II Guerra Mundial
 
 


Como se manifestava a hegemonia Americana (poderio americano) no pós II guerra.
Os EUA não foram palco de conflito armados e beneficiou com o abastecimento de diversos bens de consumo e equipamento militares aos Aliados bem como empréstimos monetários, Desta forma a Industria continuou a desenvolver-se e a economia prosperou. Uma vez que também  não tinham concorrência por parte de Europa e Japão, que recuperaram da guerra, detinham 60% da produção mundial. A hegemonia Americana também se manifestava a nível militar
Como se fez a expansão do mundo socialista a Europa de Leste e na Ásia.
A URSS recuperou rapidamente a sua economia, desenvolvendo a industria do material bélico. Transformando-se numa grande potência, impondo a sua influência á Europa de Leste e algumas regiões da Ásia. Estaline mantém as suas tropas nestes países invocando o seu papel importante na libertação destes. O avanço da influência  comunista foi favorecida pelo triunfo da Revolução socialista na China

                                      Fim da Guerra
                                                
                                    2 super potências
                                   
      EUA                                                                          URSS
-Sistema parlamentar                                         - Sistema Comunista de partido Único
-Economia capitalista                                          -Economia controlada pelo Estado
                                                      
     Supremacia                                                   Recuperação            Alargamento do
                                                                             Económica                mundo comunista
     
  Economia                        militar                       
(favorecida pela                                                                          Europa                  Ásia
guerra )    
 


                       Afirmação das 2 superpotências a nível internacional                                                              

                               Antagonismo entre as 2 superpotências
Explicar o que foi a “Doutrina Trumar”.
Designa um conjunto de medida politicas e económicas assumidas pelo presidente Harry Trumar contra a “Ameaça Comunista” em que os EUA assumem o compromisso de defender o mundo dos soviéticos
Quais foram os objectivos do Plano de Marshall? (1.1)
»Acelerar a recuperação económica da Europa Ocidental através da injecção de capitais.
»Reafirmar e reforçar a hegemonia dos EUA
»Impedir a expansão do comunismo
Como é que a União Soviética combateu a influência Americana.(1.2)
Criou:
»O KOMINFORD(1947) – órgão de controlo de todos os partidos comunistas europeus.
»O COMENCON(1949) – conselho de ajuda económica mutua, que definia a politica de apoio financeiro da URSS aos Estados-membros
O que significa a Guerra Fria?
Período de grande tensão nas relações internacionais. Neste período a guerra improvável porém a paz também era impossível porque os interesses dos 2 blocos eram inconciliáveis.
Descrever os primeiros episódios da Guerra Fria.
As duas potências manifestam a sua hostilidade através de:
»propaganda  politica, em que se tenta mostrar a superioridade no modo de vida ridicularizado  o inimigo.
»apoio politico ou militar e envolvimento directo em conflitos localizados que foram surgindo.
Explicar como se caracterizava o “equilíbrio pelo terror” posto em prática pelas duas super potências(EUA, URSS). (2.1)
»corrida ao armamento nuclear
»formação de Alianças
»Guerra ideológica/espionagem(implementação de estreita vigilância aos cidadãos e perseguição  de todos os suspeitos de pactuar com o inimigo

Quais foram os factores que contribuíram para a descolonização após a II Guerra?
»apoio das super potências aos movimentos nacionalistas para demarcarem as suas áreas de influência
»o enfraquecimento das potências coloniais causado pela II guerra permite a criação de movimentos autonomistas nas colónias
»As determinações da ONU e Conferência de Bandug no que diz respeito aos direitos dos povos(autodeterminação)

Distinguir as diferentes formas de luta pela libertação Nacional.
»via Pacifica
»recursos á violência
»propaganda
Como se caracteriza o poderio Americano ao longo da segunda metade do séc. XX. (4.1)
Grande desenvolvimento económico que possibilitou pleno emprego e subida de salários. O poder de compra aumentou e consequentemente a subida no nível de vida. A nível externo a criação de sociedades multinacionais reforça o poder e crescimento económico
Como foi possível o Japão, destroçado afirmar-se como potência mundial em poucas décadas?
»com auxilio dos EUA os seus produtos invadem os mercados internacionais a preços competitivos
»mão-de-obra abundante com espírito de sacrifício
»forte colaboração entre o Estado e empresas
»espírito de inovação
» Grandes e pequenas empresas complementam-se

