Ultimos Artigos

II Guerra Mundial - Ficha de trabalho

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
Como se tornou independente o Brasil?


   No período em que o rei e a corte portuguesa estiveram no Brasil - 13 anos -, neste território verificaram-se muitas mudanças:


  • O Rio de Janeiro substituiu Lisboa como sede do governo;
  • foram construídos hospitais, escolas, tribunais, industrias e estradas;
  • o comércio do Brasil com o estrangeiro desenvolveu-se muito, porque os portos brasileiros foram abertos, não sendo, assim, necessário  comprar e vender tudo através de Portugal.;
  • Houve um grande desenvolvimento da cultura e da ciência. 
   Quando D. João VI regressou a Portugal, deixou o seu filho, D. Pedro, como regente do Brasil.

   Entretanto, as Cortes Constituintes decidiram retirar ao Brasil muitos dos privilégios que lhe tinham sido dados. O Brasil, que em 1815 tinha sido elevado à categoria de Reino, voltou a ser uma colónia de Portugal. Esta Nova situação provocou o descontentamento dos portugueses residentes no Brasil. 

   Esse descontentamento motivou uma revolta no Brasil contra as exigências das Cortes Constituintes de Lisboa, que tinham anulado todos os poderes do príncipe-regente D. Pedro. 

   Apoiada pelas populações revoltosas, D. Pedro declarou a independência do Brasil. Nas margens do rio Ipiranga gritou: " Independência ou morte! ".

   Este episódio ficou conhecido como a Revolta do Ipiranga (7 de Setembro de 1822). 

   Portugal só viria a reconhecer essa independência três anos depois, mas o Brasil é, de facto, um pais independente desde 1822. 
 

A INSTAURAÇÃO DA MONARQUIA LIBERAL

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
   Após a Revolução de 1820, os Ingleses foram afastados de chefia do reino e o governo entregue a uma Junta Provisional. Este Governo provisório tomou as seguintes medidas:


  • preparou as eleições para que os Portugueses escolhessem os deputados que iam formar as Cortes Constituintes (estas foram as primeiras eleições feitas em Portugal);
  • exigiu o regresso do rei D. João VI que estava no Brasil. 
   Em 1822 ficou pronta a  primeira Constituição Portuguesa. Esta foi marcada pelas ideias liberais, vindas da Revolução Francesa. Estabelecia que a lei era igual para todos; acabava com os privilégios do Clero e da Nobreza; e instituía a divisão de poderes (legislativo, executivo e judicial).

   Estava, assim, instaurada em Portugal a Monarquia Liberal ou Constitucional

Quais as diferenças entre uma Monarquia Absoluta e uma Monarquia Constitucional?



 

A Revolução Liberal De 1820

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
   Em 1820 foi organizada, no Porto, uma revolução que pôs fim ao Absolutismo e instaurou um um novo regime político - a Monarquia Constitucional. 


A Revolução Liberal, no Porto
QUE RAZÕES LEVARAM À REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820?


    Depois das Invasões Francesas, Portugal ficou numa situação económica e política muito difícil.
    A população estava descontente porque:



  • a agricultura, o comércio e a industria estavam arruinados, ou seja , o país atravessava uma grave crise económica. 
  • a família real continuava no Brasil.
  • O governo do país era controlado pelos ingleses que dominavam também os grandes negócios, prejudicando os comerciantes portugueses. 
  • a população vivia sobrecarregada de impostos. 
   Devido a este ambiente de crise, muitos portugueses sentiram-se atraídos pelas ideias de liberdade e de igualdade que os soldados franceses foram divulgando durante as invasões. 

   Assim, o descontentamento da população, a ausência do rei e as ideias liberais trazidas pelos soldados franceses levaram a que um grupo de portugueses preparasse uma revolução. 

   Em 1818, formou-se, no Porto, uma associação secreta - o Sinédrio.Esta associação, dirigida por Manuel Fernandes Tomás, tinha como objectivo preparar uma revolução.
   
  No dia 24 de Agosto de 1820 iniciou-se , no Porto, a Revolução Liberal.
  Nos dias seguintes a revolta estendeu-se a Lisboa e ao resto do país. A população aderiu à Revolução apoiando os Revolucionários. 

 

O Antigo Regime português – A sociedade de ordens

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

UMA SOCIEDADE ESTRATIFICADA E HIERARQUIZADA

   A sociedade europeia dos séculos XVII e XVIII era uma sociedade de ordens fortemente estratificada e hierarquizada, com base no nascimento e na função social de cada individuo desempenhava. As principais ordens ou estratos eram o clero, a nobreza e o povo . esta sociedade regia-se pela desigualdade dos estatutos sociais e jurídicos conferidos a cada ordem.

  

OS PREVILEGIADOS

   O Clero e a Nobreza, apesar de representarem apenas cerca de 2% da população, impunham-se pelos privilégios e riquezas que possuíam.

   Em Portugal, O Clero possuía grande parte das terras. Dividia-se em alto clero e baixo clero, conforme as funções exercidas e o nível de vida. Muitos elementos dos clero eram filhos deserdados da nobreza que, não dispondo de bens próprios, seguiam a vida religiosa. Apesar da perda de privilégios, devido à centralização do poder, O Clero continuava a não pagar impostos e a ser julgado em tribunal próprio.

   Quanto à Nobreza, o seu prestígio aumentava cada vez mais. Gozava de privilégios como isenção de impostos e leis próprias. Os Nobres eram também proprietários de terras e alguns recebiam lucros da sua participação no comércio. Existiam também na Nobreza diferentes categorias.

OS NÃO PREVILEGIADOS

   No Terceiro Estado, também existiam vários estratos. O mais importante era o da alta burguesia, constituído por homens de negócios, banqueiros e letrados que exerciam altos cargos na administração e possuíam grande poder económico. Muitos deles eram cristãos-novos, o que fez com que fossem alvo de perseguições por parte da Inquisição. Distinguiam-se ainda a média e pequena burguesias, constituídas por pequenos proprietários, comerciantes e artífices. Nos estratos inferiores da sociedade situavam-se os camponeses, artesãos, pedintes e escravos, vivendo muitos deles em condições miseráveis.

 

ESTRATOS, FUNÇÕES E PRIVILÉGIOS DO CLERO E DA NOBREZA

 

CLERO
NOBREZA
Estratos
Funções
Estratos
Funções
Alto Clero
(arcebispos, bispos e abades)
Religiosas e políticas
Nobreza de espada
Cargos na corte, no exército e na administração ultramarina
Baixo Clero
(monges, frades e párocos)
Religiosas e ensino
Nobreza da província
Administração dos domínios senhoriais
Nobreza de toga
Altos funcionários e magistrados
PRIVILÉGIOS
Isenção de impostos e de serviço militar.
Tribunal próprio
Isenção de Impostos.
Posse de propriedades e jurisdição sobre os moradores.
Altos cargos administrativos.
 

O antigo regime português – o mercantilismo

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
A AGRICULTURA E O COMÉRCIOABSOLUTISMO E MERCANTILISMO

      A economia do Antigo Regime caracterizou-se pelo predomínio das actividades agrícola e mercantil.  A produtividade agrícola era fraca devido às técnicas e aos instrumentos utilizados ( tradicionais e rudimentares) e ao regime senhorial de exploração da terra. Nos séculos XVII e XVIII, a actividade mercantil tornou-se mais lucrativa e dinâmica. Portugal, como outros países que possuíam domínios ultramarinos, praticava a política de exclusivo colonial. Assim se desenvolveu um crescente tráfico colonial entre a Europa, a África e a América, mas a maioria do nosso comércio externo era realizado por mercadores estrangeiros.
   O valor das nossas importações não era integralmente coberto pelas exportações, o que fazia a balança comercial portuguesa apresentar sucessivamente saldos negativos, mas as vendas dos géneros comerciais permitiam sustentar as importações dos produtos manufacturados. A partir de 1670 os preços dos géneros coloniais ( como o açúcar e o tabaco) começaram a baixar, pois os rendimentos das exportações desceram a níveis muito inferiores às elevadas importações, dando origem a uma crise comercial agravada pelo facto de os compradores habituais de açúcar e tabaco passarem não só a produzi-los nas suas colónias como a procurarem outros mercados.

A POLÍTICA MERCANTILISTA
   Por essa altura,  a  politica dominante na Europa era o mercantilismo , em que os governantes procuravam que a balança dos seus países fosse positiva através do proteccionismo das actividades nacionais. Colbert, em França, tomou um conjunto de medidas que foram adoptadas por outros Estados Europeus. Em Portugal destacaram-se as medidas do conde de  Ericeira: fundação e protecção de manufacturas, nomeadamente da indústria têxtil; vinda de técnicos estrangeiros especializados; monopólio de produtos; aumento de taxas alfandegárias sobre produtos concorrentes à produção nacional e publicação das pragmáticas.
   A partir de 1699 o ouro brasileiro começa a achegar a Portugal, abandonando-se muitas das restrições impostas com a doutrina mercantilista e a política proteccionista. Tal agravou de novo o défice da balança comercial sendo os pagamentos em ouro, principal meio de pagamento da época, a compensar esse défice. Por outro lado a industria têxtil seria ainda mais prejudicada com o Tratado de Methuem em 1703, entre Portugal e Inglaterra, com o objectivo de garantir um mercado certo para os vinhos portugueses e o fim do contrabando dos têxteis ingleses.

CONCEITOS A  COMPREENDER E RELACIONAR:
ANTIGO REGIME – Período histórico que vai do século XVII até às revoluções liberais.
BALANÇA COMERCIAL – Relação entre o valor total de importações e de exportações efectuadas por um país.
CRISE COMERCIAL – Desequilíbrio acentuado da Balança comercial.
MERCANTILISMO -  Doutrina politica e económica aplicada na Europa nos séculos XVII e XVIII que defendia que a riqueza dos Estados consistia na posse de metais preciosos. Para tal, aumentavam-se as exportações e restringiam-se as importações.
PROTECCIONISMO- Política económica que visa proteger e desenvolver a industria nacional.
PRAGMÁTICAS –  Leis que proibiam a exibição de artigos de luxo, na sua maioria importados, e o uso de tecidos que não fossem de produção nacional.
 

A Formação de Portugal e Alargamento do território

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

O mundo romano no apogeu do Império

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

Os Romanos na Península Ibérica

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

  O grande Império dos Romanos incluía também a península Ibérica. A sua conquista não foi fácil, tendo demorado quase dois séculos. Entre as tribos que mais resistiram ao domínio Romano conta-se a dos Lusitanos , povo de pastores que habitava a Norte do Tejo. Comandados por Viriato, os Lusitanos distinguiram-se pela sua bravura e determinação.

 

   Depois de pacificada a Península, os romanos puderam desenvolver livremente a sua acçEstrada Romanaão civilizadora (romanização). As populações fixaram-se nas planícies, onde passaram a dedicar-se à agricultura e ao comércio. Depressa surgiram cidades que, ligadas por uma notável rede de estradas, deram à Península Ibérica, sobretudo a Sul, onde a romanização foi mais intensa, o carácter urbano e comercial que marca a civilização romana.

 

Templo romano de Évora

   Em território peninsular podemos ainda ver vestígios do domínio romano, que durou cerca de seis séculos: ruínas de cidades, estradas, pontes, aquedutos, templos e muitos outros. Mas o mais importante de todos é a nossa língua, o português, que tem origem no latim, a língua dos Romanos.

 

O Mundo Romano No Apogeu Do Império -II

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

URBANISMO E ARTE – RELIGIÃO E LITERATURA – INSTITUIÇÕES POLÍTICAS

 

Urbanismo e arte

Coliseu de Roma (70 – 82 d.C.) Roma, Itália

   As cidades eram planificadas. Na arquitectura, os Romanos imitaram a arte grega, se bem que os seus monumentos fossem maiores e de pendor utilitário, pois achavam que tudo o que era belo também devia ser útil.

 

   O fórum era um lugar de encontros políticos e negócios. As termas eram muito frequentadas como lugares de lazer, leitura ou ginástica. os teatros ou coliseus, lugares de espectáculos. Os templos, lugares de oração, e os arcos de triunfo, manifestavam as vitórias alcançadas.

    “Todos os caminhos vão dar a Roma.”, máxima que ainda hoje se usa, significava que todas as cidades do Império estavam ligadas por boas estradas, pontes e aquedutos.

   Na arte, os Romanos foram práticos e funcionais, optando pela robustez (durabilidade) e realismo, sendo bustos, estátuas e pinturas muito parecidos com os originais.

   Usaram o relevo carte-romanaomo elemento decorativo  e também narrativo ao servir para perpetuar as suas vitórias e feitos. Foi uma arte universalista que se espalhou por um vasto império.

 

 

 

 

 

Religião e literatura

Altar doméstico para culto particular

  Politeístas, os Romanos foram aceitando os deuses dos povos conquistados, como por exemplo, os dos Gregos, a quem apenas mudaram o nome: a deusa do amor chamava-se Afrodite na Grécia e Vénus em Roma. Praticavam o culto familiar a uns deuses caseiros e um culto público aos grandes deuses.

   No período imperial praticavam culto ao imperador. Com a aparecimento do cristianismo, uma vez mais alteraram os princípios  religiosos.

   Porque saber falar em assembleia e convencer pela palavra era muito importante, os Romanos desenvolveram a retórica e a oratória. Na literatura, destacaram-se Horácio, Ovídio e Virgílio, e na História, Tito Lívio. Na filosofia, Séneca e Marco Aurélio deixaram obra de grande relevo.

 

Instituições políticas

 

   Octávio César Augusto Inicialmente, Roma foi governada por reis – era uma Monarquia.

    Em 509 a. C., passou a ser governada por um grupo de magistrados, que recebiam conselhos de um senado (antigos magistrados) e era eleito pelo povo em comícios. Era uma República.

   No século I a. C., por questões de eficácia, após algumas lutas internas, o regime alterou-se. Surgiu o Império.

   O primeiro Imperador foi Octávio, que, embora mantivesse os órgãos anteriores, retirou-lhes o poder, concentrando-o na sua pessoa: assumiu-se Pontífice Máximo, passou a receber culto e adoptou o sobrenome só dado a deuses – Augusto. Recebeu o nome de Octávio César Augusto.

   Passou a ser considerado uma figura sagrada, venerada por todos os habitantes.

   O Império foi dividido em províncias, cuja administração podia depender directamente do Imperador ou do senado, dando origem às Províncias Imperatoriais ou Senatoriais.

 
 
Copyright © 2013. HISTÓRIA VIVA - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger