Ultimos Artigos

1383-85 – Um Tempo de Revolução

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
Lê a ficha com atenção e responde correctamente às questões que se seguem.


1.1 – Uma oração medieval dizia o seguinte:”Da fome, da peste e da guerra, livrai-nos, Senhor”
1.1- Explica em que medida as condições de higiene e alimentação contribuíam para o aparecimento de pestes.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


2.1- Explica a razão por que D. Beatriz era a herdeira legítima do trono.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
2.2- Por que motivo o Mestre de Avis também podia ser rei?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________

2.3- Por que razão se revoltaram os burgueses e o povo em 1383?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________



2.4- Diz quem formava, sobretudo:
a)      o partido do Mestre______________________________________________
b)      o partido de Castela______________________________________________



3.1- Escreve no mapa o nome da cidade que foi cercada pelos castelhanos.


4.1- Quais os exércitos que se defrontaram na batalha de Aljubarrota?
______________________________________________________________________

4.2- Qual foi o resultado desta batalha?
______________________________________________________________________
5 – Completa os espaços em branco.
O Mestre de Avis foi aclamado rei de Portugal com o nome de ___________, nas cortes que se realizaram na cidade de ________________, no ano de __________. Deste modo teve início a ____________ dinastia dos reis de Portugal que se chamou dinastia de ____________.






6 - Resolve as palavras cruzadas.
1 – Peste que em 1348 matou um terço da população portuguesa.
2 – Nome da herdeira legitima ao trono de Portugal em 1383.
3 – Mestre que foi escolhido como Regedor e Defensor do Reino.
4 – Fernão Lopes descreveu os acontecimentos desta época nas suas…
5 – Desse reino podiam os Portugueses ficar dependentes.
6 – As revoltas do povo foram incitadas por eles.
7 – Assembleia com representantes de todos os grupos sociais que aconselhavam o rei (começa por c).
8 – João, Mestre de Avis, foi o primeiro rei de uma nova …
9 – Batalha onde se decidiu a vitória definitiva dos Portugueses.





1



R














2

E














3

V













4
C
R
O
N
I
C
A
S





5





L














6

U















7
Ç












8



A







9








O









 

Evolução Política em Atenas

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
Ficha informativa
Assunto: A ordem democrática: o caso ateniense .

Evolução Política em Atenas
1. Monarquia (até ao séc. VII A.C) -regime político no qual o rei governa a cidade com todos os poderes: político, militar e religioso.
2. Aristocracia / Oligarquia (séc. VII A.C) -regime em que o poder pertence a um pequeno número de famílias ricas e poderosas.
3. A acção dos Reformadores:
3.1. Drácon (621 A.C) -A revolução draconiana não foi só o estabelecimento de normas válidas para todos: ela visou também a exigência da publicidade dos julgamentos. Doravante o poder tradicional que continuava nas mãos dos nobres, teria de explicar publicamente as decisões judiciárias, o que equivalia ao aparecimento do logos. Foi o triunfo da linguagem comum.
3.2. Sólon (594-593 A.C) -medidas:
* Decretou a libertação dos camponeses que tinham sido escravizados por dívidas;
* Impôs limites às propriedades agrárias;
* Reformou o sistema monetário e fomentou o comércio e as atividades artesanais, dando a muitos metecos a oportunidade de enriquecerem;
* Repartiu os cidadãos em 4 classes conforme as suas posses.
3.3. Tirania (séc.VI A.C) -regime político em que o poder é usurpado pela força e é exercido por um homem [tirano] apoiado numa pequena parte do povo sem atender às instituições tradicionais.
3.4. Reformas de Pisístrato (560-572 A.C) :
* Procedeu a uma reforma agrária, confiscando terras aos nobres e distribuindo-as pelo campesinato;
* Assegurou o abastecimento de trigo, fundação de feitorias comerciais e colónias;
* Mandou embelezar a cidade iniciando a construção dos templos da Acrópole: o Pártenon, o templo de Zeus, etc.;
* Organizou festas e cultos religiosos .
* Ordenou a compilação dos Poemas Homéricos
3.5. Reformas de Clístenes (508-507 A.C) :
* Toda a Ática dividida em 100 demos, circunscrições territoriais, de dimensões semelhantes, agrupados em 10 tribos.
* Cada tribo incluiria, obrigatoriamente, demos da cidade [Atenas e arredores], da costa e do interior [montanha e planície], de modo a misturarem-se os vários grupos sociais e evitar-se o desenvolvimento de interesses regionais que prejudicassem a comunidade.
* Todos os homens nascidos livres na Ática seriam cidadãos beneficiando da igualdade perante a lei [isonomia] e de iguais direitos políticos [isocracia].
* O cidadão ateniense passaria a designar-se pelo nome do demos onde vivia, no qual devia registar-se, e não mais pelo da família [patronímico].
* De todas as tribos retirar-se-iam, em igual número, os magistrados e os membros das assembleias.
* A fim de evitar qualquer forma de tirania estabeleceu o ostracismo: a assembleia do povo podia expulsar da cidade, por 10 anos, qualquer pessoa que demonstrasse ambição pessoal.
Conclusão: De futuro, todo o indivíduo, nascido livre no território de Atenas, identificar-se-ia social e politicamente, não pela sua classe, mas pelo demos que habitava.
3.6. Reformas de Péricles:
* As mistoforias -remunerações para os cargos de juiz, depois extensíveis aos de buleuta e de arconte, assim como à participação nos trabalhos da Eclésia.