Identificar os objectivos da criação da CEE.
Objectivos:
Transformação das condições económicas das trocas comerciais e da produção no território da comunidade e unificação mais alargada da Europa
Áreas de actuação:
»vocação inicial – questões económicas
»saúde publica
»educação e formação
»questões ambientais
»defesa e segurança
»cultural
Enumerar os órgãos e as instituições mais importantes da U.E
»parlamento Europeu – assembleia de deputados
»conselho da U.E – exerce com o parlamento funções legislativas e orçamentais
»comissão Europeia – poderes executivos de gestão e de controlo que elabora e aplica leis
»Tribunal de justiça das Comunidades Europeias – garantir que a legislação da U.E é interpretada e aplicada do mesmo modo a todos os Estados
»Banco Europeu do Investimento – órgão que concede empréstimos para a realização de projectos de interesse europeia
»Agências da U.E ou organismos descentralizados
Autodeterminação – principio que defende o direito de cada povo escolher livremente a sua forma de governo.

Cronologia:
1939 – A Alemanha invade a polónia / Inicio da II Guerra Mundial
1940 – A Alemanha invade a Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica, ocupa a França. Batalha de Inglaterra
1941 – Ataque Japonês a Pearl Harbor: os EUA entram na guerra / Invasão da URSS pelo exercito alemão e seus aliados
1942 – Contra-ofensiva do Exército Vermelho
1944 – Desembarques aliados na Normandia e na Provença
1945 – Conferência de Ialta / Rendição da Alemanha / Lançamento de bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasáqui / Rendição do Japão / Fim da guerra / Criação da ONU
1946 - Inicio da guerra e Indochina / Plano Marshall
1949 – Criação da NATO
1951 – Criação da CECA
1957 – Tratado de Roma(criação da CEE)
1961 – Construção do muro de Berlim
1986 – Entrada de Portugal na CEE
1992 – Tratado de Maastricht(a CEE passou a chamar-se EU)
1961 – Construção do muro de Berlim




 

Resumo de História A 12º ano

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Resumo de História:

1.       Refira três realizações do Estado de Providência:
A partir do documento podemos verificar que o Estado, após a estruturação do Estado Providência passou a funcionar como um elemento participante da economia, ao constituir-se como uma empresa empregadora, concorrendo com a iniciativa privada; um elemento regulador, pois intervém na orientação politica e económica nacional com medidas legislativas, nomeadamente, na nacionalização da economia, no controlo da produção industrial privada, no estabelecimento de horários de trabalho, na fixação de metas salariais e na definição de políticas fiscais, no sentido de promover uma maior justiça social. Por último, funciona como promotor da justiça social, pois como podemos observar no documento 1, deve ser preocupação do Estado implementar sistemas de redistribuição mais equitativa do Serviço Nacional de Saúde (“E fundamental (…) que ninguém seja impedido de procurar assistência médica por razoes económicas”) canalizando-as para a promoção da qualidade de vida dos cidadãos.  

2.       Explique, três evidências de prosperidade económica do mundo capitalista:
O GATT, tem em vista harmonizar as políticas aduaneiras dos Estados signatários no sentido de viabilizar de forma mais eficaz, as políticas de recuperação económicas acordados nos acordos de Bretton-Woods, encontrava na OECE um mecanismo de cooperação europeia no combate a manifestações nacionalistas que tão más consequências tinham provocado no primeiro pós-guerra. Os países beneficiários, no âmbito do plano de ajuda americana, Plano Marshall, foram convidados a criarem a OECE como organismo de coordenação da ajuda financeira prestada e das relações económicas entre si estabelecidas. Entre 1945 e 1973, a produção mundial mais do que triplicou e, em certos setores, como a produção energética e automóvel, multiplicou-se por dez. As economias cresceram de forma contínua sem períodos de crise, registando apenas, pequenos abrandamentos de ritmo. Estes cerca de trinta anos de uma prosperidade material sem precedentes ficaram na história como os “trinta gloriosos”. Este período, teve diversas características, como por exemplo: a aceleração do progresso tecnológico, atingindo todos os setores, desde a medicina, à aeronáutica, à eletrónica, entre outros, estas inovações tecnológicas revolucionaram a vida quotidiana e os processos de produção; o crescimento do setor terciário, o surto espetacular das trocas comerciais, os serviços sociais prestados pelo Estado e a complexidade crescente da administração das empresas multiplicaram o número de pontos de trabalho neste setor, contribuindo para o aumento do nível de vida e equilíbrio social; e ainda, o aumento significativo da população ativa proporcionado pelo reforço da mão-de-obra feminina no mercado do trabalho, o baby-boom e imigração de trabalhadores, graças ao aumento da escolaridade a mão-de-obra tornou-se mais qualificada, no entanto, ainda existe mão-de-obra não qualificada, em virtude dos imigrantes com baixo nível escolar.
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4.       O início da Guerra Fria: focos de tensão e áreas de influência:
A Guerra Fria, era o ambiente de tensão que caracterizou as relações entre os governos americanos e soviéticos, desde o final da segunda guerra, 1945, até à dissolução da URSS, 1991. A Guerra Fria teve início após a segunda guerra mundial, quando as duas superpotências assumiram a separação ideológica dos seus modos de vida pela implementação da doutrina Truman e Jdanov, doc 1 e 2, e, para além do medo de um conflito armado que conduziria a uma terceira guerra mundial com consequências imagináveis para a raça humana, que ultrapassariam as da segunda guerra, e que por isso levou a uma competição entre os EUA e a URSS na corrida ao armamento, na conquista espacial, bem como a corrida às áreas de influência. A Europa ficou dividida pela famosa “cortina-de-ferro”, com o apoio aos EUA na Europa Ocidental, e o apoio à URSS na Europa de Leste. Importa ainda, fazer referencia à questão Alemã, na qual a Alemanha ficou dividida em quatro partes, doc5, cujas fronteiras temporárias foram definidas na Conferência de Ialta com a intenção de incluir e mais confirmados, com a divisão entre os EUA, a URSS, a Inglaterra e a França, na Conferência de Potsdam. Berlim foi também dividido, doc5, o que causou que este fosse um dos principais palcos, e também marcando o início da guerra fria, devido maioritariamente ao bloqueio de Berlim pela URSS, para impedir o avanço do modo de vida ocidental para a zona soviética de Berlim e Alemanha. Após este bloqueio tornou- se impossível comunicar por via terrestre com a zona bloqueada da URSS, e deste modo, foi organizada uma ponte aérea que fazia chegar todo o género de produtos, sendo uma manifestação de firmeza e de grande poder tecnológico dos EUA. O bloqueio à cidade de Berlim surgiu em retaliação, ao fato de, Estaline interpretar a política ocidental como um afrontamento acusando os EUA de querer criar um bastião do capitalismo.

5.       A ação dos EUA: Plano Marshall e política de alianças:
 Foi no cumprimento das obrigações impostas pelos Estados Unidos à Europa de controlo e fiscalização das suas economias e da criação de um organismo de coordenação de “ajuda económica – financeira”, o Plano Marshall, prestada e das relações entre si estabelecidas que foi possível a criação da primeira organização económica europeia a OECE. No cumprimento dessas mesmas obrigações, os países europeus irão receber a ajuda americana, o plano Marshall, doc4, para a reconstrução europeia, que se traduzirá na concessão de empréstimos, subsídios e ajuda militar. OS EUA empenharam-se por todos os meios na contenção do comunismo. A criação da OECE e o Plano Marshall estreitaram as relações entre a Europa e os EUA. Em termos politico – militares, a aliança entre os ocidentais também não tardou a oficializar-se. A pressão causada pelo Bloqueio de Berlim, doc5, aceleraram as negociações que deram origem ao Tratado do Atlântico Norte, que veio dar origem à NATO/OTAN. Esta aliança apresenta-se como uma organização empenhada em resistir a um inimigo comum, a URSS. OS EUA fizeram alianças um pouco por todo o mundo. Para além da NATO, formaram alianças multilaterais na América, como o Pacto do RIO e a OEA, formados na conferência de Bogotá, na Oceânia, em celebração do Pacto do Pacifico, com a formação da ANZUS, no sudoeste Asiático, com a formação da SEATO, e no médio oriente, em celebração do pacto de Bagdade, com a formação da CENTO. A grande consequência da intervenção americana nas economias europeias, doc4, foi a confirmação do ambiente de guerra fria, pela intensificação da influência soviética na Europa de Leste, nomeadamente a influência politica, com a formação da KOMINFORM, e a influência económica, com a formação da COMECON, e ainda a influência militar, em resposta à criação da NATO, com a formação de um bloco militar alternativo comunista, o Pacto de Varsóvia, e que em conjunto, funcionavam como principal instrumento de dominação dos países da “cortina de ferro”, doc5. NA Ásia, concretamente, na Coreia, desenvolveu-se uma guerra civil entre o norte comunista, URSS, e o sul capitalista, EUA.
6.       O mundo Comunista: Expansionismo e economias de direção central:
O fim da guerra não unificou o país, que continuou dividido. Importa ainda referir que foi o apoio da URSS que contribuiu para o culminar da propagação da República Popular da China e na independência da Indochina. Na América do Sul, a influência nota-se embora, no apoio a Fidel Castro, e em África, no apoio aos movimentos independentistas. A influência soviética em Cuba é confirmada quando os aviões americanos obtêm provas fotográficas de uma instalação de misseis russos capaz de atingir o território americano. Após a segunda guerra, a planificação económica nos regimes socialistas permitiram uma rápida recuperação dos prejuízos causados pelos esforços da guerra. Os planos quinquenais apostavam sobretudo na indústria pesada e infraestruturas. A URSS registou um crescimento industrial tão significativo que ascendeu em 1971 à quarta posição da produção nacional, doc3. No entanto, a economia de direção central também apresenta fraquezas, como por exemplo, a prioridade concedida à produção industrial conduziu à falta de investimento nos outros setores da economia, tais como, a agricultura, a produção de bens de consumo e a construção civil, o que prejudica o nível de vida da população, e ainda, a direção de toda a economia pelo Estado gerava uma pesada burocracia, o que funcionava como obstáculo do desenvolvimento e incentivava a corrupção.




7.       Identifique três objetivos que presidiram à criação da ONU:
A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, segundo o projeto Roosevelt, e tinha como principais objetivos a preservação da paz e a cooperação entre todos os povos, funcionando como agente harmonizador e promovendo o respeito “pelos direitos humanos”, evitar conflitos armados e manter a paz mundial, pela resolução dos conflitos à nascença com recurso a uma intensa atividade diplomática, e ainda, promover relações de amizade e cooperações internacionais. Estes objetivos foram confirmados na Conferência de Ialta, concretizando-se na Conferência de S. Francisco, ainda em 1945, com a Assinatura da Carta das Nações Unidas.

8.       Explicite três condições favoráveis à primeira vaga de descolonizações:

A conjuntura de guerra e pós-guerra propiciaram, de diferentes modos, a concretização dos anseios independentistas das colónias. A ONU, na sua Carta Fundadora, defende o respeito pelo princípio de igualdade de direitos e autodeterminação dos povos, o que conduziu a recomendações e intervenções da ONU a favor da parte colonizada. O apoio das superpotências, EUA e URSS, aos movimentos independentistas, por questões de ideologia, mas também com o interesse de alargarem as suas áreas de influência. O enfraquecimento das potências administrantes, no exercício do poder colonial, e a incapacidade de se oporem aos movimentos locais, que aproveitaram para se oporem contra as administrações coloniais.
 

Resumo 1º teste 10º ano

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O cabralismo e o regresso da Carta Constitucional

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O cabralismo e o regresso da Carta Constitucional
Em fevereiro de 1842, o ministro da Justiça e homem forte do regime, Costa-Cabral, através de um golpe de Estado, põe fim ao regime e à Constituição de 1838. À nova realidade política, caracterizada por um exercício autoritário do poder, pela restauração da vigência da Carta Constitucional e pelo regresso ao poder da alta burguesia, tudo sob a bandeira da ordem, da disciplina e do progresso económico, dá-se o nome de Cabralismo.
Costa Cabral apostou no fomento industrial, na construção de obras públicas e na reforma administrativa e fiscal do país. É por esta altura que é criado o Tribunal de Contas (1849), para fiscalizar todas as despesas do Estado; reforma-se o setor da saúde, proibindo-se os enterramentos nas igrejas (1846).
Mas a sua política autoritária e repressiva (ditatorial) conduziu o país a uma nova e violenta guerra civil desencadeada por gigantescos levantamentos populares, semelhantes aos do Antigo Regime, motivados pelas más condições de vida e pelo descontentamento em relação ao governo, face à subida de preços, à baixa de salários e ao agravamento da carga fiscal. Sem qualquer ideologia política subjacente, estes levantamentos alastraram a todo o país e foram aproveitados pelas forças da oposição (miguelistas, setembristas e cartistas!).
As duas fases da guerra civil
Em abril e maio de 1846, revolta da Maria da Fonte, foi uma reação popular explosiva às Leis da Saúde, às Leis das Estradas, assim como os procedimentos burocráticos que passaram a envolver a cobrança de impostos (as “papeletas da ladroeira”, como o povo lhes chamava).
A segunda fase, a chamada “Patuleia”, decorreu de outubro de 1846 a junho de 1847. Iniciada no Porto, alastrou a Aveiro, Coimbra, Santarém e Algarve, tendo como pretexto o não cumprimento das promessas feitas pela rainha, nomeadamente a da realização de eleições por sufrágio direto para a Câmara dos Deputados.
A deposição de D. Maria II esteve na mira dos revoltosos e os mais exaltados chegaram a ventilar a hipótese de uma República para solucionar a crise!
A gravidade da situação levou o Governo de Lisboa a solicitar a intervenção da Espanha e da Inglaterra, ao abrigo da Quádrupla Aliança de 1834. Goradas as tentativas de acordo politico, a intervenção estrangeira ditou os termos da Convenção de Gramido, garantido uma amnistia geral e prevendo a nomeação de um governo em que não figurassem representantes dos partidos em luta.
A força política do setembrismo estava definitivamente liquidada. Em 1849, Costa Cabral regressou à gerência política e, apesar de este seu governo se revestir de um cariz mais moderado, não logrou conciliar as forças políticas em digladiação constante, nem estabilizar a vida nacional.


Os direitos naturais e os direitos do cidadão
 Após a vaga de revoluções da primeira metade do século XIX, assiste-se, em todo o Ocidente, à implantação de um novo sistema de organização política, económica e social – o Liberalismo.
Na base deste novo sistema, estava a ideologia liberal, de raiz iluminista, que assentava no respeito pelos direitos naturais – liberdade, igualdade, propriedade - , invioláveis e imprescritíveis, já que derivados da condição humana.
Além dos direitos naturais, existiam também os direitos do cidadão. Enquanto no Antigo Regime existam apenas súbditos, desiguais em direitos e submetidos à autoridade do monarca, no liberalismo já só existem cidadãos, a quem compete intervir ativamente na vida politica. Como? Em que condição? Como eleitos (escolhendo os seus representantes), como detentores de cargos públicos (governando, administrando, legislando), militando em clubes políticos, assistindo a sessões parlamentares, apresentando petições, interpelando os deputados, escrevendo artigos na imprensa periódica, procurando condicionar as decisões dos Estados.
Mas esta “possibilidade” de participação politica teve os seus limites. O liberalismo da primeira metade do seculo XIX colocou sérias restrições ao pleno exercício da cidadania, já que acreditava que a capacidade política de cada um estava intrinsecamente ligada à sua fortuna. Presumia-se que os eleitores com maior independência económica seriam também aqueles que, à partida, usufruiriam de melhores oportunidades para se “esclarecerem” e instruírem, logo, de serem os mais habilitados a emitirem as opiniões mais bem fundamentadas, e, a intervirem mais cabalmente.
Por isso, mos países onde o liberalismo triunfou na primeira metade do século XIX, coube a uma minoria – à burguesia, classe rica e instruída - , o exclusivo da iniciativa e da participação política. Através do censo (imposto sobre a propriedade) e do sufrágio censitário e indireto, reservou para si o poder político e controlou o acesso às funções de governo.
Foi a época do liberalismo moderado, regime protetor da ordem social burguesa, que negou à igualdade e à propriedade a qualidade de direitos naturais, e que propunha a monarquia constitucional como solução de compromisso entre a tradição monárquica e a soberania popular.
Conclusão: Para o liberalismo moderado, soberania nacional jamais se confundia com soberania popular, pelo que liberalismo e democracia nunca foram sinónimos. As monarquias constitucionais do século XIX ainda estavam longe dos ideias democráticos do período revolucionário.




O liberalismo político
Para os liberais, a principal função das instituições políticas devia ser a de assegurar o respeito pelos direitos individuais. Achava-se que o Estado devia assumir-se como o supremo garante das liberdades do individuo, assegurando a manutenção da ordem e vigiando o escrupuloso cumprimento da lei – Estado-polícia.
Nesse sentido, o liberalismo socorreu-se de uma variedade de fórmulas, a principal das quais foi a redação de textos constitucionais nos quais se consagrava o princípio da separação de poderes e a soberania nacional (a soberania reside na Nação e é delegada através de eleições).
Contudo, a nação soberana nunca exerceu o poder de forma direta. Confiou-o, antes, a uma representação dos mais inteligentes, geralmente identificados com os possuidores de um maior grau de fortuna. Era aos cidadãos mais abastados que estava reservado o direito exclusivo de eleger e ser eleito.
A secularização das instituições
Para os liberais, o Estado, além de neutro, devia ser laico. Mesmo não sendo inimigo da religião, deveria separar radicalmente a esfera temporal da espiritual. Por outro lado, a religião devia ser sempre fruto de uma opção pessoal, nunca uma imposição do Estado.
Ao defenderem a liberdade religiosa e a laicização do Estado, os liberais levaram a cabo um conjunto de reformas legislativas que tinham por objetivo último a secularização das instituições, e a emancipação do individuo e do Estado da tutela da Igreja. Nesse sentido:
·         Institui-se o registo civil, até aí confinado à competência exclusiva da Igreja
·         Criou-se uma rede de assistência e uma rede de ensino absolutamente laicas, após a extinção das ordens religiosas e o consequente encerramento dos seus hospícios e escolas; as escolas públicas tornam-se espaços de divulgação de virtudes cívicas como a fraternidade, o patriotismo e a tolerância, em contraponto à fé, à subserviência e à caridade cristãs, pregadas pelos párocos.
·         Debilitou-se o poder da Igreja, com a expropriação do seu património.
·         Retiraram-se ao clero privilégios judiciais e fiscais (além do direito de voto que não se lhes reconheceu), convertendo os seus membros em vulgares funcionários do Estado, assim subalternizando a Igreja em relação ao poder político.
Esta retirada de poder à Igreja foi acompanhada de uma certa descristianização de costumes, a par de algum anticlericalismo, mais tarde consumados nas leis de separação do Estado e da Igreja.




O Liberalismo económico: o direito à propriedade e à livre iniciativa
A nível económico, os liberais defendiam a liberdade de iniciativa individual, a não intervenção do Estado na economia e o direito à propriedade, como um direito inviolável e um dos pilares do liberalismo. A propriedade era a base de toda a riqueza e o garante da própria liberdade, proporcionando os seus rendimentos acesso à instrução e conferindo o pagamento do respetivo censo direito a uma participação política ativa; era condição prévia à condição de cidadão. Na base desta teoria económica estiveram os fisiocratas mas, sobretudo, Adam Smith.
Adam Smith: O principal precursor do liberalismo económico foi Adam Smith, para quem a verdadeira fonte de riqueza era o trabalho. Para ele, a riqueza de um Estado dependia da existência do direito individual à propriedade e à busca da fortuna, identificando a vantagem pessoal com o interesse da coletividade: “Quem trabalha para si acaba por servir a comunidade de forma mais eficaz do que se trabalhasse para o interesse comum”.
a livre iniciativa na busca da riqueza conduziria ao trabalho produtivo, ao aforro, à acumulação de capital e ao investimento, em suma, ao progresso económico. Por isso, Adam Smith preconizava a livre concorrência, a liberdade económica e o fim dos monopólios. Para ele a ordem económica era uma ordem natural, que se estabelecia e regulava a si própria, der acordo com o jogo da oferta e da procura. Somente as leis do mercado trariam equilíbrio à relação produção-consumo.
Mas para isso era necessário que o Estado abdicasse de toda e qualquer regulação económica, como até aí tinha feito, por exemplo, impondo limites à produção, lançando impostos, taxando e tabelando preços e salários, controlando as relações laborais, impondo portagens. O Estado devia apenas fazer reinar a ordem, respeitar a justiça e proteger a propriedade.
O liberalismo económico revelar-se-ia uma força vital para o desenvolvimento do capitalismo industrial no seculo XIX.
Os limites da universalidade dos direitos do Homem; a problemática da abolição da escravatura
Os limites da universalidade dos direitos do Homem
Os liberais sempre consideraram a liberdade, a igualdade e a propriedade direitos humanos universais. Mas a realidade veio desmentir aquele principio, e a dita universalidade acabou por ser uma ilusão, tanto pelos limites que conheceu como pelo facto de o estado liberal nem sempre os ter assegurado.



Quanto à propriedade
Em primeiro lugar, nunca a propriedade foi um direito natural. Com a compra dos terrenos baldios e dos bens nacionalizados, a burguesia acabou por ser o único grupo a beneficiar das transformações ocorridas na vida rural. À consolidação económica da burguesia contrapôs-se a progressiva pauperização dos camponeses.
Quanto a igualdade
Também a igualdade pouco mais foi que um principio teórico. A desigualdade económica fez da política assunto de uma minoria abastada, por via do estabelecimento do sufrágio censitário e da discriminação entre cidadãos ativos e passivos.
E, se alguns homens havia a quem, pelo menos, eram reconhecidos direitos civis, as mulheres ficaram totalmente privadas de quaisquer atributos da cidadania.
Quanto à liberdade
O principio mais sagrado da ideologia liberal, basta dizer que em seu nome os franceses se envolveram numa política de conquistas territoriais, e, em pleno século XIX, o tráfico de escravos se mantinha como pratica corrente, o que lançava a questão da legitimidade ética e humanitária da escravatura
A problematização da abolição da escravatura
Na frança Os primeiros debates em torno da escravatura tiveram lugar na Assembleia Nacional Constituinte. Em maio de 1791, a Assembleia Nacional Constituinte estendeu os direitos civis a todos os homens de cor; no mesmo ano decretou o fim da escravatura na metrópole. Nas colonias, contudo, a escravatura mantinha-se, o que violava o art. 1º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. O debate entre abolicionistas e não abolicionistas, entretanto, sobe de tom, mas a luta contra a escravatura só teve resultados durante a Convenção. Em 4 de fevereiro de 1794, a escravatura era abolida em todas as colonias francesas. Em 1802, contudo, sob o consulado de Napoleão, e sob pressão dos grandes proprietários, é restabelecida a escravatura e o tráfico nas colonias. Só após a Revolução de fevereiro de 1848, aquela seria definitivamente erradicada.
Nos EUA O principio da igualdade, inscrito na Declaração da Independência de 1776, conviveu paradoxalmente, durante quase um século, com a escravatura dos negros, uma vez que a Constituição, permitindo a sua existência, deixava ao critério de cada Estado a sua abolição. Em meados do século XIX, o confronto entre abolicionistas e esclavagistas intensificou-se, quando o Congresso declarou a intenção de proibir a escravatura nos territórios do Sul entretanto anexados, e onde a cultura do algodão e do tabaco assentava na exploração da mão de obra escrava. A politica abolicionista do Congresso era sobretudo apoiada pelos estados do Norte. O antagonismo tornou-se insolúvel em 1860, quando Abraham Lincoln foi eleito presidente. A sua politica anti-esclavagista levou 11 estados sulistas a desligarem-se do governo da União e a formarem entre si uma Confederação. O resultado foi uma longa guerra entre o Norte e o Sul – a Guerra da Secessão (1861-1865). A vitória do Norte trouxe consigo a vitória dos direitos humanos. O abolicionismo ficou consagrado em 1865, quando a 13ª Emenda à Constituição pôs termo à escravatura em qualquer lugar dos EUA. Em 1869, a 15ª Emenda veio reconhecer direitos políticos aos negros. Contudo, ate aos anos 60 do seculo XX, mantiveram-se nos estados do sul situações de segregação social.
Em Portugal No nosso país, a problemática da abolição da escravatura gravitou em torno da questão da proibição do tráfico negreiro. Foram razões económicas, as que levaram o visconde de Sá da Bandeira, chefe do governo setembrista, a decretar, em dezembro de 36, a proibição do tráfico de escravos nas colonias portuguesas a sul do Equador. Face à independência do Brasil, Sá da Bandeira pressentiu a urgência de desenvolver os territórios africanos, onde a retenção da mao de obra negra seria crucial ao fomento das atividades produtivas. Embora os traficantes continuassem a demandar as colonias portuguesas, uma serie de decretos consumou nas décadas seguintes o abolicionismo em Portugal. Em 1869, D. Luís assinava o decreto que abolia a escravidão em todo o território português.
Conclusão: Apesar de despertadas as consciências para este problema, a verdade é que a abolição  da escravatura encontrou grande resistência no terreno, sobretudo quando da sua aplicação resultava a lesão de interesses económicos. Mas a utilização de escravos não podia deixar de ser vista, na nova sociedade industrial, como um anacronismo, já que o moderno modo de produção assentava no trabalho assalariado e no consumo em grande escala, algo incompatível com a escravatura.
 
 
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