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Resumo de História A 12º ano

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Resumo de História:

1.       Refira três realizações do Estado de Providência:
A partir do documento podemos verificar que o Estado, após a estruturação do Estado Providência passou a funcionar como um elemento participante da economia, ao constituir-se como uma empresa empregadora, concorrendo com a iniciativa privada; um elemento regulador, pois intervém na orientação politica e económica nacional com medidas legislativas, nomeadamente, na nacionalização da economia, no controlo da produção industrial privada, no estabelecimento de horários de trabalho, na fixação de metas salariais e na definição de políticas fiscais, no sentido de promover uma maior justiça social. Por último, funciona como promotor da justiça social, pois como podemos observar no documento 1, deve ser preocupação do Estado implementar sistemas de redistribuição mais equitativa do Serviço Nacional de Saúde (“E fundamental (…) que ninguém seja impedido de procurar assistência médica por razoes económicas”) canalizando-as para a promoção da qualidade de vida dos cidadãos.  

2.       Explique, três evidências de prosperidade económica do mundo capitalista:
O GATT, tem em vista harmonizar as políticas aduaneiras dos Estados signatários no sentido de viabilizar de forma mais eficaz, as políticas de recuperação económicas acordados nos acordos de Bretton-Woods, encontrava na OECE um mecanismo de cooperação europeia no combate a manifestações nacionalistas que tão más consequências tinham provocado no primeiro pós-guerra. Os países beneficiários, no âmbito do plano de ajuda americana, Plano Marshall, foram convidados a criarem a OECE como organismo de coordenação da ajuda financeira prestada e das relações económicas entre si estabelecidas. Entre 1945 e 1973, a produção mundial mais do que triplicou e, em certos setores, como a produção energética e automóvel, multiplicou-se por dez. As economias cresceram de forma contínua sem períodos de crise, registando apenas, pequenos abrandamentos de ritmo. Estes cerca de trinta anos de uma prosperidade material sem precedentes ficaram na história como os “trinta gloriosos”. Este período, teve diversas características, como por exemplo: a aceleração do progresso tecnológico, atingindo todos os setores, desde a medicina, à aeronáutica, à eletrónica, entre outros, estas inovações tecnológicas revolucionaram a vida quotidiana e os processos de produção; o crescimento do setor terciário, o surto espetacular das trocas comerciais, os serviços sociais prestados pelo Estado e a complexidade crescente da administração das empresas multiplicaram o número de pontos de trabalho neste setor, contribuindo para o aumento do nível de vida e equilíbrio social; e ainda, o aumento significativo da população ativa proporcionado pelo reforço da mão-de-obra feminina no mercado do trabalho, o baby-boom e imigração de trabalhadores, graças ao aumento da escolaridade a mão-de-obra tornou-se mais qualificada, no entanto, ainda existe mão-de-obra não qualificada, em virtude dos imigrantes com baixo nível escolar.
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4.       O início da Guerra Fria: focos de tensão e áreas de influência:
A Guerra Fria, era o ambiente de tensão que caracterizou as relações entre os governos americanos e soviéticos, desde o final da segunda guerra, 1945, até à dissolução da URSS, 1991. A Guerra Fria teve início após a segunda guerra mundial, quando as duas superpotências assumiram a separação ideológica dos seus modos de vida pela implementação da doutrina Truman e Jdanov, doc 1 e 2, e, para além do medo de um conflito armado que conduziria a uma terceira guerra mundial com consequências imagináveis para a raça humana, que ultrapassariam as da segunda guerra, e que por isso levou a uma competição entre os EUA e a URSS na corrida ao armamento, na conquista espacial, bem como a corrida às áreas de influência. A Europa ficou dividida pela famosa “cortina-de-ferro”, com o apoio aos EUA na Europa Ocidental, e o apoio à URSS na Europa de Leste. Importa ainda, fazer referencia à questão Alemã, na qual a Alemanha ficou dividida em quatro partes, doc5, cujas fronteiras temporárias foram definidas na Conferência de Ialta com a intenção de incluir e mais confirmados, com a divisão entre os EUA, a URSS, a Inglaterra e a França, na Conferência de Potsdam. Berlim foi também dividido, doc5, o que causou que este fosse um dos principais palcos, e também marcando o início da guerra fria, devido maioritariamente ao bloqueio de Berlim pela URSS, para impedir o avanço do modo de vida ocidental para a zona soviética de Berlim e Alemanha. Após este bloqueio tornou- se impossível comunicar por via terrestre com a zona bloqueada da URSS, e deste modo, foi organizada uma ponte aérea que fazia chegar todo o género de produtos, sendo uma manifestação de firmeza e de grande poder tecnológico dos EUA. O bloqueio à cidade de Berlim surgiu em retaliação, ao fato de, Estaline interpretar a política ocidental como um afrontamento acusando os EUA de querer criar um bastião do capitalismo.

5.       A ação dos EUA: Plano Marshall e política de alianças:
 Foi no cumprimento das obrigações impostas pelos Estados Unidos à Europa de controlo e fiscalização das suas economias e da criação de um organismo de coordenação de “ajuda económica – financeira”, o Plano Marshall, prestada e das relações entre si estabelecidas que foi possível a criação da primeira organização económica europeia a OECE. No cumprimento dessas mesmas obrigações, os países europeus irão receber a ajuda americana, o plano Marshall, doc4, para a reconstrução europeia, que se traduzirá na concessão de empréstimos, subsídios e ajuda militar. OS EUA empenharam-se por todos os meios na contenção do comunismo. A criação da OECE e o Plano Marshall estreitaram as relações entre a Europa e os EUA. Em termos politico – militares, a aliança entre os ocidentais também não tardou a oficializar-se. A pressão causada pelo Bloqueio de Berlim, doc5, aceleraram as negociações que deram origem ao Tratado do Atlântico Norte, que veio dar origem à NATO/OTAN. Esta aliança apresenta-se como uma organização empenhada em resistir a um inimigo comum, a URSS. OS EUA fizeram alianças um pouco por todo o mundo. Para além da NATO, formaram alianças multilaterais na América, como o Pacto do RIO e a OEA, formados na conferência de Bogotá, na Oceânia, em celebração do Pacto do Pacifico, com a formação da ANZUS, no sudoeste Asiático, com a formação da SEATO, e no médio oriente, em celebração do pacto de Bagdade, com a formação da CENTO. A grande consequência da intervenção americana nas economias europeias, doc4, foi a confirmação do ambiente de guerra fria, pela intensificação da influência soviética na Europa de Leste, nomeadamente a influência politica, com a formação da KOMINFORM, e a influência económica, com a formação da COMECON, e ainda a influência militar, em resposta à criação da NATO, com a formação de um bloco militar alternativo comunista, o Pacto de Varsóvia, e que em conjunto, funcionavam como principal instrumento de dominação dos países da “cortina de ferro”, doc5. NA Ásia, concretamente, na Coreia, desenvolveu-se uma guerra civil entre o norte comunista, URSS, e o sul capitalista, EUA.
6.       O mundo Comunista: Expansionismo e economias de direção central:
O fim da guerra não unificou o país, que continuou dividido. Importa ainda referir que foi o apoio da URSS que contribuiu para o culminar da propagação da República Popular da China e na independência da Indochina. Na América do Sul, a influência nota-se embora, no apoio a Fidel Castro, e em África, no apoio aos movimentos independentistas. A influência soviética em Cuba é confirmada quando os aviões americanos obtêm provas fotográficas de uma instalação de misseis russos capaz de atingir o território americano. Após a segunda guerra, a planificação económica nos regimes socialistas permitiram uma rápida recuperação dos prejuízos causados pelos esforços da guerra. Os planos quinquenais apostavam sobretudo na indústria pesada e infraestruturas. A URSS registou um crescimento industrial tão significativo que ascendeu em 1971 à quarta posição da produção nacional, doc3. No entanto, a economia de direção central também apresenta fraquezas, como por exemplo, a prioridade concedida à produção industrial conduziu à falta de investimento nos outros setores da economia, tais como, a agricultura, a produção de bens de consumo e a construção civil, o que prejudica o nível de vida da população, e ainda, a direção de toda a economia pelo Estado gerava uma pesada burocracia, o que funcionava como obstáculo do desenvolvimento e incentivava a corrupção.




7.       Identifique três objetivos que presidiram à criação da ONU:
A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, segundo o projeto Roosevelt, e tinha como principais objetivos a preservação da paz e a cooperação entre todos os povos, funcionando como agente harmonizador e promovendo o respeito “pelos direitos humanos”, evitar conflitos armados e manter a paz mundial, pela resolução dos conflitos à nascença com recurso a uma intensa atividade diplomática, e ainda, promover relações de amizade e cooperações internacionais. Estes objetivos foram confirmados na Conferência de Ialta, concretizando-se na Conferência de S. Francisco, ainda em 1945, com a Assinatura da Carta das Nações Unidas.

8.       Explicite três condições favoráveis à primeira vaga de descolonizações:

A conjuntura de guerra e pós-guerra propiciaram, de diferentes modos, a concretização dos anseios independentistas das colónias. A ONU, na sua Carta Fundadora, defende o respeito pelo princípio de igualdade de direitos e autodeterminação dos povos, o que conduziu a recomendações e intervenções da ONU a favor da parte colonizada. O apoio das superpotências, EUA e URSS, aos movimentos independentistas, por questões de ideologia, mas também com o interesse de alargarem as suas áreas de influência. O enfraquecimento das potências administrantes, no exercício do poder colonial, e a incapacidade de se oporem aos movimentos locais, que aproveitaram para se oporem contra as administrações coloniais.
 

Resumo 1º teste 10º ano

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TESTE DIAGNÓSTICO 12º ANO HISTÓRIA A

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O cabralismo e o regresso da Carta Constitucional

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O cabralismo e o regresso da Carta Constitucional
Em fevereiro de 1842, o ministro da Justiça e homem forte do regime, Costa-Cabral, através de um golpe de Estado, põe fim ao regime e à Constituição de 1838. À nova realidade política, caracterizada por um exercício autoritário do poder, pela restauração da vigência da Carta Constitucional e pelo regresso ao poder da alta burguesia, tudo sob a bandeira da ordem, da disciplina e do progresso económico, dá-se o nome de Cabralismo.
Costa Cabral apostou no fomento industrial, na construção de obras públicas e na reforma administrativa e fiscal do país. É por esta altura que é criado o Tribunal de Contas (1849), para fiscalizar todas as despesas do Estado; reforma-se o setor da saúde, proibindo-se os enterramentos nas igrejas (1846).
Mas a sua política autoritária e repressiva (ditatorial) conduziu o país a uma nova e violenta guerra civil desencadeada por gigantescos levantamentos populares, semelhantes aos do Antigo Regime, motivados pelas más condições de vida e pelo descontentamento em relação ao governo, face à subida de preços, à baixa de salários e ao agravamento da carga fiscal. Sem qualquer ideologia política subjacente, estes levantamentos alastraram a todo o país e foram aproveitados pelas forças da oposição (miguelistas, setembristas e cartistas!).
As duas fases da guerra civil
Em abril e maio de 1846, revolta da Maria da Fonte, foi uma reação popular explosiva às Leis da Saúde, às Leis das Estradas, assim como os procedimentos burocráticos que passaram a envolver a cobrança de impostos (as “papeletas da ladroeira”, como o povo lhes chamava).
A segunda fase, a chamada “Patuleia”, decorreu de outubro de 1846 a junho de 1847. Iniciada no Porto, alastrou a Aveiro, Coimbra, Santarém e Algarve, tendo como pretexto o não cumprimento das promessas feitas pela rainha, nomeadamente a da realização de eleições por sufrágio direto para a Câmara dos Deputados.
A deposição de D. Maria II esteve na mira dos revoltosos e os mais exaltados chegaram a ventilar a hipótese de uma República para solucionar a crise!
A gravidade da situação levou o Governo de Lisboa a solicitar a intervenção da Espanha e da Inglaterra, ao abrigo da Quádrupla Aliança de 1834. Goradas as tentativas de acordo politico, a intervenção estrangeira ditou os termos da Convenção de Gramido, garantido uma amnistia geral e prevendo a nomeação de um governo em que não figurassem representantes dos partidos em luta.
A força política do setembrismo estava definitivamente liquidada. Em 1849, Costa Cabral regressou à gerência política e, apesar de este seu governo se revestir de um cariz mais moderado, não logrou conciliar as forças políticas em digladiação constante, nem estabilizar a vida nacional.


Os direitos naturais e os direitos do cidadão
 Após a vaga de revoluções da primeira metade do século XIX, assiste-se, em todo o Ocidente, à implantação de um novo sistema de organização política, económica e social – o Liberalismo.
Na base deste novo sistema, estava a ideologia liberal, de raiz iluminista, que assentava no respeito pelos direitos naturais – liberdade, igualdade, propriedade - , invioláveis e imprescritíveis, já que derivados da condição humana.
Além dos direitos naturais, existiam também os direitos do cidadão. Enquanto no Antigo Regime existam apenas súbditos, desiguais em direitos e submetidos à autoridade do monarca, no liberalismo já só existem cidadãos, a quem compete intervir ativamente na vida politica. Como? Em que condição? Como eleitos (escolhendo os seus representantes), como detentores de cargos públicos (governando, administrando, legislando), militando em clubes políticos, assistindo a sessões parlamentares, apresentando petições, interpelando os deputados, escrevendo artigos na imprensa periódica, procurando condicionar as decisões dos Estados.
Mas esta “possibilidade” de participação politica teve os seus limites. O liberalismo da primeira metade do seculo XIX colocou sérias restrições ao pleno exercício da cidadania, já que acreditava que a capacidade política de cada um estava intrinsecamente ligada à sua fortuna. Presumia-se que os eleitores com maior independência económica seriam também aqueles que, à partida, usufruiriam de melhores oportunidades para se “esclarecerem” e instruírem, logo, de serem os mais habilitados a emitirem as opiniões mais bem fundamentadas, e, a intervirem mais cabalmente.
Por isso, mos países onde o liberalismo triunfou na primeira metade do século XIX, coube a uma minoria – à burguesia, classe rica e instruída - , o exclusivo da iniciativa e da participação política. Através do censo (imposto sobre a propriedade) e do sufrágio censitário e indireto, reservou para si o poder político e controlou o acesso às funções de governo.
Foi a época do liberalismo moderado, regime protetor da ordem social burguesa, que negou à igualdade e à propriedade a qualidade de direitos naturais, e que propunha a monarquia constitucional como solução de compromisso entre a tradição monárquica e a soberania popular.
Conclusão: Para o liberalismo moderado, soberania nacional jamais se confundia com soberania popular, pelo que liberalismo e democracia nunca foram sinónimos. As monarquias constitucionais do século XIX ainda estavam longe dos ideias democráticos do período revolucionário.




O liberalismo político
Para os liberais, a principal função das instituições políticas devia ser a de assegurar o respeito pelos direitos individuais. Achava-se que o Estado devia assumir-se como o supremo garante das liberdades do individuo, assegurando a manutenção da ordem e vigiando o escrupuloso cumprimento da lei – Estado-polícia.
Nesse sentido, o liberalismo socorreu-se de uma variedade de fórmulas, a principal das quais foi a redação de textos constitucionais nos quais se consagrava o princípio da separação de poderes e a soberania nacional (a soberania reside na Nação e é delegada através de eleições).
Contudo, a nação soberana nunca exerceu o poder de forma direta. Confiou-o, antes, a uma representação dos mais inteligentes, geralmente identificados com os possuidores de um maior grau de fortuna. Era aos cidadãos mais abastados que estava reservado o direito exclusivo de eleger e ser eleito.
A secularização das instituições
Para os liberais, o Estado, além de neutro, devia ser laico. Mesmo não sendo inimigo da religião, deveria separar radicalmente a esfera temporal da espiritual. Por outro lado, a religião devia ser sempre fruto de uma opção pessoal, nunca uma imposição do Estado.
Ao defenderem a liberdade religiosa e a laicização do Estado, os liberais levaram a cabo um conjunto de reformas legislativas que tinham por objetivo último a secularização das instituições, e a emancipação do individuo e do Estado da tutela da Igreja. Nesse sentido:
·         Institui-se o registo civil, até aí confinado à competência exclusiva da Igreja
·         Criou-se uma rede de assistência e uma rede de ensino absolutamente laicas, após a extinção das ordens religiosas e o consequente encerramento dos seus hospícios e escolas; as escolas públicas tornam-se espaços de divulgação de virtudes cívicas como a fraternidade, o patriotismo e a tolerância, em contraponto à fé, à subserviência e à caridade cristãs, pregadas pelos párocos.
·         Debilitou-se o poder da Igreja, com a expropriação do seu património.
·         Retiraram-se ao clero privilégios judiciais e fiscais (além do direito de voto que não se lhes reconheceu), convertendo os seus membros em vulgares funcionários do Estado, assim subalternizando a Igreja em relação ao poder político.
Esta retirada de poder à Igreja foi acompanhada de uma certa descristianização de costumes, a par de algum anticlericalismo, mais tarde consumados nas leis de separação do Estado e da Igreja.




O Liberalismo económico: o direito à propriedade e à livre iniciativa
A nível económico, os liberais defendiam a liberdade de iniciativa individual, a não intervenção do Estado na economia e o direito à propriedade, como um direito inviolável e um dos pilares do liberalismo. A propriedade era a base de toda a riqueza e o garante da própria liberdade, proporcionando os seus rendimentos acesso à instrução e conferindo o pagamento do respetivo censo direito a uma participação política ativa; era condição prévia à condição de cidadão. Na base desta teoria económica estiveram os fisiocratas mas, sobretudo, Adam Smith.
Adam Smith: O principal precursor do liberalismo económico foi Adam Smith, para quem a verdadeira fonte de riqueza era o trabalho. Para ele, a riqueza de um Estado dependia da existência do direito individual à propriedade e à busca da fortuna, identificando a vantagem pessoal com o interesse da coletividade: “Quem trabalha para si acaba por servir a comunidade de forma mais eficaz do que se trabalhasse para o interesse comum”.
a livre iniciativa na busca da riqueza conduziria ao trabalho produtivo, ao aforro, à acumulação de capital e ao investimento, em suma, ao progresso económico. Por isso, Adam Smith preconizava a livre concorrência, a liberdade económica e o fim dos monopólios. Para ele a ordem económica era uma ordem natural, que se estabelecia e regulava a si própria, der acordo com o jogo da oferta e da procura. Somente as leis do mercado trariam equilíbrio à relação produção-consumo.
Mas para isso era necessário que o Estado abdicasse de toda e qualquer regulação económica, como até aí tinha feito, por exemplo, impondo limites à produção, lançando impostos, taxando e tabelando preços e salários, controlando as relações laborais, impondo portagens. O Estado devia apenas fazer reinar a ordem, respeitar a justiça e proteger a propriedade.
O liberalismo económico revelar-se-ia uma força vital para o desenvolvimento do capitalismo industrial no seculo XIX.
Os limites da universalidade dos direitos do Homem; a problemática da abolição da escravatura
Os limites da universalidade dos direitos do Homem
Os liberais sempre consideraram a liberdade, a igualdade e a propriedade direitos humanos universais. Mas a realidade veio desmentir aquele principio, e a dita universalidade acabou por ser uma ilusão, tanto pelos limites que conheceu como pelo facto de o estado liberal nem sempre os ter assegurado.



Quanto à propriedade
Em primeiro lugar, nunca a propriedade foi um direito natural. Com a compra dos terrenos baldios e dos bens nacionalizados, a burguesia acabou por ser o único grupo a beneficiar das transformações ocorridas na vida rural. À consolidação económica da burguesia contrapôs-se a progressiva pauperização dos camponeses.
Quanto a igualdade
Também a igualdade pouco mais foi que um principio teórico. A desigualdade económica fez da política assunto de uma minoria abastada, por via do estabelecimento do sufrágio censitário e da discriminação entre cidadãos ativos e passivos.
E, se alguns homens havia a quem, pelo menos, eram reconhecidos direitos civis, as mulheres ficaram totalmente privadas de quaisquer atributos da cidadania.
Quanto à liberdade
O principio mais sagrado da ideologia liberal, basta dizer que em seu nome os franceses se envolveram numa política de conquistas territoriais, e, em pleno século XIX, o tráfico de escravos se mantinha como pratica corrente, o que lançava a questão da legitimidade ética e humanitária da escravatura
A problematização da abolição da escravatura
Na frança Os primeiros debates em torno da escravatura tiveram lugar na Assembleia Nacional Constituinte. Em maio de 1791, a Assembleia Nacional Constituinte estendeu os direitos civis a todos os homens de cor; no mesmo ano decretou o fim da escravatura na metrópole. Nas colonias, contudo, a escravatura mantinha-se, o que violava o art. 1º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. O debate entre abolicionistas e não abolicionistas, entretanto, sobe de tom, mas a luta contra a escravatura só teve resultados durante a Convenção. Em 4 de fevereiro de 1794, a escravatura era abolida em todas as colonias francesas. Em 1802, contudo, sob o consulado de Napoleão, e sob pressão dos grandes proprietários, é restabelecida a escravatura e o tráfico nas colonias. Só após a Revolução de fevereiro de 1848, aquela seria definitivamente erradicada.
Nos EUA O principio da igualdade, inscrito na Declaração da Independência de 1776, conviveu paradoxalmente, durante quase um século, com a escravatura dos negros, uma vez que a Constituição, permitindo a sua existência, deixava ao critério de cada Estado a sua abolição. Em meados do século XIX, o confronto entre abolicionistas e esclavagistas intensificou-se, quando o Congresso declarou a intenção de proibir a escravatura nos territórios do Sul entretanto anexados, e onde a cultura do algodão e do tabaco assentava na exploração da mão de obra escrava. A politica abolicionista do Congresso era sobretudo apoiada pelos estados do Norte. O antagonismo tornou-se insolúvel em 1860, quando Abraham Lincoln foi eleito presidente. A sua politica anti-esclavagista levou 11 estados sulistas a desligarem-se do governo da União e a formarem entre si uma Confederação. O resultado foi uma longa guerra entre o Norte e o Sul – a Guerra da Secessão (1861-1865). A vitória do Norte trouxe consigo a vitória dos direitos humanos. O abolicionismo ficou consagrado em 1865, quando a 13ª Emenda à Constituição pôs termo à escravatura em qualquer lugar dos EUA. Em 1869, a 15ª Emenda veio reconhecer direitos políticos aos negros. Contudo, ate aos anos 60 do seculo XX, mantiveram-se nos estados do sul situações de segregação social.
Em Portugal No nosso país, a problemática da abolição da escravatura gravitou em torno da questão da proibição do tráfico negreiro. Foram razões económicas, as que levaram o visconde de Sá da Bandeira, chefe do governo setembrista, a decretar, em dezembro de 36, a proibição do tráfico de escravos nas colonias portuguesas a sul do Equador. Face à independência do Brasil, Sá da Bandeira pressentiu a urgência de desenvolver os territórios africanos, onde a retenção da mao de obra negra seria crucial ao fomento das atividades produtivas. Embora os traficantes continuassem a demandar as colonias portuguesas, uma serie de decretos consumou nas décadas seguintes o abolicionismo em Portugal. Em 1869, D. Luís assinava o decreto que abolia a escravidão em todo o território português.
Conclusão: Apesar de despertadas as consciências para este problema, a verdade é que a abolição  da escravatura encontrou grande resistência no terreno, sobretudo quando da sua aplicação resultava a lesão de interesses económicos. Mas a utilização de escravos não podia deixar de ser vista, na nova sociedade industrial, como um anacronismo, já que o moderno modo de produção assentava no trabalho assalariado e no consumo em grande escala, algo incompatível com a escravatura.
 

Invasões Barbáras Ficha de Trabalho

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1.Completa o texto.

Os Romanos chamavam _______________ a todos os povos que viviam fora das ____________ do Império _______________, e que não falavam o ____________. Estes povos dedicavam-se sobretudo  à _______________, mas eram conhecidos sobretudo como violentos guerreiros.
Nos finais do século IV, alguns destes povos, como os _______________, Ostrogodos, ______________ e Alamanos invadiram o território. Quando a cidade de Roma foi invadida, no ano de 476, caiu o Império ____________ do ______________ e iniciou-se uma nova época histórica a que os historiadores convencionaram chamar _____________   ______________. 


2.Comenta a seguinte afirmação:

“Numa fase inicial, foi difícil a convivência entre Germanos (vencedores) e Romanos (vencidos).
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3.Descreve a ação da Igreja Católica na conversão e evangelização dos povos bárbaros.
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4.Nos finais do século IV, a Europa conheceu o início de um longo período de invasões por parte de diferentes povos bárbaros. Nos séculos VIII e IX a Europa voltou a ser invadida. Estas invasões provocaram um clima de insegurança entre as populações.

4.1.Relaciona o clima de insegurança provocado pelas invasões bárbaras deste período, com a ruralização e a economia de subsistência.
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5.Lê com atenção o documento que se segue.
A Sociedade Medieval
“Aos membros do Clero, Deus manda ensinar a manter a verdadeira fé a ministrar a sagrada água do baptismo. (…) Devem, sem cessar, rezar pelo bem do povo.
Os nobres são os guerreiros, os protetores das Igrejas. Defendem todos os homens, grandes e pequenos (…). A outra classe é a dos não-livres. Esta raça de infelizes nada possui sem sofrimento. São eles que fornecem a todos provisões e vestuário; por isso nenhum homem livre poderia viver sem eles.
A casa de Deus, que parece única, está pois dividida em três: uns rezam, outros combatem e outros trabalham. Todos vivem em conjunto e não podem, por isso, separar-se.”
Adalbéron, Carta ao Rei Roberto (século XI)

5.1.Identifica os grupos sociais que existiam na Idade Média e que são referidos no documento.
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Ficha de trabalho 8º ano

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Apontamentos 12º ano

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O Mundo Grego

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Fragmentação política do mundo Grego

O relevo montanhoso e acidentado da Grécia e a dificuldade nas comunicações deram origem às divisões do país, formando Pólis.

A Pólis
A Grécia era independente. Possuía população, leis e território próprios.

Os espaços da Cidade Grega
Os espaços de Atenas:
-          Acrópole: Lugar mais alto da principal colina. Nela encontravam-se os principais edifícios públicos e profanos, templos e residências aristocráticas.
-          Ágora: Na parte baixa da cidade encontravam-se as habitações populares. A Ágora passou a centralizar o mercado e as assembleias, tornando-se assim o efetivo centro cívico e político da cidade.

Evolução política de Atenas, na qual Péricles teve grande importância
·                     De 800 a 700 a.c à Monarquia
·                     De 750 a 600 a.c à Oligarquia
·                     De 620 a 500 a.c à Tirania
·                     A partir de 520 a.c à Democracia

A democracia Ateniense como democracia directa
Era uma democracia direta porque:
·                     O governo era eleito conforme as intenções de voto dos eleitores
·                     Todos os cidadãos eram, supostamente, iguais
·                     Todos podiam participar
·                     Isonomia, Isocracia e Isegoria
·                     Introdução das mistoforias

As características da democracia Ateniense
·                     O princípio da soberania popular
·                     O uso do sorteio (na escolha dos magistrados)
·                     O carácter transitório dos cargos (evitar corrupções e abusos pessoais do poder)
·                     As leis (porque eram sugeridas, discutidas e aprovadas por todos na Assembleia)

A importância da oratória no contexto da democracia directa
Na democracia direta, a palavra revelou-se um instrumento importante de persuasão e de domínio. Era através da palavra que os cidadãos se faziam ouvir, nas assembleias, os seus pedidos e queixas. Assim quem melhor falava melhor convencia, conquistando prestígio e simpatia. Dai que a oratória se tenha tornado um dote precioso para o exercício da vida política.

Os órgãos do poder legislativo, poder executivo e poder judicial na democracia Ateniense
·                     Legislativo (Eclésia; Boulé)
·                     Executivo (Boulé e Magistrados)
·                     Judicial (Areópago, Aelieo)

Direitos dos Cidadãos
·                     Direito à liberdade
·                     Isonomia ou igualdade perante a lei
·                     Isocracia ou seja igualdade de acesso aos cargos públicos
·                     Isegoria ou direito igualitário ao uso da palavra.

Os limites da participação demográfica
·                     Só os cidadãos têm direitos Cívicos
·                     As mulheres e os Metecos não eram detentores de cidadania e de acesso aos cargos políticos
·                     Existência de escravatura
·                     Imperialismo ateniense, Atenas tentou impor pela força o seu regime político a outras cidades da liga de Belos
·                     Excessiva valorização das leis e decisões colectivas com constante mudança dos magistrados, manipulação do povo nas assembleias e escolha por sorteio, o que permitia que muitos mais cidadãos mal preparados acedessem a cargos políticos.
·                     Ostricidio

Comparação entre a democracia Ateniense e a democracia actual
Na democracia ateniense, só os cidadãos (homens com mais de 18 anos e serviço militar cumprido) tinham direito de voto. Na democracia atual, tanto mulheres como homens (com mais de 18 anos) têm direito de voto.

A educação dos jovens Atenienses e o exercício da cidadania.
Os jovens eram educados para serem cidadãos. Até aos 7 anos estavam no gineceu. Depois dos 7 anos iam para a escola. Aos 15 anos, preparavam-se fisicamente e mentalmente. Dos 18 aos 20 cumpriam serviço militar, para a partir dos 20 anos se tornarem cidadãos.

O significado das grandes manifestações cívico-religiosas.
·                     Carácter religioso porque eram dedicadas aos deuses e homenageavam os heróis míticos.
·                     Realizavam-se em recintos considerados sagrados
·                     Tinham um importante papel recreativo e sociocultural
·                     Algumas atraiam devotos e participantes de todo o mundo
Estas festividades contribuíram para a comunhão de crenças, cultos e tradições entre todos os Gregos, sendo hoje consideradas como um dos mais importantes fatores da sua identidade cultural

Os elementos básicos da arquitetura Grega.
·                     Conjunto de regras que definem as medidas e as relações de proporção entre todos os elementos construtivos
·                     A forma desses elementos
·                     A decoração que comportavam


O declive idealista das obras escultóricas
O idealismo era a forma de representar as esculturas com uma seleção que permitisse representar as formas mais perfeitas.

Os objetivos estéticos e religiosos da arte clássica.

Os objetivos estéticos eram alinhar o naturalismo e o dinamismo das formas anatómicas ao idealismo do rosto do atleta, de forma a evidenciar a beleza do homem.
 
 
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