 

PREPARAÇÃO PARA O 1º TESTE DE HISTÓRIA A - 10º ANO

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
UNIDADE 1: O MUNDO ATENIENSE


Democracia antiga

Foi na Grécia, mais propriamente na cidade-estado (polis) de Atenas, no século V a.C. que nasceu a democracia. Era uma forma de governo totalmente nova e os seus criadores achavam ser a mais justa e a mais conforme com a dignidade do ser humano.
A Grécia foi, entre os séculos XX e XVII, invadida por sucessivas vagas de povos indo-europeus que aí se instalaram. Juntos deram origem aos Gregos ou Helenos (Helenos porque se julgavam filhos de Hélen) (Gregos foi-lhes dado mais tarde pelos latinos)


Um mundo de cidades-Estado

A Grécia antiga compreende-se na Península balcânica (Grécia continental), nas costas da Ásia menor (Grécia asiática), e entre estas duas margens, as numerosas ilhas que pontuam o mar Egeu (Grécia insular). O território grego é um território montanhoso e recortado que o mar mediterrâneo penetra profundamente.


A Polis

A polis termo pelo qual os gregos designavam as pequenas comunidades em que viviam.

O mundo helénico era constituído por uma multiplicidade de polis, minúsculas comunidades independentes organizadas em torno de um núcleo urbano.
Cada polis (ou cidade-Estado), ocupava naturalmente um território próprio.
A Atenas, por exemplo, pertencia a Ática. A Ática incluía zonas agrícolas e montanhosas, um porto de mar, o Pireu, tudo girando em volta da cidade. Os cidadãos atenienses viviam indiscriminadamente em qualquer lugar da Ática, dedicando-se às mais variadas ocupações.
A população de Atenas era sua na maioria, formada por escravos e estrangeiros, aos quais não era reconhecido o estatuto de cidadão. Por isso, o corpo cívico (conjunto de cidadãos) era muito reduzido.
Aos cidadãos, e só a eles, cabia a condução dos negócios públicos, a organização das cerimónias religiosas e a feitura das leis, às quais os gregos davam enorme respeito.
O território, o corpo cívico e um conjunto de leis próprias eram, pois, imprescindíveis à existência da polis. Os Gregos pensavam que a sua sobrevivência como comunidade autónoma só estaria assegurada se a polis se bastasse a si própria em todos os aspectos, nomeadamente no aspecto económico.
Este ideal de autarcia, palavra grega que significa auto-suficiência, prendia-se não só com o espírito orgulhoso e independente dos helenos, como as profundas rivalidades que dividiram as cidades-Estado e semearam entre elas a discórdia a até a guerra.
Para os Gregos, a pequena polis tinha a dimensão ideal, aquela que permitia, bem melhor do que a dos grandes impérios, desenvolver a habilidade politica e as qualidades morais, estéticas e intelectuais dos cidadãos que a constituíam.



A organização do espaço cívico

A acrópole era o centro da vida religiosa e politica da cidade. Aí se situavam as residências do rei e dos nobres e os principais templos.

Porém, com o passar do tempo, a acrópole tornou-se sobretudo um local de culto. Nela se erguiam os principais templos da cidade e para ela se encaminhavam tanto as grandes procissões como aqueles que, individualmente, pretendiam honrar os deuses com as suas oferendas.

A vida quotidiana das cidades das cidades helénicas desenrolava-se, sobretudo, na parte mas baixa da cidade, onde se situava a ágora ou praça pública.

A ágora era a praça pública das cidades gregas, localizada na sua parte mais baixa. Era o centro político, económico e social da cidade, partilhando ainda com a acrópole funções religiosas.

É na ágora que, durante a manha, se realiza o mercado e, durante a tarde, os cidadãos se encontram para conviver e discutir os assuntos da polis. Constroem-se também templos e altares, porque a religiosidade dos Gregos obriga a que os deuses estejam por toda a parte.
Em redor da agora espalham-me casas, de inicio desalinhadamente, depois, em algumas cidades gregas, alinhadas de forma geométrica.

Valorizando a vida cívica e religiosa, os Gregos erigiam templos e edifícios públicos requintados, obra dos seus melhores artistas. Na agora e na acrópole situavam-se, por isso, os mais belos edifícios da cidade. Em contrapartida, os bairros residenciais eram geralmente acanhados, com ruas estreitas e pequenas casas cúbicas.

O homem Grego desconhecia aquilo a que chamamos “comodidades”, pois levava uma vida simples e austera. Era ao ar livre que o homem grego passava grande parte do seu tempo, que tratava dos negócios públicos e privados, que convivia, que filosofava, que exercitava o corpo, que assistia as peças de teatro…


Democracia Ateniense

No conjunto das cidades-Estado gregas, Atenas ocupava um lugar destacado. Para além do seu poderio económico e militar, a polis ateniense tornou-se num brilhante centro cultural e político.
Um dos aspectos que mais contribuíram para o prestígio da cidade foi a sua original forma de governo. Os Atenienses chamaram-lhe democracia.
Este sistema democrático não se implantou facilmente. De inicio o governo da cidade estava reservado, em exclusivo, a um conjunto de ricos proprietários que só muito dificilmente aceitaram abrir mão do seu poder





Os direitos dos cidadãos: insomomia, isocracia e isegoria

Fundamento dos regimes democráticos, a igualdade entre todos os cidadãos.

Em 1º lugar, a igualdade perante a lei ou insonomia. A nenhum cidadão são concebidos privilégios baseados na riqueza ou no prestígio da sua família

Em 2º lugar, a igualdade de acesso aos casos políticos ou isocracia. Todo o cidadão ateniense tinha o direito e o dever de participar no governo da polis. Todos tinham igual direito de voto.

Em 3º e ultimo lugar, o igual direito de todos ao uso da palavra ou isegoria. Nas assembleias, nos tribunais ou no exército das magistraturas, todos podiam defender livremente as suas opiniões.


Uma democracia directa

Na Grécia não havia partidos políticos nem havia um corpo Professional de juízes ou de altos funcionários do Estado. Cada cidadão actuava por si próprio, desempenhando à vez, os cargos necessários ao bom andamento dos assuntos da cidade. A democracia grega era, por isso, uma democracia directa e todo aquele que se desinteressava dos assuntos públicos era malvisto pela polis.


O exercito dos poderes

A eclésia ou Assembleia Popular
- assembleia de todos os cidadãos. Competia à eclésia discutir e votar as leis, decidir da paz da guerra, apreciar a actuação dos magistrados ou deliberar sobre outro qualquer assunto que respeitasse ao governo da cidade


UMA ASSEMBLEIA

A bulé ou conselho dos 500
- poder legislativo (fazer as leis), uma vez que elaborava as propostas do rei e toma decisões correntes. Formavam este concelho 500 membros, sorteados anualmente, à razão de 50 por tribo. Ninguém podia ser membro da bulé mais de duas vezes na vida

DOIS MAGISTRADOS

Os estrategos
- 10 magistrados eleito anualmente. Os únicos magistrados eleitos com base na sua competência. Funções militares. Comandavam a marinha e o exército

Os arcontes
- 10 magistrados, sorteados anualmente. Presidiam aos tribunais. Competia-lhes as funções religiosas e judiciais. Verificam as leis

DOIS TRIBUNAIS

O areópago
- 6000 juízes, sorteados anualmente. Tribunal formado por antigos arcontes, normalmente pessoas de idade que exerciam o cargo vitaliciamente. Julga crimes de homicídio, incêndios e envenenamentos. Questões religiosas

O helieu ou tribunal popular
- 6000 juízes com mais de 30 anos, sorteados anualmente. Tribunal que julga a maior parte dos processos


A importância da oratória

A oratória era o dom da palavra que permitia convencer e brilhar em politica. Todo o cidadão devia estar preparado para apresentar propostas e discuti-las na eclésia. Os oradores brilhantes desfrutavam de um elevado prestigio


A protecção à democracia

Muitos políticos, mais interessados nos benificios que podiam conseguir para si próprios do que no bem comum, aliciavam os atenienses com propostas pouco sensatas e irrealizáveis para conseguirem o apoio popular. Então, o grande perigo que a democracia receava era a tomada do poder por um só homem. Para o impedir e para evitar excessivos confrontos pessoais entre os cidadãos, os legisladores atenienses estabeleceram o ostracismo.
O ostracismo era quando os membros da eclésia escreviam, numa pequena placa de barro, o nome de um cidadão que perturbasse o bom funcionamento democrático. Caso se reunissem 6000 votos com o mesmo nome, o ostracizado deixava a cidade por 10 anos.


Os limites da democracia antiga

A Ática teria, na segunda metade do século V a.C., uma população de cerca de 400 000 habitantes. Destes, apenas 40 000 eram cidadãos atenienses. Juntamente com as mulheres e filhos, os cidadãos deveriam formar um conjunto de 120 000 pessoas. Mas as mulheres não contam politicamente. Eram apenas mulheres, não eram cidadãs.
Tinham o estatuto de cidadão os indivíduos de sexo masculino, filhos de pai e mãe atenienses, aos quais estavam reservados, a governação da cidade e outros privilégios (casas, terras)
Os metecos atingiam 70 000 a 90 000 habitantes. Os metecos tinham participação na vida politica mas não eram considerados cidadãos.
Por fim, em maior quantidade, 200 000 escravos despojados de todos os direitos e até da sua condição de ser humano




Os excluídos: mulheres, metecos e escravos

As mulheres atenienses poucos direitos tinham. As mulheres dedicavam-se aos trabalhos domésticos e a educação das crianças. Não lhes era reconhecido o direito de se disporem da sua pessoa ou de administrarem os seus bens. Se enviuvavam, ficavam sob a autoridade do filho mais velho, ou, se não tiverem filhos, do parente mais próximo.
Nas casas abastadas, as mulheres habitavam numa zona específica, o gineceu, onde acompanhadas pelas escravas passavam a maior parte da vida. Com excepção das grandes festas religiosas, em que participavam só muito raramente, saíam a rua. Não iam sequer ao mercado. As compras eram tarefa e privilégio masculino.
A sua maior virtude era passarem despercebidas (fazer com que falassem dela o menos possível, para o bem ou para o mal)

Meteco, designação dada ao estrangeiro, geralmente oriundo do mundo grego, que residia na polis ateniense. Em Atenas estava-lhe vedada a aquisição de terras e a participação na vida politica. A lei impedia-os de participar no governo, desposar uma ateniense e de possuir terras ou casas. Estavam obrigados a pagar um imposto, o metécio, e à prestação de serviço militar.
Os metecos desempenham um papel económico muito importante, assegurando a maior parte da produção artesanal e das trocas comerciais. Foram poucos os que conseguiram elevar-se à condição de cidadãos.

