A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
- O Rio de Janeiro substituiu Lisboa como sede do governo;
- foram construídos hospitais, escolas, tribunais, industrias e estradas;
- o comércio do Brasil com o estrangeiro desenvolveu-se muito, porque os portos brasileiros foram abertos, não sendo, assim, necessário comprar e vender tudo através de Portugal.;
- Houve um grande desenvolvimento da cultura e da ciência.
A INSTAURAÇÃO DA MONARQUIA LIBERAL
- preparou as eleições para que os Portugueses escolhessem os deputados que iam formar as Cortes Constituintes (estas foram as primeiras eleições feitas em Portugal);
- exigiu o regresso do rei D. João VI que estava no Brasil.
A Revolução Liberal De 1820
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| A Revolução Liberal, no Porto |
Depois das Invasões Francesas, Portugal ficou numa situação económica e política muito difícil.
A população estava descontente porque:
- a agricultura, o comércio e a industria estavam arruinados, ou seja , o país atravessava uma grave crise económica.
- a família real continuava no Brasil.
- O governo do país era controlado pelos ingleses que dominavam também os grandes negócios, prejudicando os comerciantes portugueses.
- a população vivia sobrecarregada de impostos.
O Antigo Regime português – A sociedade de ordens
UMA SOCIEDADE ESTRATIFICADA E HIERARQUIZADA
A sociedade europeia dos séculos XVII e XVIII era uma sociedade de ordens fortemente estratificada e hierarquizada, com base no nascimento e na função social de cada individuo desempenhava. As principais ordens ou estratos eram o clero, a nobreza e o povo . esta sociedade regia-se pela desigualdade dos estatutos sociais e jurídicos conferidos a cada ordem.
OS PREVILEGIADOS
O Clero e a Nobreza, apesar de representarem apenas cerca de 2% da população, impunham-se pelos privilégios e riquezas que possuíam.
Em Portugal, O Clero possuía grande parte das terras. Dividia-se em alto clero e baixo clero, conforme as funções exercidas e o nível de vida. Muitos elementos dos clero eram filhos deserdados da nobreza que, não dispondo de bens próprios, seguiam a vida religiosa. Apesar da perda de privilégios, devido à centralização do poder, O Clero continuava a não pagar impostos e a ser julgado em tribunal próprio.
Quanto à Nobreza, o seu prestígio aumentava cada vez mais. Gozava de privilégios como isenção de impostos e leis próprias. Os Nobres eram também proprietários de terras e alguns recebiam lucros da sua participação no comércio. Existiam também na Nobreza diferentes categorias.
OS NÃO PREVILEGIADOS
No Terceiro Estado, também existiam vários estratos. O mais importante era o da alta burguesia, constituído por homens de negócios, banqueiros e letrados que exerciam altos cargos na administração e possuíam grande poder económico. Muitos deles eram cristãos-novos, o que fez com que fossem alvo de perseguições por parte da Inquisição. Distinguiam-se ainda a média e pequena burguesias, constituídas por pequenos proprietários, comerciantes e artífices. Nos estratos inferiores da sociedade situavam-se os camponeses, artesãos, pedintes e escravos, vivendo muitos deles em condições miseráveis.
ESTRATOS, FUNÇÕES E PRIVILÉGIOS DO CLERO E DA NOBREZA
| CLERO | NOBREZA | ||
| Estratos | Funções | Estratos | Funções |
| Alto Clero (arcebispos, bispos e abades) | Religiosas e políticas | Nobreza de espada | Cargos na corte, no exército e na administração ultramarina |
| Baixo Clero (monges, frades e párocos) | Religiosas e ensino | Nobreza da província | Administração dos domínios senhoriais |
| Nobreza de toga | Altos funcionários e magistrados | ||
| PRIVILÉGIOS | |||
| Isenção de impostos e de serviço militar. Tribunal próprio | Isenção de Impostos. Posse de propriedades e jurisdição sobre os moradores. Altos cargos administrativos. | ||
O antigo regime português – o mercantilismo
Os Romanos na Península Ibérica
O grande Império dos Romanos incluía também a península Ibérica. A sua conquista não foi fácil, tendo demorado quase dois séculos. Entre as tribos que mais resistiram ao domínio Romano conta-se a dos Lusitanos , povo de pastores que habitava a Norte do Tejo. Comandados por Viriato, os Lusitanos distinguiram-se pela sua bravura e determinação.
Depois de pacificada a Península, os romanos puderam desenvolver livremente a sua acç
ão civilizadora (romanização). As populações fixaram-se nas planícies, onde passaram a dedicar-se à agricultura e ao comércio. Depressa surgiram cidades que, ligadas por uma notável rede de estradas, deram à Península Ibérica, sobretudo a Sul, onde a romanização foi mais intensa, o carácter urbano e comercial que marca a civilização romana.
Em território peninsular podemos ainda ver vestígios do domínio romano, que durou cerca de seis séculos: ruínas de cidades, estradas, pontes, aquedutos, templos e muitos outros. Mas o mais importante de todos é a nossa língua, o português, que tem origem no latim, a língua dos Romanos.
O Mundo Romano No Apogeu Do Império -II
URBANISMO E ARTE – RELIGIÃO E LITERATURA – INSTITUIÇÕES POLÍTICAS
Urbanismo e arte
As cidades eram planificadas. Na arquitectura, os Romanos imitaram a arte grega, se bem que os seus monumentos fossem maiores e de pendor utilitário, pois achavam que tudo o que era belo também devia ser útil.
O fórum era um lugar de encontros políticos e negócios. As termas eram muito frequentadas como lugares de lazer, leitura ou ginástica. os teatros ou coliseus, lugares de espectáculos. Os templos, lugares de oração, e os arcos de triunfo, manifestavam as vitórias alcançadas.
“Todos os caminhos vão dar a Roma.”, máxima que ainda hoje se usa, significava que todas as cidades do Império estavam ligadas por boas estradas, pontes e aquedutos.
Na arte, os Romanos foram práticos e funcionais, optando pela robustez (durabilidade) e realismo, sendo bustos, estátuas e pinturas muito parecidos com os originais.
Usaram o relevo c
omo elemento decorativo e também narrativo ao servir para perpetuar as suas vitórias e feitos. Foi uma arte universalista que se espalhou por um vasto império.
Religião e literatura
Politeístas, os Romanos foram aceitando os deuses dos povos conquistados, como por exemplo, os dos Gregos, a quem apenas mudaram o nome: a deusa do amor chamava-se Afrodite na Grécia e Vénus em Roma. Praticavam o culto familiar a uns deuses caseiros e um culto público aos grandes deuses.
No período imperial praticavam culto ao imperador. Com a aparecimento do cristianismo, uma vez mais alteraram os princípios religiosos.
Porque saber falar em assembleia e convencer pela palavra era muito importante, os Romanos desenvolveram a retórica e a oratória. Na literatura, destacaram-se Horácio, Ovídio e Virgílio, e na História, Tito Lívio. Na filosofia, Séneca e Marco Aurélio deixaram obra de grande relevo.
Instituições políticas
Inicialmente, Roma foi governada por reis – era uma Monarquia.
Em 509 a. C., passou a ser governada por um grupo de magistrados, que recebiam conselhos de um senado (antigos magistrados) e era eleito pelo povo em comícios. Era uma República.
No século I a. C., por questões de eficácia, após algumas lutas internas, o regime alterou-se. Surgiu o Império.
O primeiro Imperador foi Octávio, que, embora mantivesse os órgãos anteriores, retirou-lhes o poder, concentrando-o na sua pessoa: assumiu-se Pontífice Máximo, passou a receber culto e adoptou o sobrenome só dado a deuses – Augusto. Recebeu o nome de Octávio César Augusto.
Passou a ser considerado uma figura sagrada, venerada por todos os habitantes.
O Império foi dividido em províncias, cuja administração podia depender directamente do Imperador ou do senado, dando origem às Províncias Imperatoriais ou Senatoriais.


