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Os gregos no século v a. C.

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A GRÉCIA – AS CIDADES- ESTADOS – A ECONOMIA ATENIENSE

    A Grécia é uma região montanhosa, de costa muito recortada, que se situa no Sul da Europa, junto do Mediterrâneo. Além do continente propriamente dito, fazem parte do mundo grego numerosas ilhas do Mar Egeu e  a zona costeira da Ásia Menor.
Grécia - um território montanhoso
   Apesar da pobreza do solo, esta região atraiu vários povos, que ai se fixaram. Durante o segundo milénio a.C., Aqueus, Eólios, Jónios e Dórios invadiram e ocuparam a Grécia. Com o passar dos séculos, as diferenças entre estes povos esbateram-se. Da sua união nasceu o povo grego ( ou heleno).
   A pobreza do solo e a atracção pelo mar levaram muitos Helenos a deixarem a sua terra e a espalharem-se por outras regiões do Mediterrâneo, onde fundaram novas cidades em tudo semelhantes às da Grécia – as colónias. Entre todas as colónias gregas sobressaíam, pela sua riqueza e importância, as colónias do Sul de Itália, designadas por Magna Grécia ( Grande Grécia).

AS CIDADES- ESTADOS

   Os Gregos habituaram-se a viver separados pelas montanhas, em cidades independentes, a que chamavam pólis ( cidade –estado).
   Cada pólis tinha o seu território, as suas leis, o seu governo. Embora se considerassem todos Helenos ( ou Gregos), os cidadãos de uma pólis sentiam-se estrangeiros em qualquer outra cidade- estado da Grécia.

A ECONOMIA ATENIENSE
   Atenas era a mais rica de todas as cidades- estados. No seu território, a Ática, cultivavam-se a vinha e a Oliveira, fabricava-se artesanato de grande qualidade ( vasos de cerâmica, armas) e exploravam-se ricas minas de prata. Muitos destes produtos eram carregados em Navios, também fabricados na cidade, e vendidos noutras paragens do Mediterrâneo. Atenas enriqueceu graças ao comércio marítimo.

A CIDADE E O ESPAÇO CÍVICO
  
Planta da cidade -estado

Se pudéssemos percorrer Atenas do século V a. C., distinguiríamos, com facilidade, três zonas:
1. a acrópole , a parte alta, onde se situavam o palácio e a maior parte dos templos, entre eles o da deusa Atena, protectora da cidade.
2. a ágora , ou praça pública, numa zona mais baixa. Era ai que os Atenienses se reuniam para tratar do governo da cidade, dos seus negócios ou para conversar. Em redor da ágora estavam as asas de habitação, simples e sem comodidades. A vida ateniense fazia-se muito ao ar livre, pois aí se comerciava, filosofava ou se faziam diversões;
3. os campos agrícolas, embora pobres, que circundavam estas duas zonas importantes.
 

O REINADO DE D. JOÃO V

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D Joao V
A MONARQUIA ABSOLUTA


   No início do século XVIII, na Europa, têm grande difusão as ideias que defendem o poder absoluto do rei (absolutismo), ou seja, o governo do país dependia da vontade do rei, que tinha todos os poderes e mandava cada vez mais.
   D. João V vai seguir esta tendência política, governando Portugal  como rei absoluto – Monarquia Absoluta. Durante o seu reinado, de 44 anos (1706 – 1750), nunca reuniu as cortes.
   Graças às grandes quantidades de ouro e diamantes que vinham do Brasil, a que se juntavam os lucros obtidos no comércio do tabaco, açúcar, vinho e sal, D. João V detinha uma grande riqueza, com a qual conseguia manter a nobreza debaixo do seu domínio ( distribuindo cargos, pensões e títulos), assim como enviava riquíssimas embaixadas a vários países. 

A VIDA NA CORTE


   A Corte vivia com muito luxo e ostentação.
   O rei dava festas esplêndidas e os nobres vestiam, de acordo com a moda francesa, trajes riquíssimos.
   Os bailes, concertos, teatros e jogos divertiam e distraiam a Corte. Havia igualmente grandes banquetes.
   Procurando imitar a vida da Corte, a nobreza vai construir palácios (os solares) um pouco por todo o país.
   Entretanto, o povo vivia com muitas dificuldades: no campo, os que não emigravam para o Brasil continuavam a praticar uma agricultura de sobrevivência e tinham de pagar pesados impostos; na cidade, ocupavam-se das tarefas domésticas e de outro tipo de serviços como vendedores ambulantes, artesãos, criados, etc., não conseguindo obter grandes rendimentos.

UM TEMPO DE GRANDES CONSTRUÇÕES
Convento de Mafra 
   Durante o reinado de D. João V realizaram-se obras monumentais que reflectem a riqueza de que já falámos.
   Tal é o caso do Convento de Mafra, cuja construção se inicia em 1717 e só vai terminar em 1770.
   É igualmente deste período a construção do Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, da Igreja e Torre dos Clérigos, no Porto, da autoria de Nicolau Nazoni, da Biblioteca da Universidade de Coimbra e do Palácio de Queluz.

O BARROCO

IGREJA DE SANTA CLARA


   Nesta época surgiu um novo estilo artístico: o barroco.
   Caracteriza-se pela decoração muito rebuscada, com grande profusão de torneados, medalhões, curvas e contra curvas.
   No interior das igrejas e palácios vamos encontrar a talha dourada, os azulejos e os mármores.
   Este estilo é, também ele, resultante da grande quantidade de dinheiro disponível.





CONCEITOS:


Absolutismo – sistema de governo em que o rei concentra em si todos os poderes (legislativo, executivo e judicial) que considera recebidos directamente de Deus.
Barroco – estilo artístico que em Portugal está ligado à descoberta do ouro no Brasil.
Talha dourada – madeira trabalhada revestida por uma fina camada de ouro. Utilizada sobretudo nos altares das igrejas.

DATAS A DECORAR:


1706 – Início do reinado de D. João V
1717 – Início da construção do convento de Mafra.
1719 – Fundação da Real Academia da História.
1734 – Guerra com Espanha.
1750 – Morte de D. João V.

APLICA O QUE APRENDESTE


1. Identifica o tipo de monarquia que D. João V praticou em Portugal.
2. Indica os produtos brasileiros que permitiram ao rei a obtenção de grandes lucros.
3. Identifica o novo estilo artístico deste período.
4. Enumera dois elementos decorativos utilizados por este estilo.
 

Os Gregos no século V a.C.

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Ficha de avaliação 5º ano- A formação de Portugal

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Ficha de   avaliação 5º ano - A formação de Portugal

 

AS INVASÕES FRANCESAS

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   Napoleão Bonaparte

  A REVOLUÇÃO FRANCESA

   Com o iluminismo, nascido em França no século XVIII, ganham cada vez mais adeptos as ideias de que os homens são iguais perante a lei; todos têm os mesmos direitos e deveres.
   Ora , estas ideias opõem-se aos valores da monarquia absoluta- origem divina do poder real e grandes diferenças entre os direitos e deveres dos diferentes grupos sociais. Não admira, por isso, que tais ideias estejam na base da Revolução Francesa, ocorrida em 1789, bem como na de várias revoluções liberais que se vão registar por toda a Europa.
   Sentindo-se em perigo, alguns reis absolutistas unem-se e declaram guerra à França. Essa guerra durou vários anos, até que o governo francês passou a ser chefiado por Napoleão Bonaparte.
Militar brilhante, Napoleão, em poucos anos, dominou quase toda a Europa.
Porém a Inglaterra demonstrou ser um inimigo muito difícil de vencer e, em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental 

Bloqueio Continental

AS INVASÕES FRANCESAS

   Portugal, que mantinha relações comerciais com a Inglaterra e era, além disso, um seu velho aliado, não aderiu ao Bloqueio.
  Em resposta a esta atitude portuguesa, Napoleão ordenou a invasão do país através de Espanha, com a qual se tinha aliado.
   Assim, num curto período de tempo, o nosso país vai ser invadido, por três vezes, pelos exércitos franceses. Invasões Francesas
   Aquando da primeira invasão, ocorrida em 1807 sob o comando do general Junot, a família real portuguesa retira-se para o Brasil ( a fim de salvaguardar a independência do país), ficando um Conselho de Regência a governar Portugal.
   Com o apoio das tropas Inglesas ( a quem pedimos auxilio) e sob o comando de Arthur Weellesley, o exército luso-inglês vence o exercito francês nas Batalhas de Roliça e do Vimeiro (1808). Os franceses têm então de assinar um tratado, aceitando a rendição – Convenção de Sintra – e são obrigados a retirar-se do país.
   Não se conformando com a derrota, Napoleão ordena a segunda invasão.
   Assim, em 1809, os exércitos franceses, desta vez comandados pelo marechal Soult, entram pelo Norte (chaves) e dirigem-se ao Porto. Contudo, são novamente derrotados pelo exército luso-inglês, não chegando a Linhas de Torres Vedraspassar o Douro.
  O exército português é reorganizado pelos ingleses e são construídas várias fortificações para defender Lisboa – São as designadas linhas de Torres Vedras.
Ainda assim, Napoleão não desiste e ordena uma terceira invasão, comandada pelo general Messena.
   Entrando, em 1810, pela Beira Alta, os franceses dirigem-se a Viseu, onde se instalam. As tropas luso-inglesas vão ao seu encontro, derrotando-os na batalha do Buçaco (1810). Apesar disso, os franceses caminharam para sul, na tentativa de conquistar Lisboa, mas não conseguiram passar as linhas de Torres Vedaras, retirando do nosso país, perseguidos pelo exército luso-inglês, em 1811.
   O rei, que se encontrava no Brasil, pressionado pelos burgueses brasileiros, autoriza que o comércio se faça directamente com outros países a partir dos portos brasileiros. Esta medida desagradou muito aos comerciantes portugueses, pois vão perder lucros e porque D. João VI não mostra desejo de regressar a Portugal.

Conceitos


Iluminismo - Movimento Cultural na Europa do século XVIII que defendia os valores de tolerância, liberdade e separação de poderes políticos.


Bloqueio Continental:- politica desenvolvida por Napoleão, na qual todos os países da Europa deveriam fechar os seus portos à Inglaterra e expulsar os comerciantes ingleses.
 

Revolução Liberal Portuguesa de 1820

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As Invasões Francesas em Portugal

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