Os escravos constituíam praticamente metade da população da Ática. Eram na sua maioria, de origem estrangeira - prisioneiros de guerra ou adquiridos nos mercados da Ásia menor. A lei não lhes reconhecia personalidade civil, nem família e muito menos, o direito de possuir bens. Os escravos eram considerados como uma vulgar mercadoria e até equiparados a animais


A educação para o exercício público do poder

Em Atenas, é necessário converter os jovens em homens cultos, corajosos, sensíveis, ao belo e empenhados na vida politica da cidade.
Até aos 7 anos, as crianças eram educadas pela mãe no gineceu. A partir daí eram orientadas para os papéis que, mais tarde, deveriam assumir na sociedade: as raparigas ficavam em casa, onde aprendiam todos os louvores que competiam à mulher. Os rapazes iam a escola e preparavam-se para ser cidadãos.
O estado recomendava que aprendessem a nadar, a ler, a escrever e que praticassem exercícios físicos. O currículo compreendia-se na aprendizagem da leitura, da escrita e da aritmética.
A educação intelectual era contemplada com a preparação física. Exercitar o corpo era considerado tão necessário para exercitar a mente. Um cidadão tinha um serviço militar a cumprir, e, por isso deveria estar pronto para defender a sua polis sempre que necessário.
A preparação física continuava, a partir dos 15 anos, em escolas próprias, os ginásios. Nos ginásios ensinavam-se também matemática e filosofia.
No decurso do século V. a.C. correspondendo às necessidades oratórias abertas pela democracia, surgiram os sofistas, professores itinerantes que andavam de cidade em cidade, fazendo conferências e dando aulas.
Durante muito tempo, o termo “sofista” assumiu o sentido pejorativo de pessoa pouco recta, arrogante e superficial.
Apesar do escândalo que provocaram nos mais velhos por se fazerem pagar, o facto é que deslumbraram os jovens devido ao seu saber inciclopedico.


 

A sociedade europeia nos séculos IX a XII

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

1 Caracteriza a sociedade tripartida da Idade Média.
A sociedade medieval estava dividida em três grupos sociais (sociedade tripartida), tendo cada um deles uma função específica: a nobreza defendia, o clero rezava pela protecção divina e o povo trabalhava para o sustento de todos

2 Distingue os três grupos sociais quanto a funções e privilégios.
Havia um pequeno número de privilegiados porque possuíam a maior parte das terras e dispunha de muitos direitos e regalias, nomeadamente a isenção de impostos: era a nobreza e o clero.
O  povo era o grupo de não-privilegiados, constituída sobretudo por camponeses (colonos e servos), que trabalhavam nas terras da nobreza e do clero. Pagavam impostos ao rei e rendas aos proprietários das terras.

3 Descreve a organização dos domínios senhoriais.
Os domínios senhoriais estavam divididos em duas partes: a reserva (explorada directamente pelo senhor) e os mansos (exploradas pelos camponeses)
Em troca da exploração da terra, os camponeses estavam sujeitos a uma série de obrigações: rendas em dinheiro, em géneros e a prestação de corveias (trabalho gratuito na reserva do senhor)
4 Justifica as relações de dependência estabelecidas no domínio senhorial.
Os camponeses estavam na total dependência dos proprietários das terras porque dependiam do trabalho da terra para a sua sobrevivência.

5 Descreve as relações de dependência existentes entre a nobreza.
Entre os grupos privilegiados, havia relações de vassalagem, ou seja, laços de entreajuda e de dependência entre o senhor mais poderoso (o suserano) e os nobres menos poderosos (os vassalos)

6 Descreve as etapas do contrato de vassalagem.
O contrato de vassalagem celebrava-se através das seguintes cerimónias: homenagem (o vassalo colocava-se na dependência do senhor); o juramento de fidelidade e de obediência por parte do vassalo e a investidura, na qual o suserano recompensava o vassalo com um benefício (dinheiro, cargo ou terra)

7 Diz em que consiste a pirâmide feudal.
Devido às relações de vassalagem entre nobre mais importantes e menos importantes, vai estabelecer-se uma hierarquia de dependências. À hierarquia ou cadeia de dependências é costume chamar-se pirâmide feudal. O rei é o suserano dos suseranos.
 

A Europa Cristã e o Islão nos séculos VI a IX

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF

 1. Quem eram os Germanos?
Os Germanos, a quem os Romanos chamavam Bárbaros (porque não tinham a mesma cultura que os Romanos, não falavam latim, não tinham os mesmos costumes, ...), invadiram a Europa, conduzindo à queda do Império Romano do Ocidente, em 476.
2. Identifica os povos bárbaros que invadiram a Europa no século V e as regiões conquistadas.
Os Ostrogodos invadiram a Península Itálica, os Francos a Gália, os Visigodos e os Suevos a Península Ibérica e os anglo-saxões a Britânia.
3. Quais foram as consequências políticas das invasões bárbaras?
O Império Romano do Ocidente desagregou-se e formaram-se novos reinos, iniciando-se um período que é costume designar-se Idade Média (do século V ao século XV): o dos Suevos e dos Visigodos na Península Ibérica; o dos Francos em França, o dos Anglo-Saxões na Grã-Bretanha, o dos Ostrogodos na Península Itálica e  dos Vândalos no Norte de África.
4. Descreve a importância da Igreja na época.
Nesta época, o prestígio da Igreja Católica aumentou, graças à cristianização dos bárbaros e ao facto de, muitas vezes, terem sido os bispos a organizar a defesa das cidades.
5. Descreve as consequências económicas das invasões bárbaras.
Devido às invasões bárbaras, vivia-se um clima de insegurança e de medo.
O clima de insegurança provocou a regressão económica: o comércio enfraqueceu, as cidades diminuíram de tamanho e perderam a sua importância, e a economia ruralizou-se, ou seja, a principal atividade económica passou a ser a agricultura. Em vez de uma economia mercantil, urbana e monetária, passa a existir uma economia de subsistência, isto é, as pessoas sobreviviam à custa daquilo que produziam. A posse da terra passa a ser sinónimo de poder e de riqueza.
6. Identifica os povos invasores durante a 2ª vaga de invasões.
Os povos que invadiram a Europa numa 2ª vaga (séculos IX a XI) foram os Vikings (todo o litoral da Europa), os Muçulmanos ( litoral da Europa Mediterrânica) e os Húngaros (Europa de leste)
7. Descreve as principais ideias do Islamismo
As principais ideias do Islamismo são:
- Considerando-se portador da palavra de Deus (profeta), Maomé deu origem a uma nova religião monoteísta: o Islamismo (=submissão à vontade de Deus)
- O livro sagrado dos muçulmanos (= crentes) é o Alcorão.
- A religião assenta nos cinco pilares da fé (as obrigações religiosas que todos os Muçulmanos têm de cumprir, nomeadamente o jejum durante o Ramadão e a peregrinação à cidade de Meca)
- A Hégira consiste na fuga de Maomé de Meca para Medina.
8. Descreve a expansão política e comercial dos muçulmanos nos séculos VII a IX.
Os califas (=chefes religiosos e políticos) iniciaram o movimento de expansão, formando um grande Império, que ia da Península Ibérica ao rio Indo, na Ásia, ocupando todo o Norte de África e o Médio Oriente. Em todo o Império, os muçulmanos desenvolveram uma vasta rede de rotas comerciais.
9. Indica alguns contributos da civilização islâmica.
Os Muçulmanos, entre os séculos VII a IX, desenvolveram uma cultura extremamente rica e criativa, nomeadamente no domínio da ciência, da literatura e da arte. Foram eles os responsáveis pela numeração árabe e o aparecimento do número zero
 

Invasões Bárbaras

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 

A Formação de Portugal

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
A formação de Portugal Resumo
Download
 

A Sociedade Europeia nos séculos IX a XII

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF



A Sociedade Europeia nos séculos IX a XII

Download
 

As-Sociedades-Recolectoras

Print Friendly Version of this page Print Get a PDF version of this webpage PDF
 
 
Copyright © 2013. HISTÓRIA VIVA - